Como tirar mancha de roupa colorida em roupa clara

(Imagem em primeira mão do meu eBook que ensina soluções contra manchas em roupas que está para ser lançado na Amazon)

Não adianta esfregar com sabão ou deixar em molho com alvejante... Para tirar manchas de roupas escuras (coloridas) em roupas claras, o que deve ser feito é simples e eu te conto no episódio dessa semana do Papo de Casa e Cozinha.

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Aperte o play abaixo, para ouvir a dica dessa semana...






Gente que não reflete, não aprende!


Fico sempre abismada com pessoas que dizem refletirem sobre tudo, mas auto-enganam-se e vivem sempre a expelir maldades sem perceberem o valor do ato.

Ouço muito por aí coisas como:

"Graças a Deus que a batida que dei no outro carro não arranhou nada o meu! Em compensação, o outro carro amassou toda a traseira. Mas ele é um carro velho. O meu está novinho".

(Esse Deus dessa pessoa deve ser muito bom pra ela mesmo. Mesmo estando essa pessoa errada, tendo provocado a batida, esse Deus preferiu punir o coitado que tem um carro velho e estava com a conduta correta). Algumas pessoas não refletem nada sobre suas falas, que o dirá sobre suas atitudes! Eu prefiro continuar prestando atenção nas besteiras que porventura posso dizer ou escrever. Tenho muita coisa já escrita aqui no blog, por exemplo, que me lembra o quão eu já amadureci daquele ponto. Que bom! Espero aprender ainda mais com as besteiras que ainda penso ou que ainda faço! Essa coluna de hoje é pra nos lembrar de refletir sobre o que costumamos dizer por aí!

"Que bom que Deus escolheu vocês pra serem os pais de uma criança com diabetes/ com síndrome de Down/ etc, pois ele sabe que vocês são pessoas capazes e com condição financeira de cuidar dela."

Que bom uma ova! Essas pessoas que dizem coisas assim me tiram do sério (mas eu sei dar um sorriso gelado e ficar por isso mesmo, rs). Se você acredita em Deus, tem todo meu respeito e admiração, pois bem que poderia mesmo existir um Deus ou mais Deuses que fossem bondosos, de preferência. Acreditar, pra quem não sabe, não é uma questão de escolha e toda crença diferente da nossa deve ser respeitada (assim como a descrença). Escolhe-se saber mais, conhecer mais, questionar mais. Acreditar não é uma escolha. Quem acredita, porém, deve saber usar a palavra em que acredita mais respeitosamente ou, pelo menos, de forma coerente com a realidade. Deus então, nesse caso, estaria escolhendo apenas pais fortes e financeiramente capazes de lidar com as despesas desses cuidados com suas crianças? Será que as pessoas que dizem isso realmente acreditam nisso? Porque há por aí diversas crianças sem pais em tais condições, sofrendo pela falta de cuidados devidos e morrendo mais cedo ou vivendo à margem da sociedade. A realidade não é essa que as pessoas gostam de pintar e isso não ameniza o coração de alguns pais que acreditam que Deus os escolheu. E se Deus existe e escolhe no dedinho quais crianças vão sofrer com isso e com aquilo, isso é, no mínimo, indignante, principalmente quando é com seu filho.

"Os policiais deveriam abordar essas pessoas que remexem o lixo na porta das casas e deixam essa bagunça!"

Ah, que coisa! Imagino que pra quem fala esse tipo de coisa, prender essas pessoas por estarem famintas e revirando lixo é uma justiça. Na frente da sua casa bonita não pode haver marginalizados, não é? Afinal pessoas que pensam assim não refletem e não querem saber verdades! Nunca passaram fome e não querem saber de como é viver necessitando buscar alimento ou pertences descartados no lixo. Tudo que importa pra essas pessoas é ter a frente da casa limpinha, é mostrar seu status; e as incomoda profundamente ter que conviver com gente que não se encaixou no sistema em que vivem.

Ai, ai, ai... São tantas coisas que ouvimos por aí! Se aprendemos a refletir, inclusive sobre o que o outro não reflete, vivemos melhor, tenha certeza disso! Dá pra rir dessas bobeiras e viver consciente dos nossos atos. Tem gente que proíbe filho de ouvir certas músicas. Eu tenho pavor de atitudes assim. O melhor é ensinarmos nossos filhos a ouvirem música, se divertirem, mas sempre refletindo sobre aquilo que ouviram. Há muitas músicas boas de dançar que fazem apologia às drogas, que denigrem a imagem da mulher, que são preconceituosas com crenças diferentes, com culturas diferentes, com raças diferentes, com sexualidades diferentes. Precisamos é ensinar nossos filhos a conhecerem o que estão ouvindo por aí e a entenderem que nem toda música fala de coisas bacanas (como nem todo livro também, mas lê-los pode ser importante também), portanto, com esses aprendizados, eles nunca vão deixar de refletir a respeito, de criticar por eles mesmos, rirem das bobeiras dos outros e perceberem o ridículo das letras, mesmo que continuem a ouví-las. O que importa é eles saberem o que faz bem e o que eles querem de bom pra vida deles. Sem conhecer, nunca terão meios de refletirem a respeito e poderão um dia elogiar algo que não é merecedor de elogios, ou pior, acharem que o proibido é que é bom. Deixar de se divertir, de ter momentos bons é uma escolha que só enclausura e torna as pessoas a parte, ou seja, mais tristes, menos reflexivas, mais preconceituosas e mais capazes de agirem sem reflexão ou novos aprendizados.

Precisamos querer refletir, saber mais para melhorarmos.







Galinhada de arroz integral (7grãos) - Deliciosa!


Galinhada é um prato que agrada a maioria. E adaptar a tradicional galinhada para uma mais saudável, feita com arroz integral ou 7 grãos como essa que mostro hoje é bem fácil.

Você pode usar o frango que quiser, com ou sem gordura, mas a versão da galinhada de hoje é feita apenas com o peito de frango sem pele, sequinho e saudável.

Em uma panela, aqueça o azeite e jogue o peito de frango para grelhar. O peito deve ter sido picado do tamanho de sua preferência. Eu fiz pequeno, mas há vezes em que coloco pedaços bem grandes para ficarem desfiantes e suculentos. O peito já deve ter sido temperado com antecedência para marinar um pouco e absorver o sabor. Gosto de temperar com alho e sal (veja receita), shoyo e um molho especial que faço (veja receita dele aqui).

Depois de grelhado o frango, junte cebola em cortes de sua preferência e bastante tomate sem pele e sem semente:

Deixe dourar bem...

Antes de jogar o arroz na quantidade desejada (esse arroz é o 7 grãos integrais), coloque a água na proporção correta para o cozimento dele e deixe ferver tudo. Depois de iniciada a fervura, vire o arroz e tampe a panela, deixando uma pequena saída do vapor para o caldo não entornar...

É nesse momento também que se acrescenta todos os temperos que mais gostar. Nós adoramos usar páprica defumada doce nessa receita. Deixa tudo amarelinho e delicioso... Use bastante alho com sal, pimenta moída na hora, temperos de sua preferência, ou seja, de acordo como normalmente você gosta de temperar o seu arroz. Acrescente um pouco mais do habitual, pois o arroz integral exige isso para ganhar sabor!


Acompanhe o cozimento que varia de arroz para arroz. Esse 7 grãos costuma demorar cerca de 40 minutos.

Enquanto o arroz finaliza seu cozimento, faça uma omelete caprichada! Essa foi feita com os ovos batidos com salsinha e muito queijo muçarela:


Arroz pronto, embeleze-o com grãos de mostarda ou verdes como salsinha, cebolinha ou mesmo manjericão!!!!

Finalize a omelete...



Fatie e distribua sobre o arroz empratado:

Finalize com batatas chips que podem ser preparadas com antecedência ou evitadas para quem prefere não acrescentar fritura...


Espero que tenha gostado... Galinhada boa pra comer à noite em dias de semana...



9 utensílios que você deve ter na sua cozinha

Conheça alguns acessórios que são imprescindíveis para que você tenha um bom desempenho na hora de mostrar os seus dotes culinários

É cada vez maior o número de pessoas que se aventuram na cozinha. Programas como o MasterChef tornaram o ato de cozinhar algo mais divertido e está na moda impressionar os amigos fazendo refeições mais elaboradas. Mas será que a sua cozinha está preparada para as suas experiências gastronômicas?

Listamos aqui alguns itens que podem ser considerados essenciais para quem vai dedicar algumas horas a fazer algumas guloseimas. De qual deles você não abre mão?



1 – Balança de cozinha
Saber a quantidade exata de cada alimento para colocar em uma receita pode não ser tão simples: afinal, como diferenciar 200 gramas de 250 gramas sem o auxílio de nenhum equipamento? Para problemas como esse você precisa recorrer a uma balança de cozinha. Os modelos mais simples custam menos do que R$ 50 e com certeza ela vai ser muito utilizada na hora que você for preparar seus pratos.

2 – Chaira
Você sabe o que é uma chaira? Esse é o nome que se dá àquele acessório que é popularmente conhecido como “amolador de facas”. Existem diversas variedades desse acessório, cada uma voltada para um tipo diferente de fio de faca. A menos que você queira se tornar um especialista, apenas um exemplar desse em sua casa já é suficiente. As chairas são fáceis de serem encontradas até mesmo em uma loja de ferramentas.

3 – Faqueiro completo
Além de manter as suas facas sempre afiadas, não há nada melhor do que ter uma faca apropriada para cada ocasião. À primeira vista isso pode parecer bobagem, mas tente cortar carne com uma faca de serra, por exemplo, só para sentir o drama. Se existe uma série de tamanhos e modelos é por que há um propósito. Faça o teste cortando os itens com a faca certa e você verá como faz diferença.

4 – Liquidificador
Seja para fazer sucos ou temperos, um liquidificador funciona como um verdadeiro coringa na cozinha. A menos que você pretenda triturar coisas grandes e duras, um modelo intermediário com várias velocidades e funções de autolimpeza já é o suficiente. O importante é que você não deixa faltar esse eletrodoméstico na sua cozinha.

5 – Espátulas de silicone
Para mexer e misturar ingredientes em altas temperaturas não há coisa melhor. E, ainda por cima, o silicone não permite que elas estraguem as panelas na hora de fazer a raspagem. Há opções com cabo de acrílico, melhores para o manuseio, mas mais frágeis; inox, menos confortáveis na pegada, mas mais resistentes; e madeira, as mais equilibradas, mas que requerem cuidado especial na hora da limpeza para não guardarem fungos e bactérias.

6 – Medidores de xícaras e colheres
A diferença de quantidades entre uma colher de sopa e uma colher de sobremesa pode fazer um estrago completo na sua receita. Por isso, é importante que você tenha em mente não apenas quanto cada medida significa, mas as formas ideias de mensurar isso a cada novo prato. Os medidores de xícaras e colheres, além de serem extremamente práticos, resolvem esses problemas de uma vez por todas.

7 – Tapetes de silicone
Os tapetes de silicone são uma verdadeira mão na roda para quem é confeiteiro. Eles substituem o papel manteiga e em muitos casos você fica livre do trabalho de untar assadeiras ou até mesmo a sua bancada de trabalho. Ou seja, facilita muito a sua vida na hora da limpeza. Para quem vai assar biscoitos, cookies e macarons, esse é um item obrigatório na cozinha.

8 – Termômetro digital
Você já pensou em usar um termômetro digital para medir a temperatura dos alimentos que você cozinha? Pode até parecer um luxo em um primeiro momento, mas depois que você descobrir o quanto fica mais fácil saber se aquele franguinho assado está no ponto ou não apenas por conta da temperatura você nunca mais vai querer deixar de usar. O ideal é escolher um modelo que ultrapasse altas temperaturas, portanto fique de olho nisso na hora da compra.

9 – Fouet
Esse é outro item que muita gente não sabe o nome, mas entende que na cozinha ele é uma peça importante. Ele é ideal para misturar ingredientes em receitas que precisem resultar em consistências cremosas e leves, como chantilly, mousse ou calda. Os fouets (pronuncia-se “fuê”) podem ser de inox (mais resistentes) ou silicone (não riscam as panelas).

Seja prevenido também com o resto da casa (mas veja, clicando aqui, minha postagem sobre ferramentas na cozinha!)

Se na sua cozinha já estiver tudo dominado é hora de pensar também em algumas ferramentas para casa. Afinal, nunca se sabe quando algo vai estragar e será preciso correr em uma loja de ferramentas para resolver os problemas. Assim, é fundamental que você tenha em casa alguns itens – que podem até acabar servindo na cozinha em algum momento.

Martelo – pode ser que você precise bater um prego para furar um coco. Um martelo vai ser fundamental para isso.
Furadeira – se você comprar panelas novas e não tiver onde guarda-las, alguns furos na parede podem servir para colocar um parafuso e pendurá-las.
Alicate – cortar alguns fios mais delicados ou emendar um fio de uma tomada não são tarefas muito complicadas. Com um alicate na mão você já está apto a fazer seus reparos.
Kit de chaves de fenda – em qualquer loja de ferramentas, um kit com chaves de fenda é sempre um item essencial para se levar para casa. Não deixe de ter o seu.
Trena – por fim, fechamos essa pequena lista indicando uma trena. Assim, você poderá medir espaços para a compra de novos móveis ou para a colocação de cortinas com precisão. 




 


Diabetes infantil - como cuidar


O diagnóstico da diabetes mellitus (tipo 1) em criança é, num primeiro momento, assustador. Por que com a gente? Por que com ela? Tão pequena, tão inocente...

Num primeiro momento, não importa até onde vão os seus ou os meus questionamentos. Não importa ter ou não ter uma fé religiosa, crenças ou descrenças. Nesse momento, o que importa são os fatos e as ações que precisaremos incrementar nas nossas rotinas:

- Meu filho tem diabetes. A desconfiança começa com sintomas clássicos que não podemos deixar passarem batido, pois o risco da criança entrar em coma (ou mesmo morrer) por cetoacidose é alto. A diabetes mellitus é caracterizada pelo excesso de açúcar no sangue (sangue doce - 'mellitus' vem de mel). E não se trata da ingestão direta de açúcar. Todo alimento que ingerimos (com exceção das gorduras puras e proteínas - carnes, por exemplo) vira açúcar e vai para o sangue que o levará para alimentar todas as células do corpo. A responsável por jogar o açúcar do sangue para dentro das células é a insulina. Quando o pâncreas começa a parar de produzir a insulina (diabetes tipo 1), o sangue fica com açúcar em excesso e isso causa, primeiramente, um trabalho estrondoso dos rins na tentativa de eliminar o açúcar do sangue gerando um sintoma típico da diabetes que é a produção excessiva de urina (a criança faz muito xixi quando a glicose está alta por esse motivo!). Outro sintoma da diabetes é o excesso de fome. As células não estão recebendo o açúcar que está no sangue e, portanto, informam ao cérebro que estão famintas. A fome é real, mas por mais que a criança coma, ela continua com fome e continua perdendo peso. A perda de peso é rápida. As células começam a metabolizar gordura (já que não recebem o açúcar) e esse processo produz cetona que torna o sangue ácido. Esse é o grande perigo da criança entrar em coma por cetoacidose. Outro sintoma é a sede excessiva. A criança chega a beber diversos copos de água continuamente sem sentir-se satisfeita (devido à desidratação pelo trabalho excessivo dos rins). Sintomas assim precisam de ações imediatas. Se está na dúvida, leve o xixi da criança para um exame de laboratório com pedido de urgência no resultado da glicosuria (não é preciso pedido médico para isso!). Mas procure atendimento médico o mais rápido possível. Se já possui um médico de confiança, procure-o, mas se não, vá direto para o hospital em busca de cuidados e possível internação. O exame de sangue em jejum será o primeiro fator para o diagnóstico efetivo da diabetes tipo 1.

- A internação, mesmo que a criança não tenha entrado em cetoacidose, pode ser muito importante, já que, com a passagem do soro, a glicose elevada é mais rapidamente controlada. Esse momento no hospital é também importante para os pais aprenderem com o médico a manusearem e ministrarem a insulina, a aferirem a glicemia com a picadinha no dedo (hoje já existe outra forma para isso - veja sobre o sensor eletrônico mais adiante). No início, todos erramos bastante, pois temos que furar mais vezes os dedinhos do nosso filho até acertarmos e pegarmos o jeito (aprendemos, com o tempo, a bombear o sangue antes de furar; também sobre como não deixar doer, etc). Nunca demonstre seu medo ou insegurança à criança! Com o tempo, todos ficamos experts nos procedimentos. É preciso querermos saber, querermos aprender e buscarmos por mais informações. O principal, porém, é aprendermos a ministrar quantidades de insulina de acordo com a quantidade de carboidratos a serem ingeridos nas refeições e também em quantidades de correção da glicemia alta.

- A contagem de carboidrato é a melhor forma de controle da diabetes. Para se chegar à equação do momento (ex: 1UI para 20g de carboidrato), precisamos observar e testar (sempre contando a quantidade de carboidrato dos alimentos ingeridos. Ter uma balança na cozinha e um papel com anotações (pregado na geladeira) sobre as quantidades de carboidrato por porção de alimento (ex: 8g de carboidrato em 100g de melão) é essencial para ajudar.

- Depois da alta do hospital, o objetivo é vida normal em casa. Mas, por normal, entendamos a inserção de alguns cuidados. As noites não serão as mesmas, mas rapidamente nos acostumaremos. O início é nebuloso, já que cada organismo com diabetes funciona de uma maneira única. Dessa maneira, precisamos estar atentos para entendermos como funciona o do nosso filho (medindo a glicemia o máximo possível - No início, até aprender a lógica da coisa, não economize fitinhas! E não tenha dó dos dedinhos furados. Isso é pequeno demais diante do que se obtém em troca!). Mudanças na bomba* de insulina sempre podem ocorrer de um dia para o outro. Por isso, observação e anotação nos fazem entender o caminho da glicemia. Existem aplicativos que nos proporcionam gráficos com essas informações. Vale checar. Medir a glicemia de madrugada e em todos os momentos que estivermos com dúvidas é essencial para mapearmos uma rotina saudável e segura para nosso filho.
*Bomba de insulina é um termo que diz respeito à relação do metabolismo do açúcar/insulina. 

- Para a diabetes, por enquanto, não há cura. (Apesar de já estarmos muito avançados em estudos, ainda não podemos falar em cura da diabetes. Porém, procurar saber sobre testes de pesquisas inovadoras é sempre bom para nós pais que preservamos esperança de vivenciarmos a descoberta da cura).

- Nos dias de hoje, há muito que podemos fazer para uma vida normal com diabetes e são essas ações que precisaremos não apenas aprender, mas também nos especializarmos nelas.

- Precisamos nos informar, aprofundarmos nossos conhecimentos a respeito da diabetes.

- Precisamos conhecer os riscos contra a vida que a diabetes mal cuidada implica. Precisamos entender que hoje em dia há recursos para evitarmos qualquer desses riscos, sabendo que esses cuidados serão necessários vinte e quatro horas diárias, mas que uma vez habituados a eles, não haverá mais estresses ou preocupações infundadas. Saberemos quando há mais riscos e quando não se precisa exceder na vigília.

- Mas saiba que nossa meta é tentar deixar a média glicêmica do nosso filho o mais próximo possível da média glicêmica de alguém que produz insulina naturalmente. E, como para tanto, precisamos aplicar insulina, precisamos entender que existe uma quantidade ideal para ela e são a observação e os testes monitorados que nos ensinarão a necessária quantidade no momento. Viveremos ajustando essas doses e, à medida que a criança for crescendo, vamos ensinando a ela a perceber essas necessidades também.

- Nossos maiores cuidados serão sempre evitar que a glicemia tenha picos altos e também evitar que a glicemia tenha quedas importantes. Vez ou outra passaremos por hipoglicemias mais sérias com nosso filho e precisaremos agir rápido. Andar com balas líquidas, balas comuns (e até mesmo uma injeção de glucagon é crucial para momentos assim). A hipoglicemia também pode matar e devemos evitá-la especialmente à hora do sono. Durante o dia, podemos observar uma prostração da criança como indicativo, mas a aferição da glicemia deve ser recorrente e a correta dosagem da insulina e observação da alimentação completa da criança devem ser regras de conduta a ensinar a ela à medida que a criança vai crescendo.

- Precisamos ensinar nosso filho com diabetes sobre o que ele tem e verdades são as únicas opções que devemos oferecer à criança, para que ela cresça entendendo como cuidar de si mesma. Sobre isso, aprofundei mais a respeito no último item dessa postagem, pois é prioridade fazermos nosso filho feliz, independente dos cuidados que ele necessita para viver bem. E ele precisa saber que não é diferente de ninguém. Que todos tem cuidados um pouco diferentes, mas todos podem tudo que quiserem se cuidarem bem de sua saúde. Algumas crianças não podem tomar leite, outras não podem comer pão, outras não comem muito açúcar... Nunca diga a seu filho que ele vai sarar ou que vai se curar. Primeiro porque não devemos taxá-lo como 'doente'. Ele deve saber que tem que cuidar da sua saúde, mas que é super saudável e forte. Segundo também porque a criança pode entender que, uma vez que não tiver mais sintomas, está 'curada' e poderá se revoltar contra a aplicação da insulina e outros cuidados já inseridos em sua rotina. Tratemos sempre com a verdade, com carinho, mas com a verdade. Isso é o melhor pro nosso filho, pois ele precisa incorporar os cuidados necessários como ele já incorpora certas ações como tomar banho e trocar de roupa.


O QUE PRECISAMOS SABER DE IMEDIATO:

- A diabetes tem um período inicial chamado de lua de mel (aprendi isso com a médica do meu filho, Dra. Lara Vieira Marçal), em que a criança ainda produz um pouco de insulina, mas não o suficiente. Essa fase pode durar poucos meses a vários anos até que o pâncreas pare completamente de produzir insulina. Sua característica em sintomas é que variavelmente a glicemia dá uma alterada no padrão que se seguia, sendo necessário ajustarmos rapidamente a dose da insulina aplicada, seja para mais ou para menos.

- O susto do diagnóstico passa e conseguimos nos equilibrar e focar em qualidade de vida, nos importando mais em proporcionar alegrias, evitando regras infundadas na vida do nosso filho. Evitar o 'não' para bobeiras e medos é importante. Devemos proporcionar ao nosso filho vida de criança, cheia de atividades e cuidados necessários. Esse cuidados devem ser incorporados com 'sim', com 'como fazer' e não com 'vamos evitar isso'. Desde que a diabetes esteja bem cuidada, tudo que não fará mal à criança e a ninguém em seu entorno precisa ser permitido.

- Aprenderemos que nosso filho pode comer de tudo, mas que devemos ensinar-lhe a comer o melhor possível. Ouça o episódio sobre alimentação infantil no meu podcast, clicando aqui.

- A diabetes bem cuidada exige gastos elevados. Infelizmente, a diabetes não acontece apenas em famílias abastadas. E é preciso, portanto, que famílias com dificuldades financeiras, corram atrás das ajudas concedidas pelo governo. Há casos de benefícios de prestação continuada (LOAS - clique aqui) para crianças com diabetes até sua colocação no mercado de trabalho. Apesar da diabetes não ser uma deficiência, o LOAS atende casos em que se prove que a família não tem meios de prover as despesas com a diabetes da criança (veja mais informações aqui).

- O Município oferece gratuitamente (informe-se com o médico ou no Posto de Saúde mais próximo da sua casa e procure obter os documentos a serem preenchidos e assinados pelo médico endocrinologista da criança), com a ajuda do Governo Estadual (pode variar de estado para estado), todas as insulinas e fitas para aferições da glicose (de acordo com a prescrição do médico), para as crianças e outros pacientes com diabetes, desde que a documentação exigida seja aprovada.

- O acompanhamento médico de crianças com diabetes deve ser, preferencialmente, de 4 em 4 meses, com exames de sangue rotineiros. O médico endocrinologista (de preferência um endocrinopediatra, em se tratando de crianças) vai acompanhar e orientar o controle da glicemia, buscando, junto à família, opções e ações que tornem a rotina de vida da criança o mais próxima da rotina de outra criança sem diabetes, com atenção para que também se consiga que sua média glicêmica também se aproxime da média glicêmica de alguém que produz insulina. É o médico que orientará sobre cuidados essenciais, sobre o que a criança deverá sempre carregar com ela, sobre o que fazer em casos de hipoglicemia ou de hiperglicemia. É o médico quem deve informar o paciente sobre novidades em pesquisas, em medicamentos e em aparelhos de aferições da diabetes. O médico deve ser escolhido com atenção para que a criança esteja sempre bem amparada e cuidada. É o médico quem pode detectar riscos da diabetes levar a outros problemas. Infelimente, porém, o sistema de saúde ainda é falho. Mesmo para consultas particulares, há uma dificuldade em achar o acompanhamento ideal. O melhor é sempre buscarmos informações além do médico e ter bom senso para tudo que se ouvir. Questionar é muito importante para aprendermos como melhor cuidar do nosso filho.

-Crianças com diabetes devem fazer exames de vista rotineiramente. A cada 6 ou 12 meses, por orientação do endocrinopediatra.

- Devemos sempre aprofundar conhecimentos sobre: como a diabetes tipo 1 evolui; sobre a ação do glucagon; sobre como a insulina atua; sobre como a absorção de carboidratos e da própria insulina age pela manhã (pós-jejum), durante a noite etc; sobre tipos de insulina diferentes; sobre o que glicemias altas podem provocar de ruim na saúde da pessoa; sobre os benefícios dos exercícios físicos para crianças com diabetes; sobre alimentos e dietas recomendadas etc.

- Diabetes é um substantivo feminino: a diabetes. E é um substantivo de dois números. A diabetes e as diabetes. 


PARA ADMINISTRARMOS BEM A DIABETES, ESSES SÃO GASTOS ($) NECESSÁRIOS:

- Plano de saúde, consultas e exames. Se o atendimento for pelo SUS, deve-se ficar atento às marcações, não dando bobeira. Os exames de sangue devem ser rotineiros, assim como outros em caso de necessidade.

- Uma alimentação com mais qualidade. Deve-se evitar alimentos que sobrecarreguem qualquer órgão e priorizar alimentos com baixo índice glicêmico, integrais e naturais. São ótimos para eles: batata doce, batata yakon, yakult light (menos carboidratos), macarrão, arroz e pães 100% integrais, cereais integrais, aveia, legumes, verduras, frutas, carnes. Todo alimento tem carboidrato que vira açúcar no sangue (com exceção da carne), portanto, para toda refeição, precisa-se aplicar insulina. A insulina, em palavras que as crianças entendam, vai abraçar o açúcar no sangue e jogá-lo pra dentro das células do corpo, alimentando-as.

- Insulinas (glargina e de ação rápida ou apenas a de ação rápida - em caso do uso da bomba de insulina).

- Agulhas.

- Algodão e álcool 70% para esterilização local (ou álcool swabs que são sachês assépticos que facilitam muito o processo para limpeza do dedo para aferição da glicemia ou mesmo do local para aplicação da insulina. Veja aqui do que se trata. Gosto muito dos swabs porque são bem práticos! Esse link não é patrocinado. Busque na internet pelo melhor preço!).

- Aparelho para aferição de glicemia.

- Fitas de aferição de glicemia.

- (Ou sensor de glicemia). Há, hoje em dia, porém, um método revolucionário para aferir a glicemia através de um sensor que aplicamos no braço da criança/adulto. Não tenho patrocínio para a propaganda do produto, mas é algo que é surpreendentemente bom, apesar de caro. Falo mais a respeito dele nas dicas abaixo, mas aqui você pode conhecer mais sobre o Free Style Libre que veio para revolucionar a vida de quem tem diabetes, pois dispensa todo aquele ritual de limpeza do dedo e aferição com sangue antes de cada refeição e em momentos de necessidade. É realmente algo libertador e que veio para ajudar, proporcionando gráficos e vetores de queda ou subida da glicemia.

- Balas líquidas/ glicoses de rápida absorção. Ex: Glicofast e GlinStan (links não patrocinados, apenas para exemplificar).



O QUE NÓS PAIS NÃO PODEMOS ACEITAR

- Por mais bem intencionados que alguns amigos estejam ao dizerem bobagens como 'Deus sabe o que faz'; 'Ainda bem que foi com seu filho, pois vocês tem condições financeiras para cuidarem bem da saúde dele', 'Deus só faz isso com quem é forte', etc; nunca aceitemos esse tipo de pensamento! Não estou dizendo para revidarmos ou discutirmos. Ouvir e jogar fora esse tipo de coisa é o melhor que fazemos. Temos que ter dó de quem acha que as coisas são maravilhosas pra todo mundo. O mundo está cheio de crianças com diabetes em famílias que não tem acesso à informação, quanto mais à inclusão em qualquer cuidado especial. Há por aí muitas crianças com diabetes, filhas de pais fracos, pobres ou drogados. Há muitas crianças com diabetes por aí, filhas de pais ricos, mas deixadas a cuidados de terceiros. Há muitas crianças com diabetes por aí, que não podem cuidar tão bem da sua diabetes, por vários desses ou outros motivos. Há muitas crianças com diabetes descuidadas por médicos indiferentes. Nunca aceitemos pensar que justamente nosso filho foi escolhido para sofrer de algo que há poucos anos atrás era um atestado de morte. Precisamos nos conscientizar que cuidados vários são necessários, mas que daremos conta e que saberemos como ensinar nosso filho a ser independente e querendo cuidar bem de sua própria saúde. Há muito para agradecermos e ensiná-los a agradecer. Vivemos em tempos melhores e eles vão ainda experimentar muitos avanços da medicina.

- Não podemos aceitar que estigmatizem nosso filho como 'o diabético'. Prefira sempre usar a expressão 'tem diabetes'. Ensine seu filho a interiorizar que 'tem diabetes' e não que 'é diabético'. Para o português não há muita diferença, mas para a vida, para a autoestima, para a socialização e inclusão da criança em qualquer atividade, esse pequeno detalhe no falar faz uma grande diferença positiva. Seu filho não é doente e não ficará doente se aprender a cuidar bem de sua saúde. Ele precisa ter cuidados a mais e precisa entender isso (mesmo que sob estresses se necessário). Mas com amor e apoio, mostrando a ele que ele consegue e que ele pode se sentir seguro e ter confiança sempre, conversando e sendo apoiado, tudo se equilibra. Ele precisa se orgulhar de ser capaz de cuidar bem de si mesmo.

- Nunca aceitemos carinhas de 'dozinho' das pessoas (mesmo que sejam irmãos ou avós!) para nosso filho! Devemos exigir que a criança seja tratada como outra criança qualquer. E nunca a deixe se sentir envergonhada de aplicar a insulina ou de ter um sensor no braço ou de furar o dedinho. Alguns pais criam o hábito de aplicar a insulina fora dos olhares externos. No início, para não chamar muita atenção até se acostumarem, ou em alguns momentos especiais, isso é até compreensível, mas uma vez que a rotina está estabelecida, não crie mais um ritual chato, obrigando a criança a sair do lugar em que vai comer para aplicar insulina e só depois retornar. Construa com seu filho rotinas menos chatas e que sigam a normalidade de qualquer outra rotina de criança.



O QUE NÓS PAIS PRECISAMOS FAZER SEMPRE

- Contar carboidratos. Esse é o grande segredo para uma diabetes bem cuidada (ou bem controlada, apesar de eu odiar essa última expressão). Caso os papais não consigam aprender sozinhos, procurar um nutricionista infantil que saiba bem como orientá-los a respeito da contagem de carboidratos dos alimentos é essencial. Ouça a entrevista que fiz com uma excelente nutricionista infantil daqui de Ipatinga, MG (clicando aqui). Antigamente, quem tinha diabetes costumava contar calorias, mas isso não é eficiente. O que é relevante no rótulo de um alimento é a quantidade de carboidrato que ele possui. Mesmo que tenha açúcares, a criança pode comer, desde que se aplique a quantidade ideal de insulina para aquela quantidade de carboidrato a ser ingerida. Com testes e observações, conseguimos chegar a uma matemática para a alimentação da criança, ou seja, chegamos à equação para o momento de, por exemplo, 1 unidade de insulina de ação rápida para 30g de carboidrato ingeridos durante a tarde e à noite e 1 unidade para 40g de carboidrato ingeridos no café da manhã (de manhã é, em grande parte das pessoas, necessária uma quantidade maior de insulina de ação rápida).

- Precisamos aprender sobre como funciona o organismo do nosso filho no processo de alimentação. Observando e anotando a variação da glicemia e as quantidades de insulina ministradas, passamos a entender rápido as mudanças que podem estar ocorrendo. É importante todos saberem que a matemática muda sempre, ou seja, a observação nos fará perceber que será necessário aumentar ou diminuir as insulinas, tanto da glargina/Lantus (basal), quanto da insulina de ação rápida. A glargina deve ser aumentada se durante a noite a glicemia está ficando muito alta. E deve ser reduzida se estiver ocorrendo muitas hipoglicemias noturnas. Essa orientação pode ser mediada pelo médico, mas com o tempo, todos nós aprendemos a ter segurança em fazer tais mudanças, pois somente nós mesmos podemos tomar essas decisões. A observação da glicemia à noite é, pra mim, o melhor indicativo para alterações da glargina. Já a insulina de ação rápida, se ministrada adequadamente, deve manter a glicemia da criança praticamente igual antes e depois de passada uma hora da refeição, por exemplo. Mas para cada organismo, ela funciona diferente. É preciso identificar como agir para melhor eficiência da insulina nos nossos filhos. De manhã, ministrar a insulina 20 minutos antes de se começar a comer, por exemplo, pode ser maravilhoso para não ter pico de glicemia. Se a criança for magrinha e for comer imediatamente, aplicar na barriga pode gerar uma absorção mais rápida da insulina. Descobrir os locais em que a insulina é absorvida mais rápida (barriga e coxa em alguns) e outros em que é absorvida mais lentamente (braço e costas/bumbum, por exemplo) é parte da observação que devemos ter para conseguirmos sermos mais eficientes na ação delas.

- Nunca devemos aplicar a insulina sempre no mesmo lugar, pois causará, com o tempo, uma lipodistrofia, que é um endurecimento local. Além de ficar feio, passa a haver dificuldades de absorção correta da insulina ali. Devemos revezar os pontos de aplicação e também os locais. Na barriga, nas coxas, nos braços, nas costas/bumbum. Existe um mapa de pontos na barriguinha muito legal que alguns laboratórios presenteiam os médicos. Vale pedir um pra sua criança para se familiarizar com os locais mais apropriados para aplicação. Existem agulhas de tamanhos variados e devem ser usadas as apropriadas para o porte físico da criança. O médico te orientará sobre a necessidade de dobra ou não na hora da aplicação. Podemos combinar as aplicações da insulina de cada refeição para cada lugar do corpo e variando os pontos das agulhadas, com revezamentos. Uma ordem para esses pontos também pode ajudar todos que aplicam a colaborarem e a não se estressarem um com o outro. Somos uma equipe nisso e precisamos agir contente para que nosso filho fique contente também. Lembremos que nossos filhos precisam nos ver bem para ficarem bem também.

- Precisamos, portanto, aprender muito, o máximo possível, até conseguirmos entender a lógica dos cuidados com a diabetes em nossa criança. Precisamos enfrentar nossos medos e não passarmos insegurança ao nosso filho. Precisamos 'assumir o filho' e ter força pra ensinar-lhe a ser forte também. E é crucial que possamos ensinar aos avós (ou quem possa nos apoiar de vez em quando), àqueles que ficam com a criança, sobre como aplicar a insulina, como aferir a glicemia etc. Uma boa forma é pedir a própria criança (que deve achar que já sabe tudo desde o início e se orgulhar disso) para ensinar o vovô ou a vovó, pois assim ela se sente no comando e permite que outros a ajudem. E papai e mamãe devem os dois saberem aplicar insulina, aferirem glicemia, observarem variações, trocarem ideias a respeito... Enfim, precisamos nos envolver o máximo, pois nossos filhos dependem da gente. Se um tem diabetes e ainda é muito pequeno, precisa de nós fazendo para ensinar-lhes a fazerem também. À medida que vão crescendo, eles vão assumindo os cuidados consigo, porém, precisam entender os riscos e que excesso de insulina é muito perigoso, não dá pra brincar. Eles precisam aprender a cuidarem de si mesmos e se protegerem. Precisam saber que insulina não pode ser ministrada por amigos, a não ser que sejam de confiança, já orientados e supervisionados. A criança tem que aprender que ninguém melhor que ela mesma pra cuidar de si, além de seus próprios pais. Por isso, ela deve saber as unidades de insulina que normalmente ela usa e precisa se familiarizar com os números da sua glicemia, sabendo que está baixo ou que está alto, enfim... Ela deve aprender sempre. E ela deve aprender a sorrir, a ver o lado bom em tudo. Momentos mais estressantes existirão, mas o melhor que podemos fazer por nossos filhos é descontraí-los para enxergarem todas as belezas que podemos ter, independentes se temos ou não diabetes.

- Precisamos agir para que nosso filho se torne indiferente ao fato de precisar de mais rituais de cuidados que outras crianças. Nosso filho precisa considerar tudo trivial, mas, ao mesmo tempo, importante. De forma que ele cuide para sempre fazer bem feito, mas o faça já incorporado numa rotina automática. Monitorando, podemos deixá-los aplicar a insulina, ora marcando, ora apertando, ora inserindo a agulha. Ele precisa conhecer como se faz tudo, desde a aferição da glicemia (furando o dedinho ou mesmo medindo com o sensor do braço) até a troca da ampola da insulina ou da canetinha. É a vida dele e ele precisa se familiarizar com os processos, de forma positiva, sorridente, com orgulho de estar aprendendo a cuidar de si. Ele precisa entender que se não se cuidar, ele pode ter que ser internado várias vezes no hospital ou que pode nunca mais ver o papai ou a mamãe. A criança com diabetes não deve ser mimada por que tem diabetes. O mimo não é saudável e só provocará problemas. A criança com ou sem diabetes, se mimada, multiplicará problemas. Nós pais precisamos dar muito afeto para que nossas crianças cresçam crianças seguras e com boa autoestima, mas mimá-las é um erro. O que é necessário é necessário. E precisamos ser firmes com eles, falando sobre a importância daquilo e não engrandecendo, apenas pontuando, como se pontuássemos a necessidade de alguém não comer gordura ou tomar leite ou comer glúten. "Você, meu filho, não come muito açúcar e precisa da insulina antes das refeições. Há quem não possa comer leite nem pão, imagina! Tem gente que não pode comer carambola!" (Em excesso a carambola pode ser nociva para muitos de nós. Com diabetes, deve-se tomar cuidado também, pois a carambola tem uma toxina que pode causar insuficiência renal. Vale a atenção e devemos evitar exageros!). Se nosso filho fizer manha para não tomar insulina ou enrolar pra comer depois de tomar a insulina, devemos lembrá-lo, falando-lhe com firmeza, da gravidade do assunto.

- Nós pais precisamos querer melhorar a alimentação dos nossos filhos. Se nossa criança tem diabetes, precisamos querer entender como cada tipo de alimento age no organismo do nosso filho e quais alimentos podem proporcionar-lhe mais tranquilidade, saúde e disposição. Um nutricionista pode ajudar muito a esse respeito. É fato que alimentos com baixos índices-glicêmicos e alimentos integrais são importantíssimos e são maravilhosos para o jantar da criança com diabetes, por exemplo, para uma noite mais tranquila, porém é preciso entendermos mais e aprofundarmos informações. Leituras a respeito e observação são ações que devem ser sempre consideradas. E a criança poderá comer doces, mas, como qualquer outra criança, deve ser incentivada a gostar mais do que é mais saudável e hábito é ma questão de pouco tempo de implementação, além de insistência com as mudanças. Logo, logo todos se acostumam. Quando nos acostumamos, gostamos!


DICAS:

- Ache um endocrinopediatra que lhe dê informações relevantes e segurança de um acompanhamento cuidadoso. Infelizmente nem todos têm uma boa assistência, mas quando insistimos, questionamos, corremos atrás, conquistamos coisas melhores. Força! Você consegue!

- Procure um nutricionista sempre que tiver dúvidas ou quando precisar aprender a contar carboidratos ou quando precisar adequar refeições para uma qualidade do sono da criança, por exemplo. Mas lembre-se que você também é capaz sozinho de implementar as mudanças necessárias. Afinal, basta o conhecimento prévio e a ação de implementações que só dependem da família.

- Evitar passar nossas inseguranças para nossos filhos é essencial! Nós conseguimos! Força! 

- Em caso de hipoglicemia noturna, para não ter que acordar a criança e se ela ainda gosta de mamadeira, essa é uma ótima forma de solucionar a situação. Pode ser que a mamadeira precise ser implementada com açúcar ou fibra. A mamadeira para crianças pequenas garante a continuidade de um sono tranquilo, desde que dada com carinho, em posição adequada e monitorada.

- O sensor FreeStyle Libre é a grande revolução para controle da diabetes que já inventaram. Infelizmente, é ainda muito caro (cerca de 500 reais mensais - cada sensor custa em torno de 250 e dura 14 dias no braço). Apesar de caro, ele elimina o ritual de furar o dedo, te proporciona medir a glicemia a qualquer tempo e te ensina rapidamente através dos gráficos sobre o organismo da criança/pessoa com diabetes. Quem tem condições financeiras boas, não deve pensar duas vezes. Muito melhor vida mais longa e saudável do que trocar de carro a cada 2 anos! No Brasil, esse sensor é indicado apenas para pessoas com mais de 18 anos, porém isso se deve a testes já feitos apenas com quem é dessa idade. Em outros países já foram feitos testes com crianças de 4 anos e, portanto, esses sensores já são indicados para essa idade. Vale conversar com o médico a respeito. Isso não é patrocinado!!!! O sensor também pode ter erros, mas é bem confiável no geral e oferece uma qualidade de vida única e conhecimento mais aprofundado sobre seu histórico glicêmico diário e isso é fantástico para quem tem diabetes! Mais informações aqui. No Brasil, apenas a Onofre vende esse produto.

- Faça um quadro com informações sobre quantidade de carboidrato por peso do alimento (frutas, legumes, cereais, biscoitos etc) e cole na geladeira! Isso é essencial para sermos rápidos na contagem de carboidratos. É essencial também termos uma balança de cozinha para essas pesagens, especialmente dos alimentos que enviamos para a escola. Dessa forma, se mando 45g de carboidrato de lanche (1 waffle integral + creme de avelã + 200g de melão + suco de caju), quem for à escola aplicar a insulina na criança, saberá a quantidade de insulina a ser aplicada. Se consideramos 1 ui para 30g, a orientação para esse lanche será de 1,5 ui.

- Na escola, antes do lanche, alguém precisará aplicar insulina no seu filho. Há escolas que têm enfermeiras ou técnicas em enfermagem disponíveis para auxiliar seus alunos, porém essa não é uma realidade na maioria das escolas. Aconselho que defina-se quem vai à escola aplicar a insulina na criança diariamente ou se crie uma rotina de revezamento com familiares que possam ajudar. O trabalho muitas vezes não nos permite fazer isso pessoalmente, mas precisamos treinar alguém para isso! Alguém de confiança de dentro ou de fora da escola. Essa rotina deve ser levada a sério, assim como a criança deve aprender a levar a sério a questão de comer todo o lanche enviado, sem troca e sem doação. Ela precisa saber que ela pode passar mal se fizer diferente. Os pais devem, todo início de ano, reunir-se com a nova professora e assistente para orientá-las a monitorarem a glicemia ou receberem a pessoa responsável por isso. Devem elas se familiarizarem com os sintomas de glicemia alta ou baixa e devem carregar as balas e aparelho de medir glicemia por onde andarem pela escola.

- Nosso filho deve aprender a carregar consigo as insulinas, as balas líquidas, as balas comuns ou outro alimento com carboidrato de rápida absorção; o aparelho de medir glicemia com as fitinhas (ou o sensor eletrônico), álcool 70%, glucagon, etc. Onde nossa criança for, sua bolsa de cuidados deve ir junto.

- Precisamos ensinar nosso filho a sempre chamar o papai ou a mamãe ou o responsável no momento quando quiser comer alguma coisa. Ele deve associar comida e insulina sem maiores preocupações e sem nunca lamentar. Mas é claro que esse 'nunca' é um ideal e ideais são inalcançáveis. Mas te garanto que manhas bobas assim não são problemas, pois coisas para as quais não existem soluções, não são problemas e com jeitinho vamos ensinando isso ao nosso filho. Comeu, conte! Quer comer, chame! Ele deve entender que ações geram consequências e que, infelizmente, essas consequências só serão danosas para ele mesmo caso ele decida não tomar insulina para comer.

- Lembre-se que qualquer infecção (como de um resfriado ou gripe) vai alterar a bomba de insulina na criança e que devemos estar atentos a constatar a nova equação matemática da relação de quantidade de carboidrato para quantidade de insulina. Depois tudo se restabelece de novo.

- Lembre-se que medicamentos com corticoide também provocam grande alteração na demanda do corpo por insulina. E, portanto, nunca devemos dar corticoide sem necessidade prescrita (mas lembrar o médico sobre a diabetes) e aumentar a insulina de acordo com o que o organismo pedir. O endocrinopediatra deve ser responsável por ensinar-lhes a perceber o que deve ser feito.

- Estarmos atentos à glicemia da criança durante a madrugada é essencial para compreendermos o andamento como um todo, especialmente no início da diabetes. Com o tempo, poderemos dormir mais tranquilos, pois saberemos exatamente em quais noites precisaremos de mais vigília e quais noites serão tranquilas. O que precisamos buscar é o conhecimento aprofundado para sermos capazes de melhor cuidarmos e também de melhor ensinar nosso filho com diabetes a cuidar muito bem de si mesmo.

- Exercícios físicos são maravilhosos para qualquer criança e ajuda a queimar carboidrato/açúcar, ajudando também, portanto, a diminuir a quantidade de insulina numa próxima refeição (pós-exercício) - especialmente em crianças! Portanto, uma hora de atividade por dia faz muito bem para crianças com diabetes.


CUIDADOS COM A AUTOESTIMA DO NOSSO FILHO COM DIABETES

- Evitemos dizer ao nosso filho que ele não pode isso porque tem diabetes. Deixe-o confiar que ele pode tudo se souber cuidar bem de si e deixar-se ser bem cuidado. Ele não precisa ser taxado ou ser lembrado o tempo todo sobre usar óculos, não é? Imagine ele ouvir toda hora 'Você usa óculos' então não pode assentar-se no fundo da sala, então não pode nadar no mar para não perdê-lo, etc. Isso é chato e desnecessário. Todos podem tudo, independente de sua condição. Cada um precisa apenas ser lembrado dos cuidados necessários para fazer algo novo ou diferente, mas se a criança já está cansada de saber e já é responsável com os cuidados que precisa tomar, lembrá-la do óbvio é querer ser chato e apenas oprime ou envergonha. Vale mais um elogio depois que mil recomendações antes (se o caso for como o citado, claro!).

- Fale a ele sempre a verdade e nunca o obrigue a falar do assunto se ele não quiser. Nunca o obrigue a responder algum coleguinha ou pessoa que lhe pergunte sobre o que pra ele é óbvio. Se ele não estiver a fim de dizer nada, deixe-o! Ele não está fazendo nenhuma falta de educação. Nós mesmos, por vezes, passaremos por situações assim. Estaremos conversando alegremente enquanto esperamos o sorvete chegar, por exemplo. Em meio a conversa, aplicaremos a insulina no nosso filho e pode ser que alguém apareça para falar 'Tadinho! Tão novinho...' Você pode só sorrir educadamente e não dar papo. Manter o assunto na mesa, sem desviar para o óbvio fato do estranhamento do outro é apenas dar valor à vida sem engrandecer algo que precisa ser corriqueiro e comum para nossa família.

- Construa uma relação de confiança com seu pequeno e deixe-o crescer forte, saudável e seguro de si, sem ser podado por bobeiras. Deixe-o aprender que precisamos querer viver mais e melhor e viver felizes.

- Sempre levante questões sobre, por exemplo, ele não poder comer muito açúcar, o papai não poder tomar leite ou comer queijo, a mamãe não poder comer pão (ou outras pessoas que ele conheça!), especialmente quando ele parece querer entender mais da sua situação. Somos todos iguais, com algumas poucas diferenças. Mas todos nós temos que aprender a cuidar bem da nossa saúde.

- Nunca deixe de ir em festinhas dos amigos dele. Ele não pode sentir que está perdendo oportunidades de brincar, de momentos bons, por causa da diabetes! Ele precisa se sentir igual, apesar de ter que tomar cuidados a mais. Ele precisa saber que pode tudo que o amiguinho pode, mas ele precisa ser incentivado no dia a dia a comer melhor. Leve um bolo sem açúcar e outros alimentos que ele goste se for o caso, ou deixe ele comer um docinho ou o bolo da festa. Aplique com antecedência a insulina, cuide para que a glicemia dele continue bacana.

- Como já falei, não gosto da taxação, estigmatização do 'é diabético'. Que pesado que é ouvir 'Ele é diabético!'. Perceba o quão melhor é ouvir 'Ele tem diabetes'. Acostumemos nossos filhos a saberem que tem diabetes e não que 'são' isso. Precisamos ensinar pra eles a beleza da vida a que eles têm direito. Pequenas atitudes assim fazem diferença!

- Fale de coisas divertidas para seu filho enquanto aplica nele a insulina ou fura seu dedinho. Faça-o rir o máximo de vezes que puder. Deixe esses rituais da diabetes se transformarem em apenas detalhes diários de cuidados como é o ato de escovar os dentes. Te garanto que você é capaz disso! Eu sou! Meu marido é! Nosso filho está na maior parte do tempo alegre e satisfeito. Ele não reclama e se reclamar não vamos dar bola porque ele não é uma vítima escolhida, ele é o acaso. E ele é especial não por necessitar de cuidados diferentes. Ele é especial porque aprende a cuidar de si, se esforça para comer bem e é ensinado a olhar sempre o lado bom das coisas. Ele é especial porque ele é capaz de aprender a ser o que quiser! Mas ele é igualzinho à irmã dele. Pode tanto quanto ela e tem responsabilidades tanto quanto ela.

- Claro que existem momentos de apreensão e existirão sempre! Se, por exemplo, houver momentos de revolta, seja firme com seu filho! Tem coisas que são como são e precisamos aprender a nos adaptar a elas. Não queremos que nosso filho se vitimize diante da vida.

- Incentive-o a praticar atividades físicas de que gosta! Incentive-o a gostar de mais coisas e leve ideias novas, sugira brincadeiras, participe também, mas incentive-o a fazer coisas sozinho também, a ter independência!

- À medida que nosso filho vai crescendo, precisamos ir deixando que ele aplique sozinho a insulina, que ele assuma todos os procedimentos. Ele precisa se sentir orgulhoso do que é capaz e precisa se sentir igual às outras crianças em tudo, sem exceção!

- Muito do olhar positivo que queremos para nossos filhos parte de nós pais na educação que dispensamos a eles. Se há algo de difícil ou de negativo ou mesmo de errado, procurar ajuda psicológica com profissionais ou com quem você confia é essencial. Precisamos sempre agir rápido no que se refere à educação das nossas crianças com ou sem cuidados a mais como exige o diabetes. A autoestima da nossa criança deve ser valorizada, assim como sua independência.

- Dê muito afeto, mas não mime. Seja firme, mas encha seu filho de beijos, carinho e amor. Amor é ensinar-lhes ações que o protejam, mas que também sejam positivas para todos que com ele convivem.

- Eu sou mãe de um menino super saudável e independente. Ele tem diabetes há 1 ano e meio e foi diagnosticado aos 3 anos e meio. Tenho muito mais a dividir, mas por enquanto, são essas as informações que considero relevante pra ajudar qualquer papai e qualquer mamãe que esteja começando a enfrentar essa 'bomba'. Com pouco tempo de dedicação, aprendemos a como desativá-la e mantê-la assim. Espero que eu tenha ajudado! Nós conseguimos! Eles conseguem também!

Talita Cavalcante, escritora.








Como deixar o sal sequinho e soltinho no saleiro

Recentemente dei essa dica no Instagram e me pediram pra repetir a postagem que fiz anos atrás a respeito disso. E aqui está ela!

Aprendam e façam sempre isso a

Chego na casa da minha mãe pra almoçar e dou de cara com o saleiro todo transparente dela com um sal de cristais lindos, soltinho, que não gruda e escorre fácil pro prato. Pergunto: "que sal diferente é esse, mãe? Também quero!". E não é que ela me responde que é sal comum mesmo que ela apenas põe na panela um pouquinho pra desidratar? Achei a dica a coisa mais fantástica do mundo justamente por sua simplicidade. E pra mostrar a simplicidade que é, resolvi fazer milhares de fotos, só pra complicar, rs:

Acima, meu saleiro. E aqui em baixo o detalhe do sal comum grudado no vidro dele. Umidade pura.


Esse é o tipo de dica que nos faz pensar: por que não pensei nisso antes? Pra tirar a umidade do sal, basta um pouco de calor pra desidratá-lo...

Acho que basta uns 3 minutinhos pra uma quantidade assim, mas você pode desidratar uma quantidade maior se quiser. A gente percebe, ao misturar, que os cristais do sal vão ficando soltinhos e bonitos:









Que diferença!

Mas lembre-se que esse sal é mais bonito, mais soltinho, mas continua, se em excesso, bastante ruim pra nossa saúde, portanto, mais cuidado na hora de temperar a salada no prato porque esse sal escorre feito água, rs!



Momentos difíceis

Foto: Pixabay

As angústias e medos decorrentes do que não podemos mudar
Dilaceram-nos momentaneamente. Só mais tarde o tempo nos ensina
Que superar tudo é uma capacidade que desenvolvemos sem saber.
Readaptamo-nos, voltamos a sorrir, voltamos a querer ver as cores do dia.
E se amamos muito, queremos que aqueles que amamos vejam mais cores que a gente
Que sorriam mais,
Que sejam ainda mais adaptados às divergências, às angústias e aos medos.
Uma condição importante do amor é essa que nos faz querer sofrer por eles
E, por isso mesmo, não conseguindo, sofremos com eles em busca de não sofrermos mais.
A vida nos ensina também com a dor.
Mas a essa devemos dar importância momentânea apenas.
O sofrimento não deve ser tão lembrado a ponto de virarmos vítimas em momentos bons
Ou de evitarmos novas alegrias em momentos propícios.
A dor fica na história para aprendermos a nos adaptarmos
Não para a cultuarmos.
Queiramos cultuar alegrias apenas, pois são elas que nos fazem fortes para superar momentos de dor!





Entradinha deliciosa: Panini recheado!

Essa é uma reedição de uma receita que adoro fazer aqui em casa! Espero que goste!



Sou apaixonada por essa massa. Massa que vira pão, que vira sanduíche, ou mesmo que vira esse enrolado recheado para se comer fatiado entre amigos e que tenho costume de fazer aqui em casa. Chamo de Panini porque aprendi assim. Mas panini é um nome genérico. A palavra, italiana, está no plural (no singular é panino!), mas para quem come, só quer dizer panini. Panino é sanduíche, panini, sanduíches!

E no caso desse enrolado que faço e que virou Panini como sendo nome próprio (porque brasileiro adota tudo, mas muda o foco, rs), a intenção é assar inteiro e fatiar para comer com as mãos mesmo ou com talheres no prato. 

Seus amigos vão adorar! Não há quem não goste e você vai amar fazer de tão simples que é! Você resolve rápido seu problema de não ter passado na padaria antes que os amigos chegassem em sua casa.

Ingredientes do PANINI:

- 15g de fermento biológico (tenha aqueles de saquinho em casa para momentos de 'urgência', mas claro que melhor mesmo é comprar do fresco, vendido refrigerado);
- 1 colher de sopa de açúcar;
- 1 colher de sopa de sal;
- 10ml de azeite;
- 300ml de água
- 700g de farinha de trigo peneirada.

Primeiro misturo o açúcar, o fermento, o azeite e o sal. Aí acrescento a farinha e vou adicionando a água aos poucos, à medida que misturo tudo. Em seguida é necessário sovar a massa por alguns minutos até que ela esteja homogênea. Então divido a massa em duas bolas, jogo um pouco de farinha por cima e deixo crescer por uns 20 minutos:



Então é hora de abrir a massa com um rolo. Essa massa não é fácil de abrir, exige um pouco de força, mas afine-a o melhor que puder, mas não deixe fina demais para não rasgar:

Aqui temos os ingredientes de um dos recheios que acho que melhor combina com esse Panini: muçarela e tomate seco. Muçarela de búfala é a melhor opção para deixar o recheio mais 'leve':

E então vamos recheando ao longo de um dos lados da massa: 

Pronto! Veja que deixo uma boa camada de massa livre na lateral mais próxima do recheio. Vamos começar o 'embrulho' por essa parte, jogando-a por cima do recheio:

 Assim:

E então enrolamos em direção ao restante da massa:

Se você for bom em abrir e enrolar massas, não terá que fazer isso que faço que é cortar as sobras pra deixar o enrolado mais bonito: 

O Panini está pronto pra ser levado ao forno:

Mas, antes, jogue farinha de trigo sobre a região que dispor a massa na assadeira:

Você deve assar o Panini à 200oC (com o forno já pré-aquecido). O tempo aproximado eu não sei, rs, sempre deixo até que a massa obtenha um moreno bonito. Nesse ponto é certeza de que a massa assou e a muçarela derreteu. Fatie e sirva quente!

Infelizmente todas as vezes que tenho feito o Panini, é uma correria só, pois os amigos chegam enquanto este está no forno, a conversa boa se inicia e me esqueço completamente de tirar as fotos finais. O dia que lembrar venho no post e acrescento, rs.

Mas independente disso, essa entrada faz muito sucesso! Ah... por vezes acrescento nesse mesmo recheio a rúcula ou apenas folhas de manjericão!

Recheie também com queijo e fungui secci... ou queijo e frango desfiado... ou mesmo queijo e peperoni ou, claro, crie recheios criativos. Uma vez fiz com berinjela grelhada com cebola, tomates cereja, azeitonas e passas hidratadas no vinho branco, ficou muito bom. 


E a gente se lê e se vê por aqui!






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