Falando ao telefone




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1) Oi Marcela! Como surgiu seu interesse pela profissão de psicóloga?
Meu noivo é psicólogo, no período no qual o mesmo cursou psicologia, eu gostava de ler os textos que ele trazia para sua casa nos finais de semana e assim, fui me apaixonando pelo que lia. Com dezessete anos optei por fazer vestibular para cursar psicologia.
2) Qual o campo de maior interesse pra você dentro da psicologia?
Para mim o campo de maior interesse é na área da saúde. Apesar de dedicar algumas horas ao trabalho social, já trabalhei na área hospitalar e agora estou me dedicando ao CAPS, estou me sentindo realizada atuando no Centro de Atenção Psicossocial.
3)Você já é especialista
Sou especialista
4) Já pensou em trabalhar na área acadêmica?
Sim, mas não obtive sucesso nesta área. Estou aguardando algumas decisões na minha vida pessoal, pois pretendo tentar mestrado e seguir a carreira acadêmica. Porém, desejo um mestrado na área da saúde.
5) Existem doenças mentais como a bipolaridade e a esquizofrenia que estão na moda. Quando pessoas famosas se dizem bipolares, por exemplo, a mídia passa a abordar mais o assunto. A esquizofrenia é outra dessas doenças em foco nos dias de hoje e é tema na novela "Caminhos da Índia". Explica pra gente o que são a bipolaridade e a esquizofrenia? São doenças graves? Evoluem até que ponto se não tratadas?
A esquizofrenia é um transtorno que acomete pessoas precocemente com relação a idade, conduz graves alterações do pensamento, afeto e vontade. Muitas delas são conduzidas a um longo afastamento da realidade externa, com enorme desgaste emocional e econômico para os pacientes e suas famílias. A esquizofrenia é definida como um transtorno crônico, apresentando apenas períodos de melhoras relativas e curso deteriorante. Entretanto podemos observar casos de prognósticos mais favoráveis e casos de prognósticos mais reservados. Alguns fatores que melhoram o prognóstico são: início tardio e de forma aguda, boa adaptação pré-mórbida, sintomas afetivos e reativos, sintomas positivos e bom sistema de apoio social e familiar. Alguns fatores que pioram o diagnóstico são: início precoce e insidioso, má adaptação pré- mórbida, isolamento social, sintomas negativos, história familiar de esquizofrenia e episódios de reagudização sintomatológica (Filho, Bueno e Nardi, 2005)
No Transtorno Humor “a perturbação fundamental é a alteração do humor ou afeto, usualmente como depressão ou elação. Esta alteração de humor é acompanhada normalmente por uma alteração no nível global de atividade e a maioria dos outros sintomas é secundária ou facilmente compreendida no contexto de tais alterações” (CID-10). O Transtorno Afetivo Bipolar é classificado como um tipo de Transtorno de Humor. O Transtorno Afetivo Bipolar é caracterizado por episódios repetidos nos quais o humor e os níveis de atividade do paciente estão significativamente perturbados, esta alteração consiste em algumas ocasiões de uma elevação de humor e aumento de energia e atividade e em outras de um rebaixamento do humor e diminuição de energia e atividade. Como os pacientes que sofrem somente de episódios repetidos de mania são comparativamente raros e se assemelham àqueles que têm também, pelo menos episódios ocasionais de depressão, tais pacientes são classificados como bipolares (CID-10).
6) Uma pessoa que seja bipolar ou esquizofrênica pode ter uma vida normal? A psicoterapia é algo essencial na vida delas?
Depende do comprometimento que a doença apresenta, do estilo de vida que a pessoa possui, dos sintomas que a pessoa apresenta e qual o prognóstico, isto vai depender de cada caso e de qual nível de normalidade estamos falando. A psicoterapia de uma pessoa que possua o diagnóstico de esquizofrenia ou bipolar deve sempre ser realizada como tratamento paralelo à medicação, a psicoterapia irá os ajudar no caminho de retorno à realidade que a medicação irá tornar possível. Alguns autores consideram que qualquer enfermidade humana será melhor tratada se cuidarmos do problemas psicológicos que a envolvem sempre.
7) Tanto a bipolaridade quanto a esquizofrenia são doenças ainda muito estigmatizadas pela sociedade. O que você acha que falta ao entendimento popular para que o preconceito diminua?
Sintomas apresentados por estes transtornos fogem das características apresentadas por pessoas ditas “normais”. Apesar de toda a evolução da psiquiatria ao longo do tempo, muitas pessoas ainda apresentam preconceitos. É interessante colocar que as pessoas saibam que pode haver uma estabilidade em pessoas que possuem a esquizofrenia ou a bipolaridade quando possuem o acompanhamento de especialistas. Mesmo que se torne um transtorno crônico, são pessoas que estão ali e não devemos considerar só a doença. Devemos passa a ver a pessoa enquanto sujeito e não enquanto doença.
8) A terapia está na moda e tem sido um estilo de vida pra muitas pessoas comuns e é fato que ela faz bem ao ser humano. Mas algumas pessoas, quando interrompem as idas ao psicólogo, sofrem. A que você atribui essa dependência de alguns que não conseguem ganhar 'alta' da terapia?
Primeiramente o tempo de terapia vai depender da abordagem utilizada no tratamento. Dentro da psicologia temos várias abordagens, algumas mais breves e outras que demandam um período maior. Além disto, o período de terapia irá variar de acordo com o desenvolvimento da pessoa no processo, algumas pessoas se dão alta do processo de terapia, se sentindo mais preparadas. Existem casos em que as pessoas não tomam decisões sem antes ir a terapia, mas o objetivo é que a pessoa consiga seguir sua vida sozinha, não apresentando esta dependência.
09) Quais são os maiores motivos de procura do psicólogo para terapia?
As pessoas muitas vezes procuram a terapia por não conseguirem lidar com problemas que surgem na vida cotidiana. Os maiores motivos das pessoas procurarem terapia são: depressão, fobias, dificuldade de lidarem com filhos adolescentes, problemas de relacionamento.
Bibliografia utilizada:
Nunes, Bueno e Nardi (2005) Psiquiatria e Saúde Mental: conceitos clínicos e terapêuticos fundamentais. São Paulo. Editora Atheneu.
Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10.
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Oi, gente! Fiz uma entrevista super legal com Cris Ventura, consultora de Feng Shui, que publicamos hoje lá no Prendadas. Confiram!
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Sua Crônica
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Minha entrevistada de hoje é minha madrinha e afilhada de casamento (isso mesmo!). Eu e meu marido fomos conhecer o novo lar desse casal de amigos e eu aproveitei para entrevistar a dona da casa. Com muito entusiasmo conversamos sobre reforma, decoração e as obrigações de uma mulher casada.
Débora de Castro Moreira Sampaio é recém casada. Ela e o marido estão montando a casa nova e tiveram que encarar uma reforma. Enquanto aprende sobre as obrigações que o novo estado civil trás, curte o novo lar e planeja como colocar os presentes que ganharam no lugar.

1) Oi Débora! Você se casou recentemente e sei que reformaram o apartamento antes de se mudarem. Foi estressante o período da reforma?
Eu e meu marido não nos preocupamos em começar a reforma antes do casamento. Estávamos focados nos preparativos do casamento e na lua-de-mel. Ficamos três meses em BH, para que ele terminasse sua residência médica. Só depois viemos para Ponte Nova, foi aí que começamos a olhar os profissionais para a reforma. Durante esse período ficamos na casa da minha mãe e por isso tínhamos pressa na finalização da obra. Queríamos a nossa casa.
Mas logo que a reforma começou realmente acreditei na máxima “é melhor construir do que reformar”. Reformas, em geral, trazem muito estresse. Temos que lidar com atrasos nos prazos de entrega e imprevistos (e quantos imprevistos). Mas ao final tudo dá certo.
2) O que tiveram que reformar e o que causou mais contratempos?
Na verdade não podemos falar que fizemos uma reforma propriamente dita. Somente fizemos o que era essencial para morarmos com um pouquinho de conforto. Como o apartamento se encontrava em estado bem precário priorizamos a pintura, o sinteco e colocamos uma porta entre a cozinha e a sala, uma vez que não havia nada que separasse estes dois ambientes.
3) O que você aconselharia a alguma noivinha que também vai se casar antes de terminar a reforma do lar? Teria feito algo diferente?
Não teria feito nada diferente. Acho que tudo tem seu tempo e a pressa é inimiga da perfeição. Como estava em BH, para mim era inviável administrar e fiscalizar a reforma de longe. Reformas sempre requerem olhos atentos dos proprietários. Sempre acaba faltando algum produto ou aparece um defeito ainda não visto. Se não ficamos em cima, as coisas não andam.
4) Quando estamos montando casa nova, normalmente fazemos tudo aos poucos. Eu e meu marido, por exemplo, começamos a comprar as coisas quando ficamos noivos, um ano antes do casamento. Mesmo assim, só terminamos depois de casados. O que você e seu marido priorizaram montar primeiro na casa de vocês?
Estamos priorizando inicialmente a montagem do cômodo que achamos mais aconchegante e necessário para um bom descanso - nosso quarto. Mas mesmo assim ele ainda não está pronto, faltam os criados-mudos.
5) O que ainda tem em mente e planeja fazer para deixar o novo lar do jeitinho que desejam?
Temos que mobiliar praticamente toda a casa, planejar a cozinha, reformar os banheiros etc. E isto tudo custa muito caro. Por isso temos que fazer devagar para que possa ficar do jeito que sempre sonhamos.
Engraçado esta mudança do namoro para o casamento. As coisas mudam e não mudam. Continua o namoro e começa o casamento, com suas obrigações. Acho que o primeiro ano do casamento é uma fase de reconhecimento do espaço do outro, das manias etc. Mas a convivência e o companheirismo que o casamento nos proporciona é algo indescritível para o amadurecimento da relação.
7) Durante a reforma, provavelmente, em algumas questões, você e seu marido discordaram. Teve algo decidido exclusivamente por ele e algo decidido exclusivamente por você? O que foram e o que cada um achou do resultado final?
Meu marido me deixa sempre muito a vontade para tomar estas decisões. Ele sempre está ao meu lado, mas geralmente sou que escolho. Tomamos opinião com minha tia e com a dele que é decoradora, assim entramos num consenso. Ficamos bem contentes com o resultado.
8) O que fez questão, desde o início, que o quarto de vocês tivesse?
Fizemos questão de uma cortina que vedasse bem a claridade do sol e um bom guarda-roupa.
9) Como teve a ideia de fazer um quadro do casal para compor a cabeceira da cama de vocês?
Bem este quadro foi usado na decoração do nosso casamento. E acabou sendo uma grata coincidência ele ser praticamente da largura da cama. Minha tia sugeriu e eu adorei a ideia. Além de ser uma boa economia, já que ele dispensa a cabeceira da cama.

10) Aprendeu algo novo sobre decoração com tudo que passou com a reforma? Pode nos dar alguma dica?
Ao escolher as cores das paredes, pensei em colocar uma com um tom diferencial (mais escura para destacar um quadro). E assim mandei o pintor executar a tarefa. Quando cheguei para ver como tinha ficado, levei um susto. A parede de cor diferenciada havia realçado todas as imperfeições do teto. Pedi ao pintor que passasse outra camada de massa corrida. Melhorou, mas se olharmos com atenção ainda podemos perceber alguns defeitinhos.
12) Já deu pra guardar todos os presentes de casamento ou, como a maioria dos recém casados, tem quase tudo ainda nas caixas?
Não deu para guardar praticamente nada. Só comecei a usar os presentes mais do dia a dia. Como faltam muitos móveis, não tenho nem lugar para guardá-los. Aos poucos vamos colocar tudo no lugar, mas como já disse, sem pressa.
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