Organizando a bagunça interna

19.10.10 dona perfeitinha 1 Comentários

Sou mesmo um grãozinho de arroz, um desses montes dentro de uma xicarazinha. Poderia também me comparar com um grão de feijão ou de linhaça, sei lá. O fato é que gosto de grãos. E seres humanos são grãos mais elaborados, selecionados, com defeitos ou perfeitos em sua casca, semelhantes por fora, mas cheios de diferenças por dentro. E assim sou eu em meio a milhares. Sou um grão.

Assim é você também. E ainda bem poucos de nós vão pra panela, essa sendo assim outra metáfora, mas dessa vez para a loucura. Imagine você quantos sentimentos cada um carrega. Imagine a confusão deles quando algo diferente acontece. Estavam lá descansando, acostumados a serem interpretados assim ou assado e alguma coisa nova, ainda desconhecida, faz com que eles se perturbem, e da organização passam por uma desordem temporária (pelo menos deveria ser temporária). É estranho pra todo mundo, mas esse tipo de coisa todos nós já entendemos bem que existe e que estamos sujeitos a passar por isso de novo sem data prevista. Pode se tratar de uma paixão, ou mesmo do amor verdadeiro. Pode se tratar de trabalho. De problemas como fofocas ou mentiras. Pode se tratar de uma cirurgia, de uma viagem ou de uma mudança for good. O certo é que sempre vamos enfrentar uma maratona para organizar de novo nossos sentimentos. Queria eu ser expert nesses assuntos, afinal... já passei por cada uma que não caberia descrição em um livro de mil páginas. Mas quem, afinal, é expert nisso? Dexter, talvez? Mas ele não vale, afinal, que sentimentos tem ele para organizar?

Sabe do que chamo essa confusão de sentimentos? Chamo de trabalho. É verdade. Vejo como um trabalho pessoal de entender e aprender mais sobre mim mesma quando algo me faz chocalhar. Sou cebola nesses casos, rs. Mas tudo que tenho buscado me conscientizar antes de conseguir arrumar a bagunça dentro de mim  é que tudo é tão pequeno cercado de coisas realmente e incrivelmente chocalhadas que vemos aos montes ao nosso redor. E é isso. Por isso sou um grão de arroz, que vai aos poucos em suas organizações de sentimentos aprendendo mais sobre si mesmo e com isso aprendendo a germinar e a fugir da panela.
 [Minha bagunça interna é daquela boas, viu gente? For good, como dizem os ingleses. Mas é tanta coisa nova que um tempo pra parar e refletir terei que ter como rotina. Escrever faz parte desse ritual pra mim e me perdoem se meus textos reflexivos não adiantam muito, mas é certeza que quando eu já estiver com tudo organizadinho de novo aqui dentro vou dividir com vocês as novas. Pois é um prazer pra mim].


Um comentário :

  1. Olá Talita!

    A gente vive momentos de altos e baixos e reflexões superficiais e outras profundas. Tem dias que nos sentimos a última das pessoas, mas em outros momentos a "melhor" de todas.
    É assim... semana passada sai da minha terapia querendo nunca mais voltar lá. Sai com olhos cheios d'água e com ódio do mundo, mas principalmente de mim.
    Após uma semana de reflexão profunda e mais uma sessão de terapia, hoje sai de lá mais feliz comigo e confiante de que os meus dias alegres dependem mais de mim do que do outro.

    Um beijo e felicidades para você!

    Ana
    http://amorecalor.blogspot.com/

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"As redes de pescar palavras são feitas de palavras." Otávio Paz.
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