seções

De pernas pro ar

Quando abro as cortinas e vejo esse sol quentinho na varanda
Dá vontade de pegar um livro e ir igual ratinha de praia me aquecer

Quero só ficar um pouquinho,
Curtir o calor sobre os ombros
E pensar que por mais que carregamos pesos,
Tem hora que podemos relaxar.
E hoje não tenho trabalho e não vou inventar, rs.

Puxo minha filha comigo
"Vem, princesa!"
"Vem me fazer companhia!"
Penso em alugar um filminho
Porque hoje dá pra aproveitar.

Alugo 2 filmes porque um é pra me distrair à tarde
E o outro é pra ver com meu marido logo à noite
Comer pipoca
Aproveitar o friozinho
Conversar sobre o final de semana gostoso
Das conversas agradáveis que tivemos com os amigos
Lembrar também das brincadeiras com Sofia,
Dos móveis novos que por fim resolvemos quais comprar
E que, espero, não demorem muito pra chegar.
Pois são pro quarto da nossa filha
E ela parece ansiosíssima...
Pelo menos, enquanto isso, pensamos no enxoval novo.
"Tudo rosinha, tá mamãe?"
Essa é minha filha, rs.

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Estão todos bem - FILME


O elenco é de atores conhecidos e a história não deixa de ser também algo bastante real na vida de muitas famílias. Essa coisa de um pai não saber muito sobre um filho me é familiar, mas ao mesmo tempo sempre me choca. E a pergunta 'por que?' fica sempre no ar. O bom é que aqui o porquê aparece e o pai consegue dar a volta por cima. Nunca é tarde, não é mesmo? Gostaria que pudesse ser assim com todos. Adorei o filme, mas chorei demais.




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Você dirige de salto alto?

Como hoje comecei falando de saltos altos mesmo, que tal essa última novidade do mercado? Saltos altos retráteis! O sapato de salto alto da imagem vira sapatilha e pode ser solução para as mulheres que não abrem mão do salto todos os dias, mas precisam dirigir. Porque deve ser terrível ter que ficar trocando de sapato no entra e sai do carro, né? Eu odeio e confesso que dirijo descalça quando tô de salto alto porque já aconteceu de meu salto prender no acelerador e por alguns segundos senti calafrios. É muita imprudência nossa dirigir de salto alto. Realmente perigoso. E chinelos também são proibidos, viu? São outros grandes causadores de acidentes no trânsito.

Esses são os Sheila Driving Heel, os sapatos em questão (fotos retiradas daqui). 
Eles foram criados por uma seguradora inglesa chamada Sheila´s Wheel que tem grande preocupação com o aumento do número de acidentes provocados por saltos altos que agarram em pedais. Pelo nome, deve ser uma seguradora de motoristas mulheres, mas só estou chutando, viu gente? É que admiro demais sacadas legais que além de ajudar os clientes, mostrando preocupação, conseguem solucionar problemas. Ela provavelmente deve estar presenteando com o sapato da foto as clientes (mas isso também só estou deduzindo, viu?). Ou será que a seguradora tá querendo entrar pro mercado de moda também?

Olha só como tem um lugarzinho pra acoplar o salto no solado:


E até que são bem bonitinhos, não acham? Quem sabe a moda pegue e possamos ter também no Brasil algumas opções desse novo salto alto do bem, rs....



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Como surgiu o salto alto?


Reuní alguns tipos de saltos altos e os identifiquei para ilustrar essa postagem da seção 'curiosidades'. Que mulher não gosta de um salto alto, né? Eu não uso muito porque meu estilo de vida me exige mais mobilidade e conforto. Levo Sofia a tiracolo pra todos os lugares e deixo o salto alto só pra noite e pra eventos especiais, mas adoro e acho que qualquer mulher fica mais feminina usando um. Dizem que salto pra ser considerado alto tem que ter mais de 8,5 cm, abaixo são saltos médios ou pequenos, mas como é que salto alto virou mania? Quando é que inventaram esse conceito? E será que sempre foi um conceito feminino?

Tá vendo lá no topo da imagem que fiz? Aquele é um salto Luis XV que representa o início de tudo! Foi no reinado de Luis XV, na França do século XVII, que o salto alto ganhou fama. Mas apesar disso, no reinado anterior de Luis XIV, esse mesmo salto já era usado pela corte que cultuava o luxo e cujo rei, pequeno, (dizem que não chegava a 1,60m!) não abria mão dele. Mas Luis XV levou a fama e seu nome foi dado ao tal salto que lembra uma ampulheta, pois é 'acinturado'.

Mas por que será que ninguém sabe quem inventou o salto alto? Parece que ele é um artifício bem antigo na história da humanidade e até a corte de Luis XV, o salto era item exclusivo do vestuário masculino. Isso quer dizer que Luix XV até merece ter levado a fama pelo salto alto, já que foi em seu reinado que as mulheres começaram a adotar pra si essa peça que virou mania e que realmente deixa qualquer uma com um andar mais bonito, concordam?
E estilistas fantásticos foram responsáveis pela criação de outros tantos tipos de salto que adoramos, como por exemplo o vírgula, criado por Roger Vivier em 1950, na França. Parece inovador até pros dias de hoje, na minha opinião.


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Duas tentativas para tirar mofo de roupa

Um dia minha funcionária guardou um vestidinho de Sofia molhado e quando precisamos dele, estava mofado! E mofo parece a mancha mais difícil de tirar de todo o universo. Será? O pior é que já tinha usado todos os produtos possíveis na tentativa de remover a mancha do mofo, mas não saiu. E aí fui pra net procurar técnicas que resolvessem meu problema. Achei apenas duas sugestões e as usei.

Primeiro quero lhes apresentar o mofo, pois é relevante, já que ele não é uma mancha de mofo recente. É antiguinha:

A primeira tentativa de tirar a mancha foi com a técnica do álcool. Muito álcool e muito esfrega esfrega.

Mas eis que...

Aí fui pra segunda tentativa, aquela na qual estava mais confiante: 2 colheres de sopa de bicabornato de sódio em um litro de água para cozinhar a roupa mofada:


(Ficou meia hora cozinhando!)

Mas eis que...

E aí o vestidinho voltou pro varal ainda carregando as manchas de mofo... (snif!).


Se alguém souber uma técnica infalível, me fala? Tô indo atrás de um produto que estão anunciando como "tira qualquer tipo de mancha". Vou comprar e tirar a prova. E venho contar o resultado. Mas pra manchas de mofo recente, se for o seu caso, talvez uma ou ambas técnicas acima resolvam o problema. No caso do mofo na roupinha da minha filha, infelizmente, não funcionaram. Já tem muito tempo que está manchada e já fiz, além dessas, outras tantas tentativas com técnicas e produtos falhos. Mas ainda tenho esperança, rs!


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Mulheres, mulheres, profissionais, donas de casa. Mães.


Tanto vemos, tanto lemos, tanto conversamos e tanto escrevemos sobre as diferenças entre nós mulheres de hoje e nossas mães, avós, bisavós etc. Sabemos da importância da ciência e da tecnologia na história de conquistas das mulheres na sociedade, mas sentimos isso? Nós mulheres de hoje, sentimos as mudanças e a pressão delas em nossos ombros? E respeitamos aquelas que não se encaixam no perfil de modelo da mulher moderna?

Lembro-me de que minha avó ganhou sua máquina de lavar dos filhos já crescidos. E isso foi há muito pouco tempo atrás... menos de 20 anos atrás. Presenciei a revolução que isso causou na vida da minha avó, já com 7 netos àquela época. Íamos sempre nos finais de semana para sua casa e em alguns sábados, além das atividades de cozinhar, lavar, arrumar a casa, minha avó "tirava" o dia para lavar roupa! Já ouviu falar disso? Ela "tirava" o dia. Já tinha um tanquinho antes da máquina, mas passava o dia lá na área dela, torcendo, pendurando, esfregando, escovando roupas, toalhas, sapatos, tudo. Quando ganhou sua máquina de lavar, sobrou tempo pra brincar com os netos, pra tirar cochilos em frente à TV, enfim... ficou com tempo livre de obrigações. Que eu saiba, minha avó nunca trabalhou fora e, na época em que ela teve filhos, a média de filhos por mulher no Brasil era de 6,7... isso foi em 1960. Minha avó teve 6 filhos. Quando minha mãe teve filhos, na década de 80, essa média já era bem menor. Mas minha mãe trabalhava o dia inteiro fora de casa. E eu e meu irmão fomos muito cedo pra escola. E ficávamos com a babá o resto do dia. Não tenho lembranças de rotina com meus pais. Só quando em viagens ou nos finais de semana na casa dos meus avós. Hoje, tenho uma filha e quero ter mais filhos, mas sabem qual é a média de filhos por mulher no Brasil neste ano de 2010? É 1,7. Isso é reflexo de muita coisa: casamentos relâmpagos, casamentos mais tardios, mulheres com trabalhos e salários equiparados com os dos homens, entre outras coisas, já que as vontades, os sonhos e os planos, principalmente das mulheres mudaram muito ao longo da história.

Sabe por que penso muito sobre esse assunto? Porque embora eu viva nesse momento da história, que goste desse reconhecimento conquistado, hoje sofro um pouquinho com preconceitos. Preconceitos retrógrados por não trabalhar fora, por não ter babá, por querer tirar as manchas das roupas eu mesma e não deixar pra funcionária, por não ir ao salão de beleza rotineiramente, por não querer colocar minha filha na escola tão cedo, por ir brincar com minha filha na pracinha todas as manhãs. Isso, dizem, não é coisa de mulher dos dias de hoje. E talvez não seja mesmo, tanto que na pracinha, por exemplo, só há crianças e babás. Filhos de outras mães com mães de outros filhos, ou seja, enquanto as mães das crianças da pracinha trabalham, as babás trabalham cuidando dos filhos delas, enquanto seus próprios filhos estão em casa também com outra mulher. Praticamente todas as mulheres de hoje trabalham fora ou mesmo que não trabalhem, tem babás para cuidar de seus filhos.

O perfil da mulher moderna tão almejado hoje é estudar o máximo que puder, conciliando trabalho pra crescer rápido na carreira, ter um ótimo salário e enfim, casar-se, mesmo que seja um tipo de casamento descartável, afinal, sonho de casamento até a mulher moderna tem. Mas como os costumes e as vontades são bem diferentes, casamento já não é mais uma coisa vista por todas como 'pra vida toda', ou como prioridade, como antigamente. Ser mãe então, já não é sonho pra muitas mulheres, mas o engraçado é que os homens continuam querendo ser pais quase como regra. Eu acho lindo o perfil independente da mulher moderna, mulher segura, determinada, e acho fascinante a ideia de seguir carreira de sucesso, mas no meu caso, e a gente tem que entender o que nos faz  mais feliz, priorizo outros sonhos e não ligo muito de destoar da maioria das minhas amigas.

Na pracinha, onde vou todos os dias com Sofia, nunca encontrei nenhuma das mães das crianças com quem brincamos por lá. Sei seus nomes, profissões e até mais do que eu gostaria, já que ouço as babás contarem. Mas nem aos sábados ou domingos há mães por lá. São sempre só babás. E eu... a única mãe. Dá pra escrever um livro só com os casos que ouvi e presenciei nesses 4 meses em que frequentamos a mesma pracinha. E tem casos bons e casos ruins. Mas os ruins são sempre uma dor pro meu coração de mãe que tem conhecido o outro lado da moedinha de se ter uma babá. Me perguntam porque estudei tanto, faculdade, MBA, pós... se não quero trabalhar fora. Não querer trabalhar fora não quer dizer que não gosto de trabalhar ou que não trabalho. Eu gosto e trabalho. E nesse ponto sou mulher moderna mesmo. Gosto de me sentir aprendendo e produzindo. E tenho muita coisa pra trilhar ainda, mas de uma forma um pouquinho diferente das das minhas amigas que tanto admiro pela força e pela rotina de trabalho longe da família. Admiro porque elas não sofrem. Eu sofreria. Os trabalhos que me realizam nunca serão tão brilhantes, mas afinal, o que importa na vida? Ter que pagar as contas, com certeza, mas acho que vai um pouquinho além disso pra mim e não me importo nem um pouquinho de me parecer mais com a geração da minha avó do que com a minha. Porque é assim que vivo mais feliz.


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Cama nova pra Sofia

 Imagem de cama Divicar

Estamos na saga da troca de cama para Sofia. E só é uma saga porque vem junto um monte de preocupações. A minha maior é que ela caia da cama. Não sei se contei pra vocês, mas já aconteceu. Certa madrugada, ela acordou, desceu do berço e veio dormir com a gente. Mas não sei por qual razão, ela ficou na beirada. E acordei com um estrondo, já sabendo que deveria procurá-la no chão. Mas Sofia tem um anjinho fiel e como temos um zilhão de travesseiros, à noite a maioria vai pro chão. E eis que Sofia caiu exatamente sobre um que é maior que ela. Caiu de barriga, abraçada. Acordou com o tombo, levantou, a puxei de volta, e logo voltou a dormir, tranquila.

A cama nova terá grades. Sofia faz 3 anos em menos de um mês, mas é super agitada, inclusive durante o sono. Rola pra cá, rola pra lá, põe pernas pra fora, enfim... a cama terá que ter blindagem, com certeza. Mas apenas grades laterais não me passam muita confiança... sei lá, acho que é só preocupação normal de mãe mesmo, mas já sei que vou passar um bom tempo acordando muitas vezes à noite para ir verificar como dorme minha pequena na cama nova.

Como foi com os pequenos de vocês? A troca do berço pra cama foi tranquila?

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Quer saber como poderá ser o rostinho do seu bebê?


Tá vendo essa fofurinha aí de cima? É como pode se parecer um bebê menino meu e do meu marido. Achei a brincadeira super divertida e quem fez e me deu de presente foi minha cunhada que está gravidíssima, esperando o Gabriel, priminho de Sofia.

Então vim aqui dar a dica pra vocês... façam lá no make me babies e vocês podem escolher tom de pele, se é menino ou menina, etc.

No caso do meu bebê, achei que ele tem os meus olhos, a boca do meu marido e as bochechas de nós dois.  Concordam?

Gravidíssimas de plantão! (E também mulheres apaixonadas!) Achei que iam gostar da dica de Aline... não deixem de fazer, tá? É muito divertido e dá pra repetir várias e várias vezes com resultados diferentes.


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Entradas compradas que fazem sucesso

Eu sei como às vezes o tempo é curto, já que mesmo querendo preparar mil e uma coisas quando os amigos combinam de vir aqui em casa, o dia pode ter sido atribulado e, portanto, tenho que lançar mão de produtos prontos pra servir. E isso ajuda, já que tem dias que tem brinquedo por toda parte da casa, todo mundo deixou pra tomar banho na última hora, etc, etc. E aí é passar no seu mercado favorito e trazer aperitivos legais pra complementar a cerveja, rs.

Uma ideia legal são os patês diferentes e maravilhosos que algumas boas casas alimentícias preparam. Berinjela com erva doce, peito de peru defumado com damasco, etc. Há novidades o tempo todo, né? Mas lembre-se de verificar se o produto está sendo vendido com a refrigeração adequada e também não se esqueçam de verificar a data de fabricação. Quanto mais fresquinho, melhor!

O verdemar tem essas torradinhas que de tão fininhas são perfeitas!

Olha que lindas! Dá pra fazer em casa, mas quando o tempo é curto ou quando quer agradar mais, essas torradinhas fazem sucesso, viu?

No interior tem um grande problema: não achamos pra comprar dos nossos queijos preferidos, mas a novidade é que algumas marcas que vendem em supermercado estão inovando e vendendo queijos que antes só encontrávamos se fosse na capital... variar é sempre bom, né?

Esse é o brie...

Cada vez mais novidades nos supermercados. Adoro!

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10 anos

Que delícia que é chegar 10 anos depois de uma certa idade e reler sua lista do "como será minha vida daqui a 10 anos" e perceber que realizou mais do que poderia imaginar naquela época. Perceber que estar casada e com filho que tanto causa medo em alguns é o que mais me motiva, o que mais me faz sorrir, tem um significado gigantesco na minha vida. Sei que sou só uma folhinha entre bilhões, mas a perspectiva e a importância é bem diferente quando penso na minha família, na importância de cada um para o outro.

Que delícia que é ver minha filha crescer
Fazer planos
Ter meu marido por perto
Querer

Que delícia que é sentir os perfumes da casa
Brincar de casinha
E receber meu amor com um grande abraço

Que delícia que é ajudar quem posso
Das várias formas que posso
E pensar que ganhei um sorriso de volta
Um sorriso de alegria, um sorriso de verdade
Tão raro pelas defesas que criamos
Pelos pés atrás que temos
Até mesmo necessários
Por tanto que vemos

Que delícia que é ser ajudado
Lembro-me bem de várias vezes que precisei
Como um quase desmaio na farmácia
Como a dificuldade em subir uma calçada com o carrinho de bebê
Ou como dificuldades maiores

Que delícia que é toda vez que faço o café, me lembrar da minha avó me contando um caso,
Me alertando pra alguns cuidados.
Porque houve um dia quando ainda tinha sua companhia,
Em que ela fazia o café e conversava comigo.

Que delícia também é sentir os cheiros que marcaram minha infância
Ainda presentes.
Ouvir os passarinhos no mesmo horário de sempre, em lugares diferentes.

Que delícia que é encontrar amigos que não via há muito,
Contar da vida, lembrar de fatos, sem pesar e só sorrir.

E que delícia que é encontrar um caderno escrito há dez anos,
Com tantos sonhos que hoje poderão ser escritos como fatos.
Perceber que certas coisas nunca mudam apesar dos acontecimentos.

E que delícia que é voltar a escrever no mesmo caderno... agora a três,
E em breve a quatro, cinco, quem sabe?

Porque.... o que muda na vida?
Não somos nós.
Mas nossa forma de ver e de abraçar o mundo.
De amar e de aceitar os desamores também.
Mas principalmente nossas escolhas...
Essas sim mudam.
E mudam muito.

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Uma cartinha pros amigos

Tem dias que dá vontade de sentar aqui no meu cantinho de trabalho e escrever como se todos que lessem fossem grandes amigos. De forma que eu pudesse contar até mesmo sobre planos que tenho, conquistas pessoais, enfim, transparecer-me mais até em pontos de opiniões, frustrações, mágoas e saudades. Mas isso a gente não pode fazer. Por favor, amigas blogueiras, não façam isso. Acredito que já transparecemos o suficiente a ponto de acharmos que realmente leem-nos apenas amigos. Equivocadamente, mas, no meu caso, preciso acreditar nisso para conseguir pôr palavras em postagens que falam muito de mim, pois não sei me afastar das linhas que crio. São todas um pouco de mim, se não em suas totalidades. Adoro o espaço que tenho pra dividir com vocês tudo que passar autorizado pela minha consciência e continuarei a escrever até que algo grandioso demais possa vir a me impedir de fazê-lo por aqui. Eu adoro meu bloguito dona perfeitinha e trato-o como a um trabalho mais maleável em obrigações, mas ainda assim um trabalho do qual me orgulho em ter como atividade. Virar blogueiro é profissão, gente! Acredite. No meu caso, uma terceira. E admiro demais quem constrói uma história blogando. Gosto especialmente dos escritores blogueiros, já que a vida lida em linhas alheias pode-se tornar mais sábia, mais clara, mais conhecedora do desconhecido, encantadora de forma diferente por alguns momentos. Me fascinam, sabiamente. Mas adoro também quem bloga legal numa intenção diferente, comercial, pessoal, especial. Igual também é legal quando é um igual próprio e não copiado. Gosto e gosto. Acaba que se cria uma identidade pela escrita. De alguns acho que saberia exatamente a autoria se em um jogo de adivinhação me deixassem citações. Tenho tamanha convicção que confiante acertaria.

"(...) sempre tive a sensação de que partiria logo e não valeria a pena, que ninguém combinava comigo. Ledo engano." Nath

"Acordei com poesia na alma e no coração."

"Dizem que o tempo a tudo cura, mas eu acho que o que cura mesmo é a nossa memória que vai falhando de velha e usada, cansada, tratando de apagar o que deve ser mesmo esquecido." Ju 

"A língua portuguesa é cruel e uma palavra mal colocada faz mudar todo o sentido." Mazzeo

"A pirralha que mora em mim queria tietá-lo e a autora que mora em mim precisava reverenciá-lo." Rebouças

Como escrevo com paixão, leio com paixão também. Marcam-me expressões, palavras soltas, significados que talvez sejam só pra mim e principalmente as peculiaridades dessa e daquela pessoa que escreve. Cada uma tem seu jeitinho. Umas gostam de humor, outras preferem a rima, outras já são mais sérias. Umas usam diminutivos, outras tem pavor deles. A união de todas fazem nossos momentos de leitura ricos e divertidos também. Mas quem nunca chorou com um texto também? Não sou eu a levantar a mão. Choro, como chorei ontem e como chorarei amanhã. Estou aberta ao entendimento, à viver junto nas linhas, a aceitar as palavras a mim oferecidas. Muito se passa num backstage de um blog e só conhece os percalços e também as belezas quem realmente se entrega. Quero fazer parte dessa turma, com certeza.

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Os "choclelitis"

_Tem choclelitis, mamãe?
_Tem sim, princesa.
_Você pega um pra mim?

(depois de um tempinho que eu lhe dei um Trident...)

_Mamãe, tem doise choclelitis?
_Dois?
_É...porque Sofia jogou no lixo o choklelitis. Sofia não engoliu. Quero outro pra mim e outro pra você.

(o chiclete estava mesmo no lixo)

_Tá bom. Mas só mais esse, tá?
_Tá bom. Mastiga, mastiga e depois joga no lixo, né?
_É...

(depois de tanto engolir - brinco! foram só 3! - chicletes, ela aprendeu).

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Chancliche: um queijo de origem árabe que faz o maior sucesso para entradas

Vocês já conhecem o chancliche? É bom, né? E ele é ótimo para servir de entrada quando recebemos amigos em casa. Como é muito fácil de preparar, é uma solução legal pra quem já vai pra cozinha fazer o jantar, por exemplo.

Repararam que é um queijinho em formato de bolinha? É assim que ele é preparado e vendido, como tradição mesmo. Sendo original da Síria e do Líbano, o chancliche também é conhecido como shanklish, shanklees, sorke ou surke. Interessante, né? E ele é feito com leite de ovelha ou mesmo de vaca, mas o que dá o gostinho especial nele é o famoso tempero árabe zattar, mas há nele várias ervas legais como o tomilho também. Eu adoro e por isso tinha que vir postar sobre ele por aqui.

Eu sempre tenho Chancliche congelado porque só encontro em BH (no Verdemar, rs). Esse das fotos ainda tem tomate seco na massa, uma boa forma de variar o original. Mas mesmo sendo muito gostoso, não vá servir toda vez que receber os mesmos amigos, viu? É sempre bom prestar atenção no que foi servido da última vez e variar um pouquinho. Mais pra frente vou fazer uma postagem única com dicas de entradas fáceis (ou seja, compradas prontas!) pra servir de entrada.

Agora vamos ao preparo do Chancliche...

1) Muito azeite sobre ele:


2) E é só amassar com um garfo. E mais azeite...

3) Aí é só servir numa vasilha bonitinha

4) E o complemento são torradinhas, mais gordinhas ou fininhas como essa da foto:

E aí? O que acharam? Fácil, né?


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Aquário da prefeitura de Belo Horizonte


Lembram que eu contei aqui sobre a inauguração do aquário com peixes do rio São Francisco no zoológico de BH? Quando ainda não tinha ido, tudo que lia a respeito dizia ser o maior aquário de água doce do Brasil, mas depois de conhecer, sinceramente, achei tudo um pouco estranho. Primeiro que não é um único aquário como idealizei com as informações que lia. São vários pequenos e médios aquários. O maior deles é o mais interessante, mas também nem tanto assim, já que temos que manter certa distância e com o agravante do reflexo do vidro, não dá pra ver muito. Entendo perfeitamente como deve ser difícil tentar reproduzir o ambiente do rio São Francisco em aquários de vidro e ainda controlar as malcriações de alguns visitantes, mas esperava ver mais. Um volume maior de peixes, por exemplo. Pra se ter ideia da decepção que tive, só há um cascudo no local, em um aquário de cerca de dois metros quadrados. Ele é bonitinho e fica o tempo todo de lá pra cá sugando o vidro, mas achei que encontraria mais deles, pelo menos pra um fazer companhia pro outro, sei lá. Criticar é muito difícil, mas a minha crítica aqui se deve exclusivamente a achar que se não fosse o fato de dizerem que o aquário custou 5,5 milhões de reais, eu daria a ele nota 10, já que é um lugar divertido e bonito pra se visitar. Minha filha adorou o passeio. Mas já que sei que disseram terem gasto lá esse valor, acho que muito mais poderia ter sido feito. Ainda mais sabendo que a visitação gerará uma renda boa, provavelmente bem superior ao gasto com a manutenção.

Olhem só a fila pra entrar...

Do lado de fora, fizeram um paisagismo simples, mas bem bonitinho...

Com direito a pequena cascata. Reparem no ingresso. O valor é R$5,00.

Já lá dentro, há um jardim cercado ao centro do prédio.

E nas laterais estão os aquários. Reparem na minha filha querendo ultrapassar a faixa, rs. Papai e mamãe atentos pra ensinar que não pode. O maior aquário de lá é esse mesmo da esquerda, para o qual está olhando minha filha. Acho que ele tem formato hexágono.

Esse é um aquário bem pequeno, tamanho de aquário que quem gosta tem em casa. Só peixinhos miúdos. Como não se pode tirar fotos com flash por lá na tentativa de amenizar os incômodos para os peixinhos, algumas fotos ficaram um pouquinho tremidas.
Outro aquário pequeno...

Esse já é um dos aquários maiores....

E é possível vê-los por cima onde fizeram uma ornamentação interessante, tendo até uma reprodução de uma casinha de sapé e barro. Legal, né? É o segundo andar, no topo de uma sequência de aquários. Gostei. Só torço para que ninguém jogue objetos para poluir os aquários. Tem gente que é bem capaz, né? Já que se fazem isso com a natureza de verdade, imaginem com um aquário!





Deixo claro que a visita vale a pena, minha crítica foi apenas direcionada em achar que com 5,5 milhões de reais, muito mais poderia ter sido feito, começando pelos banheiros que com pouco mais de um mês e meio de uso parecem bem antigos, sem estrutura para crianças, provavelmente problemáticos para cadeirantes, e ainda com aparência de sujo. Mas os peixinhos são lindos, gente! Tem os mais agitados, tem os quietinhos, tem os diferentes, tem os que já conhecemos de longa data por fazerem parte da nossa alimentação como carpas e tilápias, entre outros tantos que fazem da visita ao aquário bem divertida.

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