Falando de filhos - Frente a frente com Dri Viaro (continuação)

26.10.11 dona perfeitinha 8 Comentários

Falar sobre filhos é regra pra toda mãe e pra todo pai. E o assunto rende e nos faz dividir aprendizados. Segue mais um pouquinho da minha conversa com a blogueira e super mãe, Dri Viaro, que em seu blog 'mãe, esposa, dona de casa, trabalhadora' também mostra, vez ou outra, um pouquinho da família linda que tem.

Novamente eu e a Dri, que também é autora do blog Amélias de salto, estamos frente a frente em um bate-papo enriquecedor...




(continuando...) O ASSUNTO: FILHOS
(para ler a primeira parte dessa conversa, clique aqui)



(Eu, Talita): Você vive em São Paulo. Fico imaginando como deve ser dar conta dos próprios compromissos e ainda conciliar os dos filhos que vão crescendo e multiplicando os deles também. Acho que pra mim que moro em cidade menor (Ipatinga, MG) onde o trânsito funciona melhor é mais fácil, mas talvez seja ilusão, pois afinal tem dias que passam sem termos conseguido cumprir metade do planejado. Quando se tem filhos, você acha que o tempo fica mais curto?

(Dri): Absolutamente não. Pra falar a verdade eu nem sei mais o que é não ter filhos, não consigo me lembrar assim nitidamente quanto tempo suportei viver sem eles, estranho falar isso, mas acho que a maioria das mães pensa assim, não é? Meu! Com tanta coisa pra fazer no dia a dia, eu consigo (graças ao meu bom Deus) conciliar tudo. Costumo dizer pro meu marido, que eu sento, rebolo e ainda bato um bolo hehe. (isso é o nome de um livro, bem legal por sinal). As vezes é cansativo morar na cidade grande, mas penso sempre que temos o fds pra fugir pro mato, ou pra se trancar dentro de casa vendo um filminho e comendo muito chocolate.

(Eu, Talita): Adoro filminhos e chocolates, já o mato.... não muito, rs. Mas essa coisa de dar conta do recado sempre, acho que é da mulher. Os compromissos supérfluos podem até ficar pro dia seguinte, mas os com a família, a casa e o trabalho normalmente a gente cumpre rebolando ou não. (Vou procurar por esse livro, adorei o título). Acho que é instinto, coisa de mulher, de mãe. Virar mãe é um momento parecido com o de virar adulto. Quando deixamos de ser crianças e assumimos as rédeas da vida da gente, damos de cara com mil e um compromissos novos que temos que dar conta. Tornar-se mãe é multiplicar esses compromissos, mas com uma grande vantagem: temos companhia, um serzinho lindo que é parte da gente e que está aqui pra nos fazer companhia. Nos dois casos a gente muda e o passado parece que nem existiu.

(Eu, Talita): Quando alguém te pergunta se filho dá trabalho, o que você responde?

(Eu, Talita): Eu respondo que não, mas não sei se é porque por enquanto sou mãe só de uma... minha maior ansiedade agora é descobrir como vou me virar pra atender dois ou três! Acho que vou juntar todos, inclusive eu, num banho só, por exemplo, rs. Mas banho no final das contas é o de menos, fico imaginando o jantar... um não come isso, o outro não come aquilo... atender um é super fácil, mas dividir atenção parece que é mais complicado...

(Dri): Não posso ser injusta e dizer que eles dão trabalho, pq nunca deram. Desde pequenos foram sempre quietinhos, uns amores, nunca passei uma noite em claro! E por exemplo você com a diferença de idade, assim como pra mim, não vai ser tão difícil. Pois a Sofia provavelmente já estará tomando banho sozinha e comendo sozinha (isso se ela já não faz né, rs). E como sei que vc é uma maezona vai tirar de letra, tenho certeza. 

(Eu, Talita): A Sofia tem uma coisa com água no olho que a impede de aprender a lavar a cabeça sozinha. Ainda não mergulha, apesar de adorar brincar na piscina. Mas acredito que em pouco tempo ela supera isso, rs. No mais realmente minha pequena já tá ficando bem grandinha mesmo. Como diz ela... "já sou média, mamãe!".

(Eu, Talita): De mãe pra mãe... filho transforma a gente num grau extremo, não é? A gente já acorda pensando neles, é como se o passado não tivesse existido sem eles. Tem fatos anteriores à minha filha que por vezes me vem à mente como se Sofia estivesse presente também. Quando a ficha cai que ela não existia ainda é bem estranho...

(Dri): Pois é... Como eu disse antes, rs. É extremamente estranho pensar que um dia ainda não éramos mães, rs. A gente pensa neles em primeiro lugar, não tem jeito. Tenho uma amiga que diz que se precisar ir viajar, ou a qualquer lugar sem os filhos ela vai sem remorsos. Mas infelizmente eu não consigo ser assim. Por exemplo, se eu estiver com meu marido, pq tivemos que ir ao médico ou algo parecido, e passamos pra comer no MC (coisa q as crianças adoram) me sinto super culpada por eles não estarem junto. Ai ai, coisas de mãe né amiga. Sempre digo depois que a gente é mãe sabe o que somente uma mãe pode sentir, preocupações, medos, etc...

(Eu, Talita): E eu sempre digo... ser mãe é viver com culpa, mas com uma alegria tão grande e permanente que compensa tudo.

Dri! Que Deus proteja você e sua família sempre! E que a gente ainda tenha muitas conversas tão boas como essa. Adorei sua participação por aqui.

8 comentários :

  1. Oi Talita,

    Faz tempo que não passo aqui, seu blog está ótimo viu. Parabéns!

    A Dri é tudo de bom, me divirto com o blog dela, rsrs.

    Bjs à vocês

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  2. Amei mais uma vez!

    coloquei lá no blog sobre a entrevista, peguei a imagem tá?

    beijosss

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  3. Adorei ver e ler a Dri e suas experiências aqui...beijos às duas,chica

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  4. Muito legal a entrevista... só para confirmar que de sexo frágil, nós, mulheres, não temos nada, não é? rsrs

    Um bom filme que vi esses dias sobre os dilemas de ser mãe, trabalhadora, esposa, dona de casa, tia, patroa, etc, é o novo filme da Sarah Jessica Parker, deste trailler: http://www.youtube.com/watch?v=GSi3LdUrq18&ob=av3e

    uma ótima pedida para inspirar mulheres como nós!

    Aryádne

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  5. @Vanessa - Vida de Esposa
    Oi, Vanessa,
    Obrigada! Que bom que me deixou um comentário.

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  6. @Dri Viaro
    Oi, Dri... só hoje te respondendo, rs. As coisas complicaram essa semana, rs. Que bom que pegou a imagem. Vi no seu blog no dia... obrigada pelo bate-papo, eu simplesmente amei! Você me ajudou demais também. Beijos!

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  7. @✿ chica
    Oi, Chica... bem legal, né? Beijos pra você também.

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  8. @Disponere - Assessoria e Produção de Eventos

    Oi, Aryádne,
    Realmente frágil não pode ser uma definição pra nós mulheres, rs. Adorei a dica do filme, obrigada. Beijos.

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