Sobre as chuvas, sobre hoje aqui e em mais cidades brasileiras

3.1.12 dona perfeitinha 21 Comentários

Já estou há algum tempo fora de casa. Por passeio e visita à família na terra natal, é certo. Mas hoje, 3 de janeiro do novo ano que espero seja muito bom pra todos nós, mas já ouvindo os noticiários ruins de várias partes do nosso país sobre os perigos já visíveis das chuvas ininterruptas, sinto-me péssima por dentro. Se sofro um pouquinho por estar longe de casa por opção, sofro tremendamente mais de imaginar os que agora começam a sair de suas casas por falta de opção. Enchentes e trombas d'água são realidades tristes dessa época do ano. E por que? Porque somos país de terceiro mundo. Não mais? É certo que em muitos aspectos evoluímos, mas na mentalidade de ocupação de áreas que pertence à natureza, ainda somos os mesmos do terceiro mundo desorganizado, sem cumprimento de leis de sempre. Se não houvesse habitações onde o rio em tempos de cheias (enchentes) precisasse extrapolar-se, ou seja, nos 30 metros de reserva legal às margens dos rios, não haveria a tristeza tamanha que vemos por aí. Vê-se que em países que respeitaram essas leis da natureza, enchentes que destroem casas não se ouve falar. Minha cidade natal amanheceu hoje parecida com Jericho. Algo sério acontecia. O rio ameaçava e acabou cumprindo seu alerta: nesse momento ele transborda. O comércio em sua maioria fecha suas portas. Trabalhadores do outro lado do rio não apareceram, outros precisam voltar pra casa antes que já não consigam. Outros, em situação mais crítica, já tentam salvar utensílios e móveis de suas casas que começam a inundar. Mutirões de ajuda, supermercados já sem água mineral à venda. Água já não é bombeada para as caixas d'água de nenhuma casa. Sorte dos que tem cisterna ou caixas d'água grande o suficiente pra aguentar os dias necessários para que a cidade se reestabeleça. E pensar que o ano passado foi um dos mais tristes para a minha cidade e pra várias outras de nosso país e que as mesmas lágrimas de antes ameaçam de novo marcar a vida das pessoas. E que só recentemente os estragos daquele ano foram consertados. Enquanto nós população lamentamos, os políticos ridículos comemoram. A farra dos gastos públicos sem licitações começa de novo. Terceiro mundo. Se as ruas fossem todas de paralelepípedos, nem toda água iria desabar nos rios. Mas insistem em asfaltar tudo, aumentando gastos e buracos. Terceiro mundo. Gente, sinto muito! Espero que pelo menos os desabamentos não sejam tão tristes como no ano passado. Os pássaros já voam sem rumo, em desespero. Espero que todos tomem as decisões corretas.

21 comentários :

  1. É verdade Talita... se não houvesse o desrespeito com a natureza, muita coisa poderia ter sido evitada. E mesmo com tanta tragédia acontecendo, as pessoas ainda continuam agindo de forma errada.
    abs,
    Ich, Hausfrau
    www.ich-hausfrau.com.br

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  3. Disse tudo, Talita! Há quem pense apenas na própria vida e não se sensibilize diante de tanta tragédia!
    Falta consciência, falta auxílio, falta responsabilidade...
    Para que tudo isso mude é preciso mudar o pensamento das pessoas e bem mais díficil que mudar uma situação é mudar as pessoas!!!

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  4. Cisterna é com C, meu amor.

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  5. Olá querida, estou contigo e não abro...

    bjss

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  6. Infelizmente a maioria das pessoas não tem consciência do mal que estamos fazendo. E vamos continuar pagando, cada vez mais caro, por todas as atitudes irresponsáveis. Mas como já é tradição no nosso querido Brasil, é mais "fácil" consertar do que pensar em uma estratégia de prevenção. Lamentável.

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  7. Olá Talita
    é realmente preocupante as inundaçoes, isso tudo é fruto de uma não-consciencia ecológica há tempos do Homem, que só sabe destruir a natureza em beneficio de consumir,consumir ,consumir e descartar tudo facilmente em prol de seu ego.
    Sem conexao alguma com a natureza.
    Quem quiser saber + sobre essa humanidade terrestre é so acessar e ouvir as palestras de Trigueirinho.
    www.irdin.org.br

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  8. Oi, Talita! Vi você no Bicha Fêmea e resolvi dar uma passadinha por aqui, e acabei amando, por conhecer uma pessoa simples e alegre e um cantinho onde se fala de tudo. Sobre as enxentes, o assunto é triste e alarmante, pois entra ano e sai ano e nenhuma providência é tomada. Até quando? Um beijo grande!

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  9. Talita
    A gente nao imagina como esta enchente nos faz sofrer e ver que apesar de Deus ser brasileiro, a natureza esta querendo dizer algo para nós que nao queremos ouvir.
    Vamos ver o que acontecerás o ano que vem?
    E como estes desabrigados ficarão daqui um mes.
    com carinho e amizade de Monica

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  10. Oi! Não some muito tempo não, tá?
    Adoro seu blog, suas dicas, 'participar' um pouco da vida de alguém com uma vida parecida com a minha...
    Aliás queria te mandar umas perguntinhas/idéias de post. Posso?

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  11. Estou com saudades ddos seus post's...
    Some não =)
    Beiijo

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  12. @Ich, Hausfrau
    Ich... a solução seria o governo gastar com desocupação e não com consertos porque vai acontecer sempre. Beijos.

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  13. @Nathy Avelar
    Oi, Nathy,
    E tanta coisa por trás das decisões dos gastos governamentais quanto à esse tipo de tragédia que ficamos abismados.

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  14. @Fernanda
    Oi, Fernanda,
    E isso nos indigna, né? Todo ano se isso continuar assim, vão acontecer os estragos, as tragédias. Por que eles não gastam com desocupação e finalmente respeito às margens naturais dos rios? Político gosta de poder gastar todo ano com consertos, infelizmente.

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  15. @Carol
    Carol... é mesmo impressionante isso. Todo ano é tudo igual na minha cidade natal, por exemplo, mas não se vê nenhuma atitude solutiva por parte do governo. Passa-se o ano inteiro consertando para ser destruído de novo. É nosso país mesmo...

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  16. @Mônica
    É tão sério tudo isso, né? Precisamos ver atitudes que tragam uma solução

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  17. @Mirian
    Oi, Mirian,
    Claro que pode, envia pro meu e-mail, sempre recebo com alegria e coloco o que é viável dentro das minhas listas. Sumi essa semana pela primeira vez desde sempre, mas depois vou contar os motivos. Beijos.

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  18. @Nathy Avelar
    Oi, Nathy...
    Foi só essa semana... a gravidez e a quantidade de serviço que encontrei em casa me forçaram a me afastar um pouquinho, mas estou voltando. Beijos.

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