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Queda de cabelo intensa pós dengue

Aconteceu comigo e acho importante relatar aqui.


Nos últimos 2 meses tive uma queda de cabelo intensa que fez com que meu cabelo volumoso perdesse provavelmente metade dos fios. E foram dois meses de queda traumatizante porque ao pentear a qualquer hora do dia os cabelos, a escova saía lotada de fios. Dava vontade de chorar ao lavá-los de tanto cabelo que se soltava. Não conseguia mais andar com os cabelos soltos. Cozinhar então... mesmo com eles presos, fios se desprendiam, um horror mesmo!

Já sofri com quedas de cabelo grandes antes (como após o parto da minha filha), mas nada semelhante a isso. Conversei com médicos e todos me disseram várias possíveis causas. Tenho hipotiroidismo e estava achando que tinha tido uma alteração do quadro, mas não, estava tudo normal. Outras causas também foram descartadas até que um dia, assistindo a um dos programa na Globo News, meu marido ouvia um médico relatando causas de queda de cabelo, quando ele disse o seguinte: "Estamos também percebendo uma queda intensa de cabelo em pessoas que tiveram dengue, sempre depois de 3 a 4 meses após a doença". E ele me chamou para assistir, voltou a 'fita' (Sky HD) e eu ouvi com meus próprios ouvidinhos, rs. Eu tive dengue (da clássica que me deixou super debilitada umas 3 semanas).  E minha queda de cabelo começou exatamente 3 meses após a doença!
Foi um grande alívio! Coincidência foi também assistir isso um dia antes de ir a um bom dermatologista que me indicaram aqui em Ipatinga (a consulta estava marcada há mais de 3 semanas). Sentei na cadeira da sala dele já com meu diagnóstico: queda intensa de cabelo pós dengue. E, sendo assim, em pouco tempo tudo voltaria ao normal, concordou o médico. Já faz uma semana que a queda diminuiu demais e acho que em mais uma ela cessa. Esse foi meu caso e talvez meu relato possa ajudar mais pessoas. É desesperador não ter ideia do porquê que de uma hora pra outra, os cabelos começam a cair sem parecer que terá um fim.



Espero, sinceramente, que isso possa ajudar quem esteja passando por isso pelo mesmo motivo que eu. Minha cabeça já está cheia de 'penugem' (começam a nascer novos fios de novo), ou seja, tudo está mesmo voltando ao normal (depois de 2 meses de queda intensa, mas voltando ao normal).



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De qual lado você dorme?










Outro dia em uma reportagem da tv, disseram que dormir do lado direito estimula o sono e que dormir do lado esquerdo estimula a atividade cerebral. Isso realmente me fez parar pra pensar no meu sono. Isso porque só consigo dormir do lado esquerdo e, não sei se coincidentemente, infelizmente meu sono nunca foi tranquilo. Sempre acordo umas 4 vezes por noite, tenho sonhos atrás de sonhos e lembro-me de todos (na maioria pesadelos, af!)... e isso não é muito normal, né? Nunca achei que fosse, mas como sou assim desde que me entendo por gente, me acostumei.




Mas agora, por essa reportagem que assisti, vou me esforçar mais a dormir do lado direito e, quem sabe assim, terei noites mais normais... quem sabe?








Sabemos que dormir de lado é a melhor posição (seja ela do lado esquerdo ou direito), portanto, já estou em vantagem. De lado, nossas vias aéreas ficam desobistruídas e consequentemente proporciona mais conforto para o sono. Mas há tantas diferenças de pessoa pra pessoa, que essas lógicas parecem até desumanas, rs.

Há estudos que dizem que dormir do lado direito agrava a azia (dizem que essa posição libera mais ácidos)... (Aí eu me pergunto: será que se eu trocar o lado esquerdo pelo direito vou começar a ter azias, mas noites mais tranquilas? Uma coisa não condiz com a outra!). E ainda tem a recomendação para grávidas dormirem do lado esquerdo para não comprimirem a veia cava (que fica do lado direito), facilitando assim a circulação.

Afinal, descobri que cada estudo diz uma coisa e o melhor é testar o melhor pra gente... acho que vou tentar o lado direito, afinal, fazendo as contas aqui, talvez azia não seja assim tão mal quanto noites mal dormidas, rs. O que você acha?

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Sobre blogar, sobre e-mails educados e alguns adesivos de parede - Kerotudo!

Já contei que blogar pra mim começou como um projeto do tipo 'ocupando meu tempo livre com o que mais gosto de fazer'? E o que mais gosto em termos de hobby na maioria das vezes é, definitivamente, escrever. Mas como poderia eu gostar de escrever se só isso eu fizesse? Sobre o que eu escreveria? Não sei. Escrever é o que mais gosto de fazer depois de fazer várias coisas que gosto. Acho que você me entende, afinal, me faz companhia aqui quase que diariamente, né? O ponto, porém, a que quero chegar é o seguinte: sou blogueira e encaro isso como profissão. Apesar de a minha renda ser ainda pequena e meu tráfego também diante de tantos blogueiros profissionalíssimos e interessantíssimos por aí, encaro essa minha atividade com bastante responsabilidade e vontade de agradar quem por aqui passa e se interessa em estar, se deixando encantar pelo conteúdo da página - seja ele um texto, uma imagem ou uma publicidade. Eu adoro me deixar encantar por vários cantinhos da blogosfera e da internet e, com isso, dou muito valor ao que exponho aqui. E é assim que continuarei. Com o tempo de caminhada que tenho já vi muita gente querendo se aproveitar do espaço, muita gente que não dá valor ao trabalho que qualquer bom blogueiro tem em escrever um texto, editar imagens, criar passos-a-passo, elaborar perguntas interessantes para uma entrevista, fotografar uma receita, um produto que quer recomendar, enfim! A internet hoje tem de tudo e assim como tem quem despreze você, tem também quem te dá um valor tremendo. A começar pelas empresas que alugam um espaço no cantinho de escrita da gente pra divulgar seus produtos. Assim como elas me dão valor, dou um valor enorme pra elas também. Se estão divulgando um produto que adoro no meu espaço é porque gostam dele e isso me enche de orgulho.

E entre vários e-mails de apresentação (release) de empresas ou produtos que recebo, a maioria ainda é, infelizmente, seca e com pretenções do tipo 'você gastará poucas horas para escrever a postagem, exigirá  isso e isso do seu leitor e ainda terá a sorte de falar do meu produto'. Nem me dou ao trabalho de responder a esses, rs. Mas em meio a tantos assim, eis que de vez em quando recebo um bom e-mail. E mais raramente ainda recebo um como o dessa loja on line chamada Kerotudo, que faz o sorriso da gente se abrir de alegria.

Vocês já devem ter reparado que aqui no dona perfeitinha as recomendações são, quase que sem exceção, de produtos que tenho ou que já usei ou de empresas que de alguma forma conheço seja como cliente direta ou indireta (por recomendação de amigos super queridos, por exemplo), mas eis que quando me encanto por algo novo, também quero dividir.

A Kerotudo me encantou. Primeiro com seu e-mail super elegante e simpático que a Ângela me enviou e segundo com toda sua variedade de produtos que vão desde botoms e camisetas à adesivos de parede com um diferencial super, hiper legal: o design, que é encantador. E como eu estou numa fase 'casa nova', os adesivos simplesmente tocaram meu coração e estão fazendo uma loucura com meus pensamentos que parecem repetir: eu KEROTUDO, rs. Só pra constar... essa não é uma postagem patrocinada... eu simplesmente achei que se eles se importam em escrever um e-mail tão elegante e simpático, com certeza tratam todos seus clientes da mesma forma. Estou pensando em comprar um adesivo pra minha casa nova, assim que tivermos pintado as paredes.

Olha alguns que gostei demais:

Esse acho que é meu preferido! E amei o tom da parede, gente! Amei!

Formiguinhas na cozinha só se for de adesivo! E esse é muito simpático...

E florzinhas na varanda podem ser de mentirinha mesmo já que assim temos flores o ano todo, né não?

Obs.: Essa postagem foi escrita e programada 3 dias atrás, mas ontem ao acessar um blog que adoro, o Chata de Galocha, da Luisa de BH, vi que ela também resolveu falar da Kerotudo e pelo que tudo indica, sua motivação foi a mesma que a minha: seu encantamento com o e-mail tão educado de apresentação da empresa deles. E isso só me fez ter mais certeza que eles sabem dar valor ao trabalho deles e ao dos blogueiros também. Obrigada.

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Uma semana difícil

Continuarei devendo postagem sobre o primeiro dia de aula da minha filha. Estou ainda refletindo um pouco sobre a semana passada para tentar chegar à alguma conclusão qualquer, porém positiva e que me traga um certo amadurecimento como esposa, como mãe, como filha e como mulher. Foi uma semana estressante.

Muitas coisas difícieis acontecendo ao mesmo tempo nos amadurece as forças ainda intocadas dentro da gente. E ao mesmo tempo levanta também questionamentos, revisões, que queria eu poder pulá-las nesses momentos. Apesar desse meu querer tão forte, por experiência já sei ser impossível. Tenho mesmo que lidar com esse meu ostracismo. Ostracismo ao medo que preciso evitar para só assim deixar que o medo venha e se vá.

Bons planos e boas vitórias se misturam às vezes com dificuldades inesperadas. Não sou eu uma mulher tão forte quanto gostaria e quando há angústia, preocupação e tristeza, tudo misturado, quase tenho um 'treco'. E treco poderá ser definido com qualquer intenção, desde que lembrem-se que por sorte nunca o conheci verdadeiramente.

Foi assim. Depois de um ótimo sábado, com passeios e amigos em casa, recebi a notícia de que minha vó, mãe do meu pai, havia falecido. A passagem sempre me assustará, é algo difícil de lidar porque a existência perde seu sentido. E por mais que digam que isso é só para os ocidentais, não acredito, pois tenho minhas esperanças nas boas crenças, principalmente das que focam em continuidade.  E ainda assim me pego cheia de questionamentos e tristezas com a partida dela e com a de meus avós maternos, há 7 anos. Não há como não relembrar e misturar tudo. Não fosse meu marido ter se levantado mal nesse dia e não ter condição alguma de dirigir, teríamos encarado as quase 4 horas de estrada para ficarmos ao lado do meu pai nesse momento. E não fosse pela minha inquietude em deixar sozinho meu marido e minha filha, teria ido de carona com minhas visitas que de lá eram. Dou graças à Deus que fiquei, pois a noite de domingo foi bem difícil. Meu marido teve febre alta que não baixava com remédios. Foram necessários banhos gelados, mas não adiantou muito. Chegou a segunda-feira e era o primeiro dia de aula de Sofia. Meu marido, mesmo bastante febril, foi trabalhar, pois "é preciso". E aí que é difícil dizer que preocupação me corroeu mais. Se minha filha na escola e minha primeira tarde solitária ou se meu marido passando mal. Quanto à minha filha, sabia que ela estava feliz (depois farei postagem contando como foi saudável mais esse 'desmame'), quanto a meu marido, a agonia tomava conta de mim.

E, de novo, agradeci a Deus por termos aqui bons amigos. Um deles acompanhou meu marido à noite ao pronto socorro, mas de novo, nem mesmo o médico ou os exames apontaram o porquê da febre e o corpo dolorido. Isso só soubemos dois dias depois, quando ele acordou com bolhas de água por todo o corpo e rosto. Era catapora. Na verdade, é catapora.

Aproveito o fato, pro alerta: 90% da população adulta é imune à catapora. 10%, em cujo percentual estava meu marido, não é. Os sintomas em adulto são terríveis e por causa das possíveis evoluções do vírus é considerada uma doença grave. Mas há vacina e toda criança a partir de 1 ano e principalmente adultos que nunca tiveram catapora deveriam se vacinar. 

Minha filha foi vacinada, mas mesmo a vacina não é 100% eficaz. Ela foi vacinada, mas 'pegou' catapora. Isso, porém, só soubemos depois do diagnóstico de catapora em meu marido. Foi aí que lembramos das tais bolhinhas de água que apareceram na barriguinha dela há algumas semanas e que secaram rapidinho. Ele pegou dela, rs, mas com uma diferença incrível de sintomas. Mas "companheiro é companheiro"... Acho que essa frase define bem nossa família, afinal. Quem quiser saber mais da catapora (varicela), clica aqui neste ótimo artigo: http://www.cives.ufrj.br/informacao/varicela/var-iv.html

E como companheiros que somos aqui em casa, tive que encarar dirigir sozinha nossa ida (e também volta de lá no domingo) à terrinha da gente no dia em que a catapora deu as caras. O atendimento médico por lá é bem mais fácil pra gente, já que temos meu pai e um grande amigo nosso. Por aqui ainda não conhecemos ninguém e somos 'barrados' pela agenda ou pela secretária de todos. Urgência só na fila do pronto socorro. mesmo. A questão é que nunca tinha dirigido distância tão grande sozinha e afinal foi bom encarar isso e ver que foi tranquilo tanto a ida quanto a volta.

E tudo está querendo voltar ao normal agora. Voltamos pra casa, meu marido continua por prescrição médica de repouso. Nossa filha voltou feliz à escola, depois de faltar 3 dias consecutivos. E eu estou nessa confusão de reflexão. No final das contas, sei que amadureci um monte em apenas uma semana, mas ainda tenho que lidar com algumas questões internas. Mas quem não tem, né?

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Mais uma no supermercado...


Cada dia mais tenho dó de quem não tem firmeza, segurança e clareza pra não ser passado pra trás. Algumas empresas querem o lucro a qualquer preço. Enganar e ludibriar é um deles.

Gosto de alguns nomes de supermercados que sempre se prontificam a corrigir um erro que está causando algum prejuízo ao cliente, mas nem todos tem atitudes corretas. Coitados daqueles que sempre dizem 'deixa pra lá então'. Sinto dó porque eles pagam mais caro e acomodam-se enriquecendo os bolsos de quem não está nem aí pro cliente a quem 'teoricamente' deveria atender com o melhor dos sorrisos.

Essa semana, comprando azeite no supermercado, percebemos uma marca que gostamos com um preço ótimo. Pegamos dois. Mas como estamos acostumados com atitudes pouco corretas desse tal supermercado, fomos ao leitor de código de barras conferir. E o preço no leitor estava o que consideraríamos o preço normal do tal azeite. Mas na plaquinha abaixo do produto dizia outro valor, cerca de 20% mais barato. Levamos a plaquinha junto, claro!

No caixa já avisamos que o preço anunciado não condizia com o do leitor do código e foi chamada uma responsável por isso. Ela conferiu o nome e o código do produto na plaquinha e nos disse que estava correto e que o valor seria abatido no final da compra. Até aí tudo bem, até que, na hora de pagar... veio outra moça se dizendo a verdadeira responsável e querendo nos convencer de que outro azeite era o azeite a que a plaquinha se referia, ou seja, queria nos convencer que gato latia. Engraçado? São nessas horas que morro de dó de pessoas mais simples que com medo de arrumar confusão ou por falta de segurança são convencidos a levar o produto mais caro. Ela tinha um azeite em mãos com um nome completamente diferente do nome que constava na plaquinha de preço e afirmava categoricamente que o preço não era do nosso azeite com o mesmo nome da plaquinha, mas daquele nas mãos dela. Incrível? Inacreditável... Mas não é de hoje que estamos acostumados a passar por situações assim e até que somos rápidos pra resolver esses problemas. Mas e quem não é? Como fica?

Você tem costume de reclamar por erros desse tipo ou simplesmente deixa de levar o produto ou o leva mais caro assim mesmo? Acho que aos poucos e com as experiências pelas quais vamos passando, acabamos aprendendo sobre as maldades de algumas empresas.


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Um 'reencontro' após 10 anos

Ontem, após 10 anos sem vê-los, os 'reencontrei'. Esse reencontro, porém, não teve olho no olho, não teve abraço, não teve o perfume da casa, não teve muitas coisas que gostamos de ter quando gostamos da companhia de alguém. Mas foi especial assim mesmo. Nossa! Quanto tempo! 10 anos. Ten years if i was say in their language. E isso foi a internet quem me presenteou. Essa maravilhosa internet que há bastante tempo nos permite encontrar quem está longe, ouvir e ver a pessoa em tempo real mesmo que oceanos e terras demais nos separem. Não sei o porquê de ter levado tanto tempo sem usar o Skype para vê-los. Acho que tudo acontece na hora certa, afinal. Apresentei a eles minha filha e tivemos um desses momentos mágicos, sabem? Pude ver de novo duas pessoas muito especiais que me ajudaram demais num certo momento da minha vida. Eu que normalmente tenho mil palavras para descrever tudo, hoje não sei quais usar para descrever esse reencontro.

Foi especial e isso é tudo que posso dizer agora. Uma boa surpresa, acredito que para todos nós. Eu, porém, fiquei com muitas perguntas sem fazer. Mas agora, acredito que  poderei sempre  chamá-los a conversar, sempre que der, tiver uma dúvida, ideia, sei lá, como se eles morassem na minha cidade e eu precisasse telefonar.

Incrível como a divisão do tempo em minha vida é tão  certinha, rs. Voltei da companhia desses dois queridos, e poucos dias depois encontrei meu marido que virou minha base, meu grande companheiro de aprendizados como é até hoje. 10 anos. Sobre esse tempo há muito o que falar mesmo que a carinha  continue a mesma (o que não é assim uma grande verdade no meu caso, mas é bom ouvir de outros que sim). No caso desses dois, porém, me surpreendi. Realmente eles continuam iguaizinhos. 10 anos a mais não representaram na face quase nada pra eles. Talvez porque agora, já aposentados, possam viajar pra onde querem, curtir a única filha e agora a nova netinha, isso rejuvenesce, muitos dizem. A verdade é que o tempo faz bem pra gente.  E uma grande verdade nesse momento é que apesar do tempo passar, pessoas que gostamos e que gostam da gente vão ser queridas sempre. Revê-los 10 anos depois foi emocionante, mas ao mesmo tempo parecia uma emoção  familiar, como se ontem mesmo eu tivesse me despedido, entendem? Por isso é mágico.

Eu morei com eles durante parte do tempo em que vivi na Nova Zelândia. Eram eles, eu e os gatos. Sua filha já vivia em outra cidade. Eles me adotaram, como de verdade fosse! Deles recebi uma atenção nova, desconhecida até então, daquelas de grande interesse. Tanto que foram eles que nessa conversa mais perguntaram, super interessados ainda em mim. Imagine! De poucas pessoas já tive tanta atenção na vida, e eles são alguns deles. Conversávamos muito. 'Brigávamos' pelo controle da tv. Eles me contavam piadas sobre os ingleses e se orgulhavam de como a polícia deles é mais honesta que a nossa. Ela me fazia me sentir num hotel e em casa, tudo ao mesmo tempo, ele fazia gozações sobre tudo e eu me sentia bem alí. A casa deles, tão peculiar, tão lindinha e tão a cara deles e do estilo de construções de lá. Aconchegante e familiar. Só de rever os móveis pela telinha do computador, pude recordar. Saudade boa, afinal. Como tudo que faz bem pra gente, queremos normalmente dividir com quem amamos, sempre tive vontade de visitá-los, agora com meu marido e nossa filha. Quem sabe um dia? Eles que agora viajam sempre, disseram vir nos visitar. 30 horas de voo não é brincadeira, é coisa a se planejar. E quando vierem, teremos que tirar férias para passear um pouco, ser boas companhias e lhes mostrar um pouquinho do nosso jeito diferente de acordar e dormir os dias e de curtir as belezas que tanto bem fazem a quem aqui nasceu e a quem aqui veio só de passagem.


                                                                 


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Notícias

Amanhã tenho que fazer um bolo cor de rosa porque assim pediu minha pequena. Quero pôr morangos no recheio, vamos ver como sai. Nunca fiz bolo recheado com morangos, mas há sempre a primeira vez. Morangos, morangos, morangos. Gosto. Bastante. Minha preocupação é se Sofia vai gostar, afinal, o aniversário é dela. Bolo que já comeu, só de cenoura porque chegou numa fase em que ela só come o que conheceu até uns 2 anos e meio de idade e desde então não experimenta mais nada de novo. Daqui a pouco, acredito, ela volta a ter mais curiosidade. Mas acho que o bolo sendo cor de rosa por fora vai despertar a vontade dessa pequenucha que tá ficando cada dia mais danadinha. E agora tem um tal de escolher roupa que nem a argumentação mais convincente do mundo consegue esquivá-la de uma combinação errada. A sorte é que ela também cisma que faz parte da roupa de todo dia a tal saia rodada de balé. E aí fica toda menininha serelepe pelas ruas dando-me as mãos e respondendo às chamadas de 'bailarina' que ouvimos aos montes todos os dias. Passear é bom.

Ando apertada de afazeres bons que vem me impossibilitado editar as imagens de postagens boas que estão se acumulando. Mas pelo menos lá estão elas guardadas e ainda bem que coisas legais não faltam pra alegrar nossos dias, não é? E nesse tempo de SPFW, os blogs de moda das meninas mais it's da blogosfera estão bonbando. Admirável o trabalho de muitas dessas meninas. Tem uma porção de links na lateral.

Cada dia mais me surpreendo com os recadinhos do dona perfeitinha. Com essa troca de ideias, opiniões e informações que rola por aqui. Gosto demais disso. E agradeço. Se tiver algum caso pra dividir, ideias pra dar, enfim, tudo que tiver a ver com qualquer assunto rolando, acho super legal me deixarem recadinho. Às vezes demoro uns diazinhos pra responder, comentar, mas é porque tem semanas que não entro todo dia, deixo postagens programadas, mas o bate bola sempre vem, e, o mais legal é que vem também entre comentários de vocês. Adoro isso! Obrigada.

Desde segunda tô com meu braço esquerdo quase imobilizado de dor. Arrumei uma luxação daquelas! E com filha pequena não posso acreditar que a causa foi carregar um butijão de gás vazio! Mas parece que carreguei na pressa de mal jeito e no dia seguinte lá estava eu, chata, resmungona, lágrimas de dor por qualquer movimento prejudicial. Pai médico e cunhado fisioterapeuta chegam pra passar o final de semana e, portanto, espero que me ajudem com isso. Por favor! Odeio hospital e odeio raio X, essa é a questão.

Dia dos namorados tá aí e não podemos deixar de sorrir. O que importa, afinal, é engrandecer o momento, e isso cada casal tem seu jeito, espero! E aos papais de plantão, sábado também é dia de levar as crianças pra tomar gotinha. Olha eu dando uma de orientadora aqui! Quem me viu, quem me vê, rs.


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Mulheres, mulheres, profissionais, donas de casa. Mães.


Tanto vemos, tanto lemos, tanto conversamos e tanto escrevemos sobre as diferenças entre nós mulheres de hoje e nossas mães, avós, bisavós etc. Sabemos da importância da ciência e da tecnologia na história de conquistas das mulheres na sociedade, mas sentimos isso? Nós mulheres de hoje, sentimos as mudanças e a pressão delas em nossos ombros? E respeitamos aquelas que não se encaixam no perfil de modelo da mulher moderna?

Lembro-me de que minha avó ganhou sua máquina de lavar dos filhos já crescidos. E isso foi há muito pouco tempo atrás... menos de 20 anos atrás. Presenciei a revolução que isso causou na vida da minha avó, já com 7 netos àquela época. Íamos sempre nos finais de semana para sua casa e em alguns sábados, além das atividades de cozinhar, lavar, arrumar a casa, minha avó "tirava" o dia para lavar roupa! Já ouviu falar disso? Ela "tirava" o dia. Já tinha um tanquinho antes da máquina, mas passava o dia lá na área dela, torcendo, pendurando, esfregando, escovando roupas, toalhas, sapatos, tudo. Quando ganhou sua máquina de lavar, sobrou tempo pra brincar com os netos, pra tirar cochilos em frente à TV, enfim... ficou com tempo livre de obrigações. Que eu saiba, minha avó nunca trabalhou fora e, na época em que ela teve filhos, a média de filhos por mulher no Brasil era de 6,7... isso foi em 1960. Minha avó teve 6 filhos. Quando minha mãe teve filhos, na década de 80, essa média já era bem menor. Mas minha mãe trabalhava o dia inteiro fora de casa. E eu e meu irmão fomos muito cedo pra escola. E ficávamos com a babá o resto do dia. Não tenho lembranças de rotina com meus pais. Só quando em viagens ou nos finais de semana na casa dos meus avós. Hoje, tenho uma filha e quero ter mais filhos, mas sabem qual é a média de filhos por mulher no Brasil neste ano de 2010? É 1,7. Isso é reflexo de muita coisa: casamentos relâmpagos, casamentos mais tardios, mulheres com trabalhos e salários equiparados com os dos homens, entre outras coisas, já que as vontades, os sonhos e os planos, principalmente das mulheres mudaram muito ao longo da história.

Sabe por que penso muito sobre esse assunto? Porque embora eu viva nesse momento da história, que goste desse reconhecimento conquistado, hoje sofro um pouquinho com preconceitos. Preconceitos retrógrados por não trabalhar fora, por não ter babá, por querer tirar as manchas das roupas eu mesma e não deixar pra funcionária, por não ir ao salão de beleza rotineiramente, por não querer colocar minha filha na escola tão cedo, por ir brincar com minha filha na pracinha todas as manhãs. Isso, dizem, não é coisa de mulher dos dias de hoje. E talvez não seja mesmo, tanto que na pracinha, por exemplo, só há crianças e babás. Filhos de outras mães com mães de outros filhos, ou seja, enquanto as mães das crianças da pracinha trabalham, as babás trabalham cuidando dos filhos delas, enquanto seus próprios filhos estão em casa também com outra mulher. Praticamente todas as mulheres de hoje trabalham fora ou mesmo que não trabalhem, tem babás para cuidar de seus filhos.

O perfil da mulher moderna tão almejado hoje é estudar o máximo que puder, conciliando trabalho pra crescer rápido na carreira, ter um ótimo salário e enfim, casar-se, mesmo que seja um tipo de casamento descartável, afinal, sonho de casamento até a mulher moderna tem. Mas como os costumes e as vontades são bem diferentes, casamento já não é mais uma coisa vista por todas como 'pra vida toda', ou como prioridade, como antigamente. Ser mãe então, já não é sonho pra muitas mulheres, mas o engraçado é que os homens continuam querendo ser pais quase como regra. Eu acho lindo o perfil independente da mulher moderna, mulher segura, determinada, e acho fascinante a ideia de seguir carreira de sucesso, mas no meu caso, e a gente tem que entender o que nos faz  mais feliz, priorizo outros sonhos e não ligo muito de destoar da maioria das minhas amigas.

Na pracinha, onde vou todos os dias com Sofia, nunca encontrei nenhuma das mães das crianças com quem brincamos por lá. Sei seus nomes, profissões e até mais do que eu gostaria, já que ouço as babás contarem. Mas nem aos sábados ou domingos há mães por lá. São sempre só babás. E eu... a única mãe. Dá pra escrever um livro só com os casos que ouvi e presenciei nesses 4 meses em que frequentamos a mesma pracinha. E tem casos bons e casos ruins. Mas os ruins são sempre uma dor pro meu coração de mãe que tem conhecido o outro lado da moedinha de se ter uma babá. Me perguntam porque estudei tanto, faculdade, MBA, pós... se não quero trabalhar fora. Não querer trabalhar fora não quer dizer que não gosto de trabalhar ou que não trabalho. Eu gosto e trabalho. E nesse ponto sou mulher moderna mesmo. Gosto de me sentir aprendendo e produzindo. E tenho muita coisa pra trilhar ainda, mas de uma forma um pouquinho diferente das das minhas amigas que tanto admiro pela força e pela rotina de trabalho longe da família. Admiro porque elas não sofrem. Eu sofreria. Os trabalhos que me realizam nunca serão tão brilhantes, mas afinal, o que importa na vida? Ter que pagar as contas, com certeza, mas acho que vai um pouquinho além disso pra mim e não me importo nem um pouquinho de me parecer mais com a geração da minha avó do que com a minha. Porque é assim que vivo mais feliz.


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Hipotiroidismo: eu tenho.

Ter hipotiroidismo é saber que minha glândula da tireóide não produz a quantidade de hormônio tireoidiano que meu corpo precisa. E depois que fui diagnosticada, um único comprimido por dia supre essa falta de hormônio e é como se eu não tivesse doença qualquer. No meu caso, a doença que causa o hipotiroidismo é a Tiroidite de Hashimoto (mas a origem pode ser outra), uma doença autoimune que faz com que os meus anticorpos que deveriam defender o meu corpo, lutem contra as células da minha tireóide. Mas tomando o hormônio diariamente e fazendo acompanhamento rotineiro por exame de sangue para manter a dose necessária, a qualidade de vida é igual a de qualquer pessoa sem o problema.


Minha intenção em falar do hipotiroidismo, mesmo que da forma mais leiga da minha compreenção, é alertar sobre os sintomas da doença, porque eles são sintomas que afetam nossa qualidade de vida e nem sempre são devidamente diagnosticados. Dizem que no Brasil são 5 milhões de pessoas com hipotiroidismo e que a maioria não sabe. Àbaixo alguns sintomas (informações abaixo retiradas desse site) que podem significar que sua tireóide não está trabalhando direito:


• Cansaço;
• Depressão;
• Pele ressecada;
• Cabelos ásperos;
• Unhas quebradiças;
• Constipação intestinal (prisão de ventre);
• Anemia;
• Fadiga;
• Perda de apetite;
• Aumento de peso;
• Períodos de menstruação irregular ou ausente;
• Tornozelos e rostos inchados;
• Colesterol elevado;
• Às vezes, pressão baixa.


No meu caso, o hipotiroidismo foi uma evolução do hipertiroidismo que desenvolvi com a gravidez, mas pode acontecer principalmente para pessoas com as seguintes características:

• Mulheres, especialmente acima dos 40 anos;
• Homens acima dos 65 anos;
• Mulheres em período pós-parto (06 meses após o parto);
• Pessoas que já tiveram doenças de tiróide anteriormente;
• Pessoas com história familiar de doenças auto-imunes da tiróide (Tireoidite de Hashimoto);
• Pessoas que apresentem outras doenças auto-imunes como: Diabetes Tipo I, Lúpus e Artrite Reumatóide;
• Pessoas tratadas anteriormente de hipertiroidismo;
• Pessoas que estiverem em tratamento de radioterapia de cabeça e pescoço;
• Pessoas em uso de lítio ou amiodarona.


Portanto, minha intenção com essa postagem foi alertar e contar que tendo esse probleminha e cuidando é como se não tivesse. Vida normal, ok?


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Quando cortamos cabelo

Eu fiquei super sem chão quando cheguei de franja e minha filha começou a chorar, dizendo: "eu quero que você corta o cabelo grande, mamãe... assim tá feio". E ela pegava minha franja e jogava pra  trás, pois levou um susto com a mudança. Eu fiquei sem chão por ter tomado uma decisão que me agradou, mas assustou minha filha... mas aí passei 10 minutos com ela no meu colo e ela já me disse, olhando bem nos meus olhos: "Mamãe, você tá linda! Eu 'gostchei' da franjinha. Igual de Sofia!". Aí meu coração voltou a sorrir. Não adianta você está feliz com uma coisa e aqueles que ama não. No caso de um corte de cabelo, são eles que vão ter que te olhar o tempo todo e não você mesmo. E eu por mais que concorde com certas afirmações do tipo "você tem que estar bem consigo mesmo" e "não importa o que os outros digam", eu sempre vou me preocupar com com opiniões sensatas, principalmente com as mais importantes pra mim que são as do meu marido e da nossa filha . Pois a minha vida são eles. Agora já se passou mais de uma semanda desde que cortei a franja e já me parece que sempre a tive. Meu marido achou lindo e Sofia passou a pentear meus cabelos ainda mais vezes do que ela já penteava, então tô 100% feliz com o novo corte. Mas é claro que a mudança me trouxe duas surpresas que eu não esperava. Eu reparei que meus cabelos são mais escuros do que eu pensava - o que pode ter sido também um agravante pra Sofia se assustar. E, tendo ido à pracinha com minha filha, encontrei uma mulher me fez a rotineira pergunta: "você é novinha, né?". E no final da conversa, ao contar que tenho 27 (e agora já não posso mais responder que sou novinha porque pelo que ando percebendo, novinha quer dizer ter menos de 20!), ela disse que me dava 16! Sem franjinha me davam 18, 19. Tenho certo trauma disso, e sem intenção meio que agravei a situação, mas tudo bem, um dia eu cresço (será?!?!). Tem hora que acho que pensam que meu marido é um 'papa anjo'... rs.


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Hoje... por aqui...

Hoje cedo ficamos por conta de medir janelas e escolher tecidos. E o preço que esse senhor nos fez compensou toda a manhã gasta com isso. Ele já fez cortinas - na verdade, a mulher dele - pra vários conhecidos que o recomendaram pra gente. E eu que já estava assustada com os orçamentos anteriores e quase decidindo comprar pela internet, fiquei admirada com o preço justo e valorizado na medida certa do serviço. A diferença chegou a ser de 300% com os mesmos tecidos! Sinceramente... um absurdo! Em 15 dias teremos nossas cortinas instaladas. A do quarto da nossa princesa será branca e cor de rosa. Escolha dela! Estou empolgada com as escolhas.

Tenho um tanto de foto pra descarregar e mostrar pra vocês. Aos poucos vou trabalhando elas e postando. Tem cada ideia legal que estou colocando em prática que os assuntos decoração e feng shui vão aparecer mais por um bom tempo. Tenho que ir bater perna atrás de muitas coisinhas... puxadores novos pro gaveteiro do quarto de Sofia, tapetes pras portas de entrada... etc.

Quero dizer que já consegui responder os recadinhos no campo dos comentários, pelo menos aqueles aos quais precisava responder algo, tá? Já os recadinhos de ontem e hoje vão ficar pra amanhã, mas adorei cada um deles. Obrigada!

Pra quem ainda não conhecia minha antiga casinha amarelinha, depois coloco uma fotinha na postagem de mesmo nome, mas pra não passar mais um post sem imagem, um pouquinho do jardim dela:


Até...

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9 anos



Hoje, além de ser aniversário de 1 ano do dona perfeitinha, é meu aniversário de namoro. São 9 anos juntos. 9 anos de muita alegria devo dizer. Já somos casados, mas adoro nossa data de namoro. Foi um encontro marcado... não por nós, mas marcado! Lembro-me bem, como se ontem fosse, cada gesto, cada olhar, cada passo e palavras. Um dia especial esse. Um dia muito importante pra mim.


{Meu lindo, Obrigada por esses 9 anos juntos, por esses 9 anos tão lindos. Obrigada por ser assim, assim... tão você que tanto amo.}

(Pra eu me lembrar do primeiro dia, letra da música Frisson):

Meu coração pulou
Você chegou e me deixou assim
Com os pés fora do chão
Pensei, que bom
Parece enfim, acordei
Pra renovar meu ser
Faltava mesmo chegar você
Assim sem me avisar
E acelerar
Um coração que já bate pouco
De tanto procurar por outro
Anda cansado
Mas quando você está do lado
Fica louco de satisfação
Solidão nunca mais
Você caiu do céu
Um anjo lindo que apareceu
Com olhos de cristal
Enfeitiçou
Eu nunca vi nada igual
De repente você surgiu na minha frente
Luz cintilante
Estrela em forma de gente
Invasora do planeta, amor
Você me conquistou
Me olha, me toca
Me faz sentir
Que é hora, agora
Da gente ir

*A imagem dessa postagem é uma ilustração de Kurt Halsen Frederiksen. Ele faz ilustrações lindas, super românticas que adoro. Conheci o trabalho dele através da amiga blogueira Ju Clorado - que inclusive usa uma de suas ilustrações em seu lindo blog sobre casamentos Detalhe de nós dois.

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27... que idade é essa?



 Oi... Final de ano é uma loucura pra mim. Loucura num boníssimo sentido, já que é festa aqui, alí, acolá. Adoro reunir com a família, voltar à minha terrinha natal e rever grandes amigos. E hoje é meu aniversário. Tô fazendo 27 e vou tentar descobrir que idade é essa. Todo ano faço isso e não descubro nem de longe... é só um número? Só sei que já tive problemas com a idade. Idade menor, cara de maior e o de sempre... idade maior, cara de menor. Já falei que tinha tal idade e na verdade era outra - o problema é que teimei, teimei e teimei - tinha me esquecido do aniversário. Aniversários passei na maioria das vezes na estrada. Esse dia é de volta pra casa ou de caminho da praia... Hoje em dia passo fujida ou faço umas chamadas... Tenho amigos queridos que sempre vieram, mas hoje ainda não sei como será... Talvez um almoço numa churrascaria que eu e meu marido já tornamos tradição e que minha filha já adora frequentar ou mesmo ficar em casa, fazer uns petit gâteaus e rir até de madrugada...

Quando eu descobrir que idade é 27 pode deixar que eu conto, tá?



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Hoje é Natal!




Natal é uma marca no ano pra mim. Tem vez que acho que demora, tem vez que acho que chega rápido demais, mas sei que vem no tempo certinho... já tive 26 natais, seriam 27 se tivesse nascido um dia antes (meu aniversário é amanhã). Meus Natais de hoje são bem diferentes dos de 'ontem'... meus avós anfitriões se foram há 6 anos. Ela adorava o Natal e sempre fazia meu aniversário e da minha prima (do dia 23) no mesmo dia em sua casa. Ela era festeira e tenho pra mim que continua cuidando pra que tudo corra bonito aqui em baixo como era nos tempos dela. Ela não me viu casar e não conheceu minha filha, mas sei que vibra de alegria lá em cima por ver que construí uma família alegre e com muito amor. Ela tinha um carinho todo especial por meu marido... Ela me fez uma neta feliz demais!

Natal pra mim é minha avó Dorinha... não tem jeito. Ela está presente sempre, mesmo sem estar, entendem? Isso me deixa feliz... me faz bem pensar no sorriso dela.

"O Natal é um tempo de benevolência, perdão, generosidade e alegria. A única época que conheço, no calendário do ano, em que homens e mulheres parecem, de comum acordo, abrir livremente seus corações." (Charles Dickens)

"São nos pequenos gestos e atitudes do nosso dia a dia que devemos proporcionar o mínimo de alegria e compreensão a todos que nos cercam. Que o espírito natalino encha os nossos corações. Feliz Natal!" (Fernando Waki)

"Sugestões de presente para o Natal: Para seu inimigo, perdão. Para um oponente, tolerância. Para um amigo, seu coração. Para um cliente, serviço. Para tudo, caridade. Para toda criança, um exemplo bom. Para você, respeito." (Oren Arnold)




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Hoje à noite tem ceia com a família




Hoje é dia de CEIAR com a família. Adoro o clima de amor e alegria que nos envolvem nesse dia. E Papai Noel pra mim tem um ar mágico que equilibra as energias. Papai Noel não precisa dar presente. Só por ele EXISTIR já é uma alegria. Já se cativou com os sorrisos de crianças recebendo o bom velhinho? A minha filha tem medo, mas adora Papai Noel, uma coisa contraditória, mas justificada. Porque Papai Noel é magia, não pode parecer com gente. No shopping quer vê-lo, mas prefere o boneco de louça. Já sabe que a brincadeira é divertida e aprende que papai lhe dá presente que Papai Noel mandou. O Santa brasileiro é o papai mesmo e a criança nem precisa de muitas peças pra montar o quebra cabeça. Mas a criança precisa da magia que eu sempre gostei, apesar de saber... Colocava lá meu sapatinho na esperança de ganhar um presentinho. Só me decepcionei num ano quando ganhei calcinha e meia porque as coisas estavam difíceis pra papai noel, disseram. Queria tanto que o que hoje meu marido e eu podemos dar à nossa filha todos os papais noéis por aí pudessem dar também aos seus, mas o que importa é encontrar um sorriso e esse quero ver em todos os rostos, quero ver a alegria e é isso que desejo pra vocês... Muito amor nesse dia.



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Por hoje só 5 coisas...

A Nathália contou 5 coisas sobre si que quase ninguém sabe e eu adorei. E como estou vivendo balanços, resolvi contar também 5 coisas sobre mim que estão longe de ser 'perfeitinhas' (e se fosse fazer uma lista ilimitada seria bem comprida).

- Eu não sou uma pessoa calma como a maioria pensa. Sou bem agitada, nervosinha por coisas que saíram da linha do 'planejado'. Só acalmo mesmo depois que dei conta de tudo... e eu disse TUDO! Já foram muitas madrugadas adentro trabalhando, arrumando a casa ou escrevendo.

- Assumo meu lado cara fechada quando alguém liga pra minha casa e quer saber quem fala e não se apresenta. Acho isso a coisa mais irritante da face da Terra! Tá bom... nem tanto! Mas me irrita à 'beça'.

- Adoro gastar comprando presentes pra quem eu gosto (principalmente pro meu marido e pra minha filha). Mas quando o assunto é consumir comigo mesma, tenho uma trava incrível que me causa muito sofrimento. É algo sobre o qual meu marido me ajuda bastante a superar. Mas já cheguei a chorar porque soube do preço de algo que compraram pra mim. É como se eu me sentisse culpada. Tinha vezes que saía pra comprar e voltava sem nada. Hoje ainda me bate um sofrimento, mas já sei as razões, já entendo os porquês e me permito até dizer: "Nossa! Gastamos demais comigo! E fiquei feliz!"


- Odeio passar cremes e passo só quando a consciência pesa. E sou a maior esquecida quando o assunto é protetor solar.

- Tenho muitos pesadelos. Todas as noites! E quando acordo passo cerca de 20 minutos só lembrando e ao mesmo tempo tentando esquecer dos sonhos. É contraditório, mas se não me esforço pra me lembrar de tudo, fico com aquele tipo de incômodo que me dá até enjoo. É como um ritual pra expulsar coisas ruins... Acha esquisito? E isso foi só um pouquinho de mim...





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A criança e o pisicológico





Quando criança, eu era uma verdadeira patricinha. Demasiadamente estressada com minha aparência. O que vestir? Que penteado fazer? Que meia usar? Uma coisa assim bem de mini-miss, acredito. Não sei de onde vinha tanto estresse, mas acredito que da minha insegurança, já que era uma garotinha muito tímida que morria de medo de dedo apontado. Tenho lembranças terríveis da época. Coisa como correr da escola até em casa olhando pro chão, achando que todos que por mim passavam percebiam o quanto eu era feia e riam disso. Mas hoje sei que fui uma criança bem bonita, miudinha, delicada.

Ouvi na TV esses dias sobre como muitas dificuldades que enfrentamos na vida adulta podem ter tido início lá na infância. E muito já li a respeito. Hoje, como mãe, me preocupo por demais com essa questão, principalmente porque carrego comigo uma luta incrível contra inseguranças oriundas da minha infância.

Minha preocupação com ser reprovada por todos tem muito a ver com o que ouvia e com comparações que faziam com o meu nome. Eu nunca era boa o suficiente e isso me tornou uma criança perfeccionista que chorava se qualquer coisinha saísse errado. Lembro-me que aos 10 anos, minha tia me fez uma trança enorme antes de eu ir pra escola. Ela se dedicou, levou um tempão e eu não gostei do resultado. Achei feio e fiquei muito nervosa. Esperei que ela saísse para o trabalho e desfiz todo o penteado.

À medida que fui crescendo, fui buscando entender certas razões para atitudes em mim que eu não gostava. E fui aprendendo a evitar situações que me desequilibre.


Ser adulto nos permite o auto conhecimento comparativo... pois temos uma história pra recordar, situações pra comparar, e melhor: a opção de fazer nós mesmos as escolhas. É por isso que me preocupo com carinho e faço com muito cuidado cada escolha que preciso fazer por minha filha. Eu tenho uma filha em parte igual e em parte bem diferente de mim. Eu e meu marido valorizamos isso, pois queremos que ela cresça com todos os bons sentimentos que sustentam um ser humano saudável e feliz - acho que qualquer pai quer isso, né? Mas estou falando aqui em agir, em estar atento às atitudes que são à ela destinados, em estar atento às reações dela, deixá-la agir e corrigir apenas o que tem que ser corrigido, mostrando e não impondo sem explicações. Perguntar, mostrar e explicar é fundamental.

Ah! Hoje sou uma pessoa bem mais feliz que fui quando criança. É ousado dizer isso, mas é uma grande verdade. Pra mim, em um certo ponto da história, me senti livre de certos pesos, livre de certos transtornos, livre pra agir como sempre quis, livre pra fazer as escolhas que hoje me deixam mais contentes. Quero isso pra minha filha, sempre! Quero que ela cresça entendendo que é importante, que suas opiniões nos interessam, que sua companhia é maravilhosa.



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Pronação dolorosa (ou luxação ligamentar) - um probleminha comum em crianças

Minha filha está com quase 2 anos e meio e já teve quatro episódios de pronação dolorosa. Esse problema é comum acontecer em crianças com até 4 anos, podendo acontecer também um pouco além dessa idade. - porque a formação óssea ainda não está completa. Pronação dolorosa é o deslocamento da cabeça do rádio (porção do rádio, osso do antebraço, que participa da articulação do cotovelo). Com esse deslocamento, ocorre uma luxação ligamentar e, no meu leigo entendimento,  o osso acaba encostanto num nervo e provocando uma grande dor no cotovelo que pode se refletir também no punho e ombro.



 Vou contar os episódios de pronação dolorosa que minha filha enfrentou:
 
O primeiro aconteceu quando tinha apenas 6 meses e brincava de rolar no tapetinho. Rolou em cima do braço esquerdo e alí, sobre ele, ficou parada, em prantos. Foi um susto enorme, já que até então não entendíamos o que tinha acontecido. Imaginávamos algo no pulso ou no ombro, até que a caminho do hospital e já ligando para uma amiga pediatra, ela nos adiantou que os sintomas pareciam de pronação dolorosa do cotovelo. No hospital, o ortopedista colocou o ossinho no lugar. O movimento de volta chama-se redução e apenas alguém especializado deve fazê-lo.

A segunda vez aconteceu quando eu puxei minha filha pelo braço quando, do nada, ela correu na direção da rua. Por isso hoje nos preocupamos bastante com esses movimentos de pegá-la pelos braços.

A terceira vez aconteceu quando ela mesma tentou subir no seu berço, pendurando-se pelos braços.

E a quarta vez foi nesse final de semana, em BH. Estávamos no shopping, num loja infantil. Meu marido vestia nela uma blusa e aconteceu de novo. Foi uma correria. Ela ficou 2 horas com o braço mobilizado até conseguirmos o médico certo no hospital certo que colocasse o ossinho no lugar. Até chorei de alívio, porque antes do ortopedista que soube fazer o movimento de redução, fomos atendidos por um estagiário super inseguro que não conseguiu voltar o ossinho pro lugar e ainda nos pediu um raio X. Como conhecemos o problema, queremos sempre um médico seguro que saiba o que está fazendo. Raios X são dispensáveis quando o médico sabe o que faz e sente o ossinho voltar pro lugar. E é incrível como segundos depois minha filha já se sente ótima e já está movimentando normalmente o braço, sorrindo e brincando.

Sintomas de que seu filho pode ter tido uma pronação dolorosa (é assim que acontece com minha filha):

- Algum movimento no braço provoca um pequeno estalo e a criança fica imóvel.
- Ela começa a chorar muito depois disso.
- Ela se acalma, mas fica amuadinha querendo colo e com o braço imobilizado.
- Se encostamos em seu punho ou mexemos um pouquinho seu braço, ela volta a chorar.


O que fazer:

- Ir imediatamente a um hospital com atendimento ortopédico pediártico de plantão.
- Se o médico desconfiar de pronação dolorosa (luxação ligamentar) fará um movimento de rotação com o braço da criança e sentirá que o ossinho voltou pro lugar.
- Se poucos minutos depois a criança já estiver movimentando normalmente o braço e já estiver no seu ânimo normal de novo, quer dizer que está bem e não é necessário tirar o raio X (falo isso porque tenho pavor de médicos inseguros que ficam pedindo raio X à toa - raio X se acumula no nosso organismo - eu mesmo tenho uma mancha num rim por causa de vários raios X que fiz na época em que passei por uma cirurgia quando criança - e se podemos evitar, evitamos!).

E é isso... Contei um pouco do que passamos com nossa filha quando isso acontece. E o mais difícil é achar um médico para fazer a redução. São horas até conseguirmos o atendimento. Em BH, nesse fim de semana, chegamos na casa da minha cunhada, onde estávamos hospedados, só depois da meia noite. O incidente aconteceu às 21h e só conseguimos atendimento às 23h30! E sempre que vemos nossa filha amuadinha com o braço esquerdo  imobilizado (com ela só aconteceu com o braço esquerdo), sentimos uma dor no coração que até choro de alívio quando ela volta a se sentir bem. E é como se nada tivesse acontecido porque volta a ser a mesma garotinha elétrica e sorridente que é.

Gente! Ontem não deu mesmo pra passar por aqui. Só hoje vou responder às perguntinhas que me fizeram, tá? Então, mais tarde, voltem aos comentários, por favor. Quem ainda não deixou sua frase da brincadeira da o.b., o quadrinho pra participar tá aqui na coluna direita agora.


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Um dia de sobrevivência na 'selva'

Vocês já foram deixados no meio de uma floresta e por lá tiveram que ficar 36 horas sem água, sem comida e nada além de um daqueles plásticos prateados que (dizem!) ajudam a manter a temperatura do corpo quando coberto por ele?




Eu já! Em uma floresta na Nova Zelândia. E não foi nada fácil...

A fome não deu tempo de chegar, mas a sede me fez, certa hora, tomar água de chuva empoçada no chão. E era tão pouca que era preciso pisar pra afundar a terra e com as mãos colher um pouco daquela água suja. Não foi horrível. Foi uma maravilha tomar aquela pouca quantidade de água, mesmo que terrosa, depois de horas e horas sem nenhuma gotinha. A garganta já ardia de seca.

O clima estava horrível, um vento cortante, um frio que doía os ossos. A noite foi a pior parte, já que levamos algumas horas construindo um abrigo que não conseguiu evitar todo o vento noturno do inverno da Nova Zelândia. O tal plástico prateado ajudava a consciência a me imaginar enrolada num edredom, mas como qualquer barulho estranho me distraía, o sonho era sempre interrompido. O melhor era conversar. No mesmo abrigo que eu, estavam outros 4 colegas, todos neozelandenses. Ninguém conseguia trocar mais de 4 palavras sem ter que parar e aquecer a garganta. O frio que passei foi o mais grave de todos e olha que já dormi em iglu!

Chegamos em nossas casas loucos por água e cama, a comida que ficasse pro outro dia. Mas no meu caso, que estava hospedada em casa de uma família emprestada, e estava sem as chaves porque o programa  de sobrevivência proibia que levássemos, cheguei e acabei dormindo nas escadas, de frente pra rua. Minhas roupas estavam tão sujas que acabei sendo confundida com um mendigo e acordada por pés aflitos.

Esse dia ficará pra sempre na memória porque foi um dia pra pensar em muitas coisas, principalmente naqueles que vivem situações parecidas por necessidade.

Nesse dia na floresta pude pôr em prática técnicas de sobrevivência que aprendi em livros como o melhor local e posição para construir um abrigo de acordo com a direção do vento, etc; a seguir o som da água em procura de um rio; seguir para o norte onde provavelmente ficava a cidade mais próxima; entre outras tantas técnicas que me ajudaram a cumprir a tarefa a que me dispus.

Esse dia serviu principalmente para ter mais noção de mim mesma e do meu próximo. A preocupar-me com minha felicidade e me interessar pela do outro. E, principalmente, a pensar, o que eu sou sem minha casa, sem minhas roupas, bolsas, sapatos, quem eu sou sem nada? Ah! Eu passei a respeitar muito essa pessoa, a gostar muito mais dela... Pra sobreviver hoje preciso apenas daqueles que amo e que me amam por perto.

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No caixa do supermercado...



Eu já contei que adoro ir ao supermercado. Sei que a maioria me acha louca porque (pelo que parece) a rotina de compras pra despensa não é lá muito divertida pra maioria não.

Mas pra mim que tenho a sorte da companhia divertida do meu marido e da nossa filha é divertido sim! Mas nem tudo, realmente, são flores...

Eu sou fã da Leda Nagle. Adoro como ela comanda seu programa (o Sem Censura) da TV Brasil todos os dias às 16h (com reprise às 00h00). E em um dos seus programas, ela me solta "O momento de passar os alimentos no caixa é pra mim um momento de estresse total" (mais ou menos essas palavras)... e bem sei como ela se sente porque sinto o mesmo!

Fico apavorada, preocupada e já cheguei a me irritar certa vez. Depois de eu ter passado horas selecionando as frutas e os legumes com o maior cuidado, durante o "passar no caixa" tenho que ficar atenta aos valores - porque vivem passando a perna no consumidor -, na esteira que tenho que organizar de forma que os pesados passem primeiro, e, por fim, redobrar a atenção sobre a pessoa que embala os produtos, especialmente minhas frutas, legumes e verduras.

Já me aconteceu:
Por diversas vezes, o embalador coloca água sanitária e pão juntos!
Por milhares de vezes, o embalador coloca meus tomates maduríssimos em baixo das batatas.
Por incontáveis vezes, o embalador pega meus papayas com os quais tive todo o cuidado até então e socá-os  dentro da sacola e ainda me faz o grande favor de colocar latinhas de milho verde sobre eles!

Ai, gente! Concordo com a Leda que o momento do caixa é de pura tensão. Então prefiro dispensar o empacotador e eu mesma fazer o serviço. É o melhor a se fazer no meu caso. Chego até a procurar e entrar na fila do caixa que não tem o serviço.

Será que eu sou normal?


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