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Como escrever corretamente no envelope (remetente e destinatário)

A primeira coisa: Você sabe qual é a frente do envelope?

Essa????
















Ou essa???

















Acertou quem pensou na primeira imagem. Aquela é a frente do envelope, já que é lá que estão as informações do destinatário, realmente relevantes para fazerem com que a carta chegue ao local correto. É lá que também será colado o selo de postagem. Então vamos aprender a forma correta de escrever os endereços no envelope?





*o bairro não é uma informação obrigatória, portanto constá-la é opcional (fui redundante, sorry!). Outra opção, principalmente para envelopes onde não se está claro qual a frente e qual o verso é escrever as palavras 'rementente:' e 'destinatário:' antes de suas respectivas informações, mas como disse anteriormente isso é opcional.



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Sobrescritando convites - gafes e as formas corretas de sobrescritar


Existe uma maneira formal e outra informal para sobrescrever convites. Ambas são corretas e só dependem do grau de afinidade entre os convidados e quem convida. É possível, inclusive, ter parte das sobrescrições formais e parte informais para convites de um mesmo evento, um casamento, por exemplo.
Apenas temos que atentar para o fato de que uma sobrescrição envolve todos os convidados e é mais forte que qualquer limite de 'convitinhos individuais' que encontra-se no interior. Dessa forma, se a quantidade de convitinhos não condiz com o que está escrito no envelope, isso pode ser uma grande gafe.



Exemplo de uma gafe na sobrescrição é escrever, por exemplo, Sr. Lázaro Junqueira e família (e esta ser marido, mulher e 4 filhos solteiros) e dentro haver apenas 3 convitinhos. Isso não pode. Se se quiser convidar apenas um dos filhos da família, basta escrever Sr. e Sra. Lázaro Junqueira e Eduardo Junqueira. Aí sim a sobrescrição estará correta, já que apenas 3 convites individuais serão entregues `aquela família.



Exemplos de sobrescrições informais:

Leandro e Cláudia (pessoas próximas)
Leandro Gonçalvez e Cláudia Menezes (casal de namorados ou que moram juntos, amigos de quem convida)
Júnior e Lia (apelidos por que são sempre chamados, de casal de amigos muito próximos)

Exemplos de sobrescrições formais:

- Sta. Carla Mazzeo (mulher solteira convidada) - pessoalmente acho o Sta. muito antiquado. Prefiro a sobrescrição, nesse caso, apenas com o nome, Carla Mazzeo.
- Sr. e Sra Lázaro Junqueira (Marido e mulher convidados)
- Sr. Lázaro Junqueira e Sra. (Marido e mulher convidados)
- Sr. e Sra. Lázaro Junqueira e Eduardo Junqueira (Marido, mulher e um dos filhos do casal)
- Sr. Luan Rodrigues e Sra. Camila Ferraz (casal casado ou não, com sobrenomes diferentes)
- Luan Rodrigues
  Camila Ferraz (forma utilizada para casal com sobrenomes diferentes ou para pessoas que moram na mesma casa - sejam irmãos ou amigos)

Exemplos com a palavra 'família' - todas as sobrescrições com a palavra família inclui todos os moradores da casa e filhos solteiros:

- Sr. Lázaro Junqueira e família ou apenas Lázaro Junqueira e família (ele, sua esposa e filhos solteiros são convidados)
Sra. Aparecida Maranhão e família ou apenas Aparecida Maranhão e família (para mulher que mora apenas com os filhos ou com os pais e os filhos, sendo ela a principal convidada, mas sendo todos da casa também convidados)



Obs.: A, À e Ao são palavras opcionais usadas em sobrescrições, de acordo com a palavra seguinte:
Exemplos:
A Carla Diaz
À Sra. Maria Andrade
Ao Sr. Gustavo Leão





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Como comer sushi segundo a tradição japonesa

Você gosta de sushi? E já parou pra pensar que esta 'iguaria' (para alguns) tem uma maneira correta de ser consumida? Outro dia, almoçando em um restaurante com amigos, minha amiga me disse: "Você sabia que não se pode molhar o arroz do sushi no shoyo?". E até aquele dia, eu não tinha dado qualquer atenção à forma tradicional de se comer sushi. Talvez porque tenha frequentado poucos realmente bons restaurantes japoneses, talvez porque nunca tenha ido ao Japão comer sushi, mas como isso tudo não é justificativa, a verdade é que aprendi a comer sushi como comem a maioria dos brasileiros, com pauzinhos (os hashis) e com muito molho shoyo.

Mas da mesma forma que pizzaiolos respeitados se ofendem com quem põe catchup em suas pizzas, aposto que muitos sushimen também se ofendem com o nosso abrasileirado jeito de comer sushi. Isso porque depois que soube pela Débora (oi, amiga!) que o shoyo escondia o sabor do tempero do arroz que tantos anos um sushiman levou estudando para aprender a fazê-lo tão bem, fui pesquisar e percebi que não sei comer sushi! E como brasileiro é brasileiro e comida japonesa virou moda por aqui, aposto que não sou minoria, rs. Mas quero aprender porque se um japonês vier à minha casa comer feijoada e resolver comê-la sem caldo, sem o bacon ou o paio, e com hashi, vou ficar chateada à beça e sentirei na pele o que faço com os sushis, coitados.

A partir de hoje, prometo dar mais atenção ao seu sabor e, quem sabe, conseguir desvendar o segredo do sabor tão apreciado do arroz do sushi. E que tal tentar também? Vamos conhecer as poucas, mas significativas regrinhas da tradicional forma japonesa de se comer sushi...


1 - Sushi é feito do tamanho exato de uma bocada, ou seja, mesmo nós meninas que gostamos de comer menores quantidades, um sushi é pra ser comido por inteiro (acho que essa todos nós já sabíamos, né?).

2 - Sushi, tradicionalmente, é comido com as mãos e não com hashis (mas acho que só encaro isso se for no Japão mesmo porque por aqui vai ficar chato, já que estamos no Brasil e a questão de comer com as mãos não é bem vista por quase ninguém). Eu vou continuar preferindo quebrar essa regrinha e usando os hashis. Mas quando os sushis são do tipo 'grande', como futomakis, esses devem MESMO ser comidos com as mãos, sem voltar ao prato, em várias mordidas - pois o hashi não consegue sustentar o sushi em pedaço.


3 - Dizem que a raiz forte não deve ser acrescentada ao sushi, já que, parece, o próprio sushiman já deve ter colocado o suficiente no tempero. Mas então por que os restaurante brasileiros no Brasil, sempre levam, junto ao prato, esse creminho verde? Essa eu não entendo. Mas quanto a não colocá-lo no shoyo, eu concordo, não pode, cada tempero é um tempero e, além disso o shoyo pode ficar nojento, não acham?

 


4 - Já o gengibre deve ser comido sozinho antes do sushi e durante a refeiçaõ, de vez em quando, já que limpa as papilas gustativas.




5 - Os hashis devem ser posicionados, quando não estão sendo usados, sobre seus suportes, chamados de 'oki'. Sempre paralelamente à você, sobre a mesa. Se houver prato, acima dele, também em paralelo. Mas se não houver o oki, dizem que deve se dobrar o papel dos hashis para apoiá-los, mas pessoalmente, acho que não há mal algum, aqui no Brasil, apoiá-los no prato. E em restaurantes mais importantes sempre haverá o oki, não acham? O papel que envolve o hashi não é higiênico e poucos de nós sabem fazer dobradura (ou origami), rs.



6 - E, finalmente, como usar o shoyo: todos os experts em sushis defendem que o shoyo salga demais o sushi e esconde o sabor do tempero do arroz. Não devemos molhar o lado do arroz, só o do peixe e, para isso, basta uma rotação lateral dos hashis para encostar o peixe, de forma delicada, sobre o shoyo. Quando o sushi é o tradicional redondinho, este não deve ser molhado no shoyo, principalmente se já tiver sobre ele um tempero próprio, especial.



 
7 - E como regra pouca é bobagem, o mais inédito pra mim: como comer! O sushi deve ser levado à boca de cabeça pra baixo, de forma que seja o peixe a encostar na lingua, pois ele é o 'personagem' principal do sushi e seu sabor deve ser valorizado.



Até que é perfeitamente razoável e justificável cada uma das regrinhas de etiqueta para se comer sushi, não acham? Já que estamos comendo um alimento culturalmente diferente do nosso, acho super plausível procurarmos seguir as tradições, mas também há ambientes e ambientes, não acham? E parece que é mais barato comer sushi no Brasil porque no Japão ele é tão cultuado que é estrelinha e não é comida de todo dia não. Parece que um prato com 20 sushis num bom restaurante por lá custa em média 350 dólares ou quase 600 reais! Acho que vou preferir comer no restaurante da esquina mesmo... pelo menos, por enquanto, rs.


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Qual a quantidade certa para servir os copos de cada tipo de vinho?





Eu adoro atos de 'servir' e isso inclui todo o ritual dos vinhos porque é agradável de ver, de sentir o aroma e principalmente de sentir o sabor deles. E, claro, tudo depende de bons copos. Copos de vinho pra se ter em casa não podem ser de vidro e muito menos coloridos. Vinho é pra ser tomado em cristal transparente porque se não for, perde a graça (olha a chata exigente, rs!). A delicadeza do cristal e a transparência do copo fazem toda a diferença nesse ritual gostoso que é apreciar a cor, o aroma e o sabor do vinho, seja ele tinto, branco ou um espumante. Mas e aí? Qual quantidade é a certa para encher os copos?

PARA VINHOS TINTOS


O ideal é encher o copo de vinho tinto até, no máximo, um terço da taça. A imagem ilustra adequadamente uma quantidade agradável. É necessário que se possa movimentar o vinho sem entorná-lo com a intenção de abrir seu aroma e, por isso, o copo é enorme - esse é um copo Bordeaux - e a quantidade de vinho é pequena.







PARA VINHOS BRANCOS




Copos de vinho branco devem ser enchidos até a metade. Eles são bem menores que os de vinho tinto porque precisam ser consumidos mais rápidos para manter sua temperatura que é mais baixa.









PARA VINHOS ESPUMANTES



Os copos ou taças de vinho espumante devem ser enchidas até cerca de três quartos de seu volume. A bebida é servida sempre muito gelada e tem seu aroma e sabor valorizados por taças tipo flauta - chamadas flûte.








Outras postagens virão a respeito de copos ideais e específicos para cada tipo de vinho. Adoro o assunto e espero que ele lhe agrade também. Gostou dessa postagem?


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Beijinhos... um, dois, três... nenhum.


Tenho grande alegria de encontrar amigos. Amigos que não vejo há muito. Amigos que vejo todo dia. Encontrá-los será sempre maravilhoso, mas por vezes, mesmo entre amigos, o cumprimento é sempre algo com que se preocupar para não dar mancada. Beijinho no rosto e abraço são dois cumprimentos quase que oficiais no nosso país, certo? Mas sempre nos geram dúvidas. Isso porque há pessoas e pessoas e momentos e momentos. Quando não somos tão amigos assim, mas queremos ou precisamos cumprimentar alguém, por exemplo, beijinho, na minha opinião está fora de cogitação. Valer-se de palavras simpáticas ou de um aperto de mãos é sempre mais elegante, pode ter certeza. Entre amigos, porém, ao recebê-los ou abordá-los pra uma conversa, beijo no rosto é sempre bem vindo, inclusive entre homens. Taí uma coisa que é novidade no Brasil, mas que aos poucos poderá se tornar tão comum como um cumprimento entre homem e mulher ou entre mulher e mulher.

E mesmo amigos muito amigos, velhos conhecidos ou colegas de trabalho, nem todos os momentos são ideais para se cumprimentar com beijinhos. Já repararam que tem gente (principalmente homens solteiros) que adora dar beijinho só por dar beijinho e acham que são os bam bam bans mais simpáticos desse mundo? Eles te veem de longe e quando poderiam só acenar, pois não tem nenhum assunto pra trocar, eles saem, vão em sua direção e dá beijinhos em você e em mais quantas mulheres tiver na roda e então se despede, ou seja... oi e tchau. Pra que? Alguém me explica? Porque até hoje acho esse tipo de pessoa bem estranha e, ao contrário de simpatia, me parece mais aproveitamento. Deselegante. Deleta.

E aí que entra casos distintos. Médicos em hospital que encontram amigos, vão dar três beijinhos e abraço? Not, please! Muito menos em paciente. E muito menos se o médico trabalhar em CTI, enfim... casos e casos. A  melhor saída é a conversa, são as palavras simpáticas, afinal, cumprimentar não exige gestos de saudação, pode se resumir a apenas uma palavra ou a um elogio. Assim como para tempos de pandemia de gripes como agora, cumprimentos que não exijam aproximação são sempre melhor apreciados por alguns e, portanto, se viu cara de preocupado em alguém, o melhor é deletar o beijinho, rs.

E o que considero mais terrível em termos de se cumprimentar com beijinhos é quando alguém chega para encontrar amigos e se depara com todos sentados à mesa. No caso de ser amigos muito amigos e em número pequeno não há mal em fazê-los se levantar para cumprimentá-los, mas se estiverem em uma turma grande, por favor, não faça isso! Apenas pare em frente a todos, diga um cumprimento agradável e sente-se. Parar a conversa de todos e ir seguindo a fila pra dar beijinhos, ao contrário de ser elegante, é bem perturbador, já que deixa todos na expectativa de que acabe logo a beijação e que a conversa volte a fluir. Deleta também.

Mas apesar de sabermos certas regrinhas de etiqueta, tudo isso também é uma questão que depende do grupo. E mancadas sempre vamos dar ou participar da do outro porque nem todos pensamos da mesma forma, gostamos das mesmas coisas ou nos sentimos confortáveis com as mesmas atitudes e isso é ótimo porque aí sempre teremos casos pra contar. "Deixa eu te contar a mancada que eu dei" ou "que elegante aquela sua amiga"... Enquanto isso, uma preocupação a mais: quando é conveniente cumprimentar com beijinho, damos um, dois ou três? O que faço é dar um só e puxar a amiga ou o amigo pro abraço em seguida. E você?


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Como usar o guardanapo de tecido


Adoro quando assisto um filme e tem um personagem qualquer quebrando todas as regras (CHATAS!) da sociedade... (rs).
Num jantar, por exemplo, o cara vai e coloca o guardanapo de babador e as socialites à volta ficam boquiabertas com o comportamento. Normalmente o personagem fora da etiqueta tem o papel do mocinho da história. E isso dá toda uma graça que não se conferiria se o cara fosse todo certinho. Porque pessoas certinhas são muito chatas (hã? cuma? fui eu mesma quem disse isso?). Tá vendo como eu sofro por ser certinha?

E aqui estou com a difícil missão de falar sobre o guardanapo que, segundo qualquer dicionário por aí, é um substantivo masculino: um pequeno pedaço de pano ou de papel que usamos para limpar os lábios.

E já que decidi falar dele, vamos às chatas, mas necessárias, regrinhas de etiqueta:

Limpar o quê, mesmo???? Ah! Os lábios!

E por que será que tem gente que o usa pra limpar só os cantinhos da boca? O próprio dicionário já nos ensina como fazer. Tem que limpar os lábios, por completo, mas com delicadeza. De uma única vez. Aquele negócio de ficar encostando o guardanapo nos lábios, parte por parte, também não dá. O ritual fica comprido e irritante demais... Pega o guardanapo, seque ou limpe os lábios e devolva-o pro lugar. Pras mulheres que usam batom é até interessante retirá-lo antes de se sentar à mesa e quando se levantar ir ao banheiro repassá-lo, pois é feio demais deixar seu guardanapo à vista cheio de marcas de batom e sem falar que poderá correr o risco de sujar também sua roupa na altura do colo. E sempre limpe os lábios antes de levar o copo à boca porque também é muito feio marcas de gorduras no copo (assim como de batom).


E onde colocar o guardanapo????

Estamos aqui falando do guardanapo de tecido e esse deve ser colocado sobre o colo quando nos sentarmos à mesa. Mas é claro que se o almoço ou jantar ainda for demorar, podemos esperar até que as bebidas comecem a ser servidas para posicioná-lo. E é interessante que não o estenda por completo. Deixe-o dobrado pela metade para usar a parte interna e não correr o risco de engordurar sua roupa. E nada de preservar a limpeza do guardanapo. O que deve ficar limpo é a boca. Mas quando achar que não dá mais pra esconder a sujeira desse item, é necessário pedir ao garçom que faça a troca.


O que fazer quando precisar se levantar????

Lembre-se sempre que tem um guardanapo em seu colo! Lembrar, primeiramente, é fundamental. Como usamos pouco o danado no nosso dia a dia é típico esquecermos dele, levantarmos e derrubá-lo ao chão. Pode ser uma situação embaraçosa dependendo do evento, mas se isso acontecer e nenhum garçom já estiver vindo recolher pra você, apenas pegue-o e o coloque sobre a cadeira, pedindo que um garçom faça a troca. Tem gente que acha que não se deve pegar o guardanapo que derrubou, mas dependendo de onde caiu, poderá sentar-se novamente e recolhê-lo com menos remorso do que precisar que o garçom se atreva entre seus visinhos de cadeira para fazer isso por você, não acha? Eu penso assim... e etiqueta tem mais a ver com bom senso do que com seguir regras.
Se conseguir se lembrar do guardanapo, ao levantar, apenas posicione-o ao lado dos seus talheres de forma simples, sem dobrá-lo e sem amassá-lo demais. O ideal é estendê-lo ao meio a partir de um ponto central. Ao retornar, devolva o guardanapo ao colo. E assim que terminar a refeição, volte com ele para a mesa, ao lado dos talheres.

Obs.: Em se tratando de guardanapos de papel, apenas mantenha-o na mesa, ao lado dos seus talheres, e use-o do lado interno, evitando que a parte engordurada fique à vista de todos. Troque sempre que necessário.

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Cortar gravata em casamento



Eu sei que esse é um tema bem polêmico, que muitas amigas e conhecidadas (e algumas de vocês também, provavelmente) já fizeram isso em seus casamentos, mas não tenho como evitar falar dele.

Eu sou absolutamente contra essa 'brincadeira'. Cultural ou não, acho extremamente deselegante e acho discursos a favor super falsos, como se quisessem justificar algo. E haja justificativas pra isso! Se alguém, porém, quiser tentar me convencer do contrário, fique à vontade - mudo de opinião quando vejo fundamento. Apesar que sobre esse assunto é quase impossível que me convençam do contrário.

Para uma brincadeira ser realmente divertida, todos os envolvidos devem estar de acordo com o tema e, sinceramente, coagir os convidados a comprarem pedacinho de gravata do noivo, não é nem um pouco divertido. E muitas vezes são verdadeiras extorsões.

Cortar gravata do noivo ou passar o sapato da noiva (essa pra mim foi novidade, mas parece que também é comum de se ver em casamentos) com o claro propósito de forçar os 'queridos' convidados a abrirem a carteira (que de alguns deverá estar quase vazia, com toda certeza), gera constrangimentos.


Eu não tenho dúvida nenhuma que para alguns (principalmente para os noivos que estão de acordo com o dito assunto), essa brincadeira seja ou tenha sido bastante divertida. Aqueles que arrastam o noivo como um cachorrinho de mesa em mesa ou que vão passando o sapatinho da noiva (leia-se amigos muito próximos), com toda certeza estão se divertindo. Talvez uma diversão sádica, de rir da cara do bobo do convidado escolhido pro sacrifício, mas estão se divertindo, sem dúvida.

E também não tenho dúvida de que alguns convidados compram e pagam caro com prazer genuíno de 'ajudar' os queridos noivos a terem mais o que gastar em sua lua de mel. Mas, pra mim,  isso não se estende a todos os convidados.

Tem gente que acha que isso é normal quando os noivos não oferecem festa ou quando a festa é só pra amigos íntimos. Eu sou severa em todos os pontos quanto a isso. E daí que não terá festa? Quem realmente quis presentear, já presenteou e compareceu à cerimônia, já ajudou como achou que podia. E por mais íntimas que sejam as pessoas numa festa de casamento, elas são pessoas diferentes e  sempre existirão aquelas que ficarão bastante desconcertadas com tal brincadeira. A não ser que tenham todos sido avisados sobre ela antes e tenham tido a opção de não comparecer. Mas isso não acontece, acontece?

Outros acham que recolher dinheiro é o mínimo que se pode fazer pra recuperar a grana gasta com o evento.  Por favor! Que coisa horrível de se pensar e dizer! Se não se pode fazer uma festa de comemoração do casamento por falta de dinheiro, é melhor adiar pra daí a alguns anos. Cobrar 'entrada' e 'refeição' é super, hiper, 'uber' deselegante.

Pra mim, cortar gravata pra recolher dinheiro é coisa de evento beneficente ou de gincana e não de casamento!

Quem quiser ler outras opiniões sobre o assunto, clique aqui.





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Ordem dos pratos para uma refeição completa

Aqui está a ordem que (dizem!) devem ser servidos os pratos em uma refeição:

1) Aperitivo: este é uma bebida que serve para abrir ou estimular o apetite. Normalmente gim, whisky ou um coquetel apropriado.

2) Couvert: este são pães, manteiga, azeitonas (qual tal com anchovas... deliciosas!), picles... e acho que vale queijos também.

3) Entrada: são saladas, sopas e cremes, essencialmente.

4) Prato principal: são peixes, massas, aves e legumes - mas é claro que vale um prato com carne vermelha, pra quem prefere.

5) Sobremesas: doces e frutas.

6) Café.

7) Digestivos: são basicamente licores de qualquer tipo.


A nossa realidade: Mesmo sem tanto formalismo, se formos analisar bem, já passamos por refeições parecidas. O brasileiro tem o hábito do cafezinho depois da refeição e se recebemos amigos em casa já vamos logo oferecendo uma bebidinha e colocando à mesa pães, queijos, azeitonas, palmitos... E se formos analisar mais ainda, temos a cultura de servir tudo à mesa no momento da refeição, mas comemos primeiro a salada e depois os demais alimentos. Depois sempre queremos (pelo menos desejamos!) um docinho. O café depois é regra em toda casa mineira. No final das contas, acho que apenas o digestivo não temos o costume. Mas há quem goste de uma pinguinha por aqui... Tá vendo? O ritual até parece menos 'formal' visto por nosso brasileiríssimo ângulo cultural.

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O menu para um jantar


Ah! Como é bom receber amigos na casa da gente! Mas ao planejarmos um jantar, devemos considerar váriantes para decidirmos que tipo de menu e que tipo de serviço ofereceremos.

A primeira coisa a se pensar são os gostos daqueles que estarão presentes. Talvez você tenha pensado em fazer camarões, mas alguém do grupo não gosta ou é alérgico. Dessa forma, ao menos uma segunda opção terá de incluir no menu.

A segunda coisa a se pensar é no tipo de serviço e isso vai depender muito de quem você recebe, de quantos funcionários possui e de que louça e talheres dispõe. Acho que um serviço à francesa é bastante formal e complicado, mas ainda assim possível de se realizar desde que se treine uma pessoa para servir os convidados. Mas essas regrinhas valem uma postagem única, caso haja alguém interessado nelas. O mais comum para o brasileiro, quando se oferece um jantar, é serví-lo informalmente, ou seja, como em um buffet. Pratos, copos e talheres são dispostos como já mostrei aqui, e os alimentos devem ser dispostos em um aparador ou mesa próxima.

A terceira coisa a se planejar é a ordem dos pratos. Se for servir à francesa, é o copeiro que apresentará os alimentos. No caso do buffet, as vasilhas do aparador são substituidas a cada prato ou todas dispostas de uma única vez - desde que mantidas as condições ideais como vaislhas com saladas e frutas sobre outra com conteúdo de gelo. Pratos quentes sobre um rechoud, etc.

A quarta coisa a se pensar são nas bebidas a serem servidas e essas tem que combinar com os pratos escolhidos.

Portanto, para planejar o seu menu, depois de pensar nessas variantes, basta que se siga o exemplo abaixo:

1 - Para entrada:
suflês de ostras

- Frutos do mar ou sushis e sashimis servidos com raiz forte.
Bebida que acompanha: vinhos brancos secos.

ou

- Caviar e salmão defumado
Bebida: champanhe (única bebida capaz de harmonizar-se com gostos fortes como esses)

ou

- Legumes em geral
Bebida: vinhos brancos secos

ou

- Patês diversos e pães/ torradas
Bebida: vinhos brancos frutados

ou

- Canapés
Bebida: vinhos rosados leves

ou

- Frios em geral
Bebida: vinhos brancos secos ou rosados secos

ou

- Queijos:

- de massa mole [frescal] - Vinhos brancos leves
- de meia cura [brie, camembert, emmenthal, gouda, saint-paulin] - Vinhos brancos encorpados ou tintos leves
- curados de pasta dura [pecorino, parmesão] - Vinhos tintos jovens encorpados
- de leite de cabra - Vinhos brancos para queijos jovens e vinhos tintos perfumados para queijos maduros

Conheça mais sobre servir queijos e vinhos numa postagem anterior, aqui.
E conheça meus queijos e vinhos preferidos, aqui.

2 - Para o primeiro prato (sempre peixe - desde que as pessoas que você está recebendo gostem)
bacalhau

- Grelhados ou assados sem molho
Vinhos brancos secos

- Grelhados ou assados com molhos cremosos como de queijo
Vinhos brancos secos

- Grelhados ou assados com molhos leves como de ervas ou alcaparras
Vinhos brancos frutados/ aromáticos

- Grelhados ou assados com molho de tomate
Vinhos brancos leves

- Bacalhau de qualquer forma
Vinhos brancos leves


3 - Para o segundo prato (massas):
espaguete com almôndegas e molho de tomate


- Com molho de manteiga
Vinhos tintos ou brancos, desde que não encorpados, ou seja, mais leves

- Com molho de tomates
Vinhos brancos ou tintos leves

- Com molho à base de frutos do mar
Vinhos brancos pouco aromáticos

- Com molho de funghi secchi (cogumelos)
Vinhos brancos aromáticos ou tintos leves

- Com molho bolonhesa (carne moída + molho de tomate)
Vinhos tintos de médio corpo (nem tão leves, mas nem tão encorpados)


4 - Para o terceiro prato (aves ou carnes):
carne com molho de ervas


Aves:

- assadas sem molho: vinho tinto leve
- assadas com molho curry: vinho branco de médio corpo e aromático
- assadas com molho de queijo catupiry: vinhos rosados de boa acidez
- aves com molho pardo: vinhos tintos leves
- peito de ave recheado com queijo roquefort: vinhos tintos de médio corpo
- perdizes e faisões: vinhos brancos ou tintos de médio corpo envelhecidos

Carnes:

- Carneiro: vinhos brancos encorpados e aromáticos
- Porco: vinhos rosados secos ou tintos leves
- Churrasco: vinhos tintos de médio corpo
- Carnes vermelhas em geral: vinhos tintos de médio corpo ou encorpados


Obs.: tanto o terceito quanto o quarto pratos são, normalmente, servidos juntos (massa e carne ou massa e ave).

E lembrem-se sempre de avisarem seus convidados no ato do convite sobre os pratos a serem servidos.

E, por fim, deixe sua casa alegre com arranjos de flores naturais. Receber com carinho é sempre mais gostoso. Mesmo que os pratos e talheres sejam simples, o que importa é a alegria entre os amigos.

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Mentirinha com etiqueta

Hoje é dia da mentira, né? Sempre ouvi, desde pequena, que mentira era a pior coisa do mundo - acho que essa frase ainda é recorrente nas conversas da minha mãe. Eu sempre repeti o ditado por ela. Sempre, vírgula! Até certo ponto da minha vida...

Hoje já considero umas mentirinhas bastante aceitáveis. Tudo bem que ainda sou chata pra falsidade. Mas existe aí um ínterim bem condizente com a necessidade de ser educado. Às vezes precisamos mentir pra não ser grosseiro...

Imagine você recebendo um presente que é um verdadeiro 'abacaxi'.... não vai dizer que não gostou, né? Até porque a pessoa que te deu, provavelmente, passou um bom tempo procurando por algo que, erroneamente, achou que lhe agradaria. Uma mentirinha aqui fai fazer alguém satisfeito.

Lembro-me da primeira mentira que disse. Era Natal e ganhei dos meus pais 'calcinhas' de presente. Pra uma criança isso foi decepcionante... mas mesmo assim eu disse 'obrigada! adorei' - mas acho que eles perceberam a mentirinha.

Saber receber presentes é uma arte.

Qualquer presente deve ser aberto no momento em que é recebido e deve ser agradecido da melhor maneira, já que quem te presenteou pretendeu lhe agradar e por isso merece todas as melhores palavras de carinho. Mas, caso receba um presente de um japonês, nunca o abra na frente dele - a cultura deles considera falta de educação.

Dicas:

Se ganhamos um vinho em nossa casa: devemos colocá-lo pra gelar na mesma hora e serví-lo durante a reunião.

Se ganhamos flores, na mesma hora providenciamos um vaso para elas - por isso, tenha sempre um vaso vazio em casa.



Se ganhamos algo entregue-nos por terceiros, devemos telefonar para a pessoa que mandou o mais rápido possível.

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Falando ao telefone


Gente! Tem coisa mais chata que atender a um telefonema na comodidade da casinha da gente e ouvir um "Quem tá falando?" - como assim quem 'tá' falando? Quem liga sabe exatamente pra quem está ligando. Por sua vez, quem atende não faz idéia de quem está do outro lado da linha.

Penso que o mínimo de etiqueta ao telefone é necessário. É tão bom ouvir alguém educado do outro lado...

Ao ligar, a primeira coisa que fazemos é nos apresentar. Depois dizemos a que ligamos ou perguntamos por quem gostaríamos de falar.

"Oi! Aqui é Talita. Eu gostaria de falar com a Sofia, ela está?" - Simples assim... quando as pessoas que ligam pra minha casa e já de prontidão se apresentam, fico sem pé atrás, mas do contrário, fico tensa por não saber com quem estou falando e a conversa acaba fluindo mais fria, pela desconfiança que gera em mim.

Vocês também se sentem assim?

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Determinação e ambição - o que você pensa disso?

Tenho certeza que exite uma linha que divide a determinação (saudável) e a ambição (imoral). Acho que querer é perfeitamente necessário e nos instiga a trabalhar, criar, fazer contatos, aprender e conquistar as coisas, mas fazer intrigas, se achar melhor que o outro, utilizar de meios ilegais, usar poder com fins transviados, tudo isso, na minha opinião é ser desprezível, é não valer um centavo sequer. É terrível dizer isso, mas há muitas pessoas transgredindo a linha da derteminação para a da ambição por aí...

Este curta de animação de Mark Osborne, chamado 'More', foi indicado ao Oscar, poucos anos atrás, e nos mostra muito sobre a ambição que cega. Um ser trabalhador não aguenta mais ser humilhado na fábrica em que trabalha e quer inventar algo que faça com que as pessoas vejam o mundo de outra forma. Sua determinação o leva a conquistar esse objetivo, mas juntamente à sua invenção vem o sucesso e ele transgride a tal linha que separa o querer saudável do querer imoral e torna-se um ambicioso inescrupuloso, passando a tratar seus funcionários da mesma forma humilhante que antes era direcionada à ele.


Um bom filminho pra refletir e avaliar nossos atos.





Gente que sabe o que diz:

"Por vezes a ambição faz aceitar as posições mais baixas; é assim que se sobe, na mesma postura que se desce" (Jonathan Swift)

"Pouca ou nenhuma vez se realiza com a ambição coisa que não prejudique terceiros" (Miguel de Cervantes)

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PARA SERVIR QUEIJOS E VINHOS

Adoro vinho e adoro queijos - e, por isso, ora ou outra, servimos essa combinação aos amigos que recebemos aqui em casa.


Para quem também gosta ou quer inovar, algumas dicas legais pra tornar sua happy hour ainda mais interessante:

Vinhos tintos: devem estar entre 14oC e 18oC
Vinhos brancos: entre 9oC e 12oC
Espumantes: entre 7oC e 8oC - estes podem ser deixados em baldes de gelo, assim como cervejas que é uma opção certeira para quem bebe, mas não gosta de vinhos. Aqui em casa temos um balde com suporte onde costumamos encher com gelo e sal (isso ajuda o gelo a derreter com mais lentidão) e colocar alí as bebidas como espumantes e cervejas.



Para acompanhar, os mais experts no assunto 'vinhos e queijos' recomendam não servir aperitivos e muito menos doces. Dizem que o melhor são peras maduras e inteiras e uvas em cachos para que os convidados se sirvam como quiserem, mas tendo sempre faca e pratinhos à disposição. Pessoalmente, gosto também de umas castanhas e pães para acompanhar.



Combinações:
Há certos entendimentos de combinação como parmesão combinar mais com vinhos tintos encorpados, queijo minas ou outros mais suaves combinarem mais com vinhos vinhos brancos secos, queijos semi duros como gruyère e emental combinarem mais com vinhos brancos frutados (jovens) da uva sauvignon blanc, etc... Mas, pessoalmente, não sendo uma entendedora, gosto apenas de apreciar combinações de sabores que agradam a meu paladar...

Por exemplo, adoro vinhos tintos como o Gato Negro com o queijo Prima Dona e adoro um branco frutado como o Peñalolen com queijos brie e também o contrário, assim como aprecio bastante espumantes com qualquer tipo de queijo para acompanhar.


Na mesa:
Para arrumar a mesa, coloque os copos junto ou próximo às garrafas de vinho e, do outro lado, coloque pratos e talheres de sobremesa para caso alguém queira usá-los.


Pães devem ser servidos inteiros e os convidados partí-los com as mãos.

Quem recebe, serve o vinho.

Sirva os queijos em tábuas - retire-os da geladeira uma hora antes de servir. Essa tábua abaixo temos aqui em casa. Essas de vidro são ótimas para servir queijos, já que são bonitas e fáceis de lavar.


Nas compras:
Ao sair para comprar os vinhos e os queijos, considere meia garrafa da bebida e 300 gramas de queijo por pessoa. 

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MISE EN PLACE

Nós garotas donas de casa precisamos saber montar uma bela mesa. E , pra ajudar, publico hoje um típico mise en place. Mise en place é um termo francês que significa "pôr no lugar", ou seja, organizar utensilhos, seja pra preparar o alimento ou seja para receber o alimento. Assim, tanto a prévia do ato de cozinhar (cortar legumes, temperar a carne, selecionar panelas e talheres) como a prévia do ato de servir (arrumar a mesa com a correta disposição de pratos, copos e talheres), chamam-se mise en place. Quero apenas comentar e descrever o correto mise en place de adequação da mesa para receber os convidados. Então... lá vamos nós:


(1) pequeno garfo usado para comer ostras

(2) colher para sopa

(3) e (4) são os talheres para o primeiro prato, normalmente um peixe ou frango (carne branca) - quando peixe, há garfo e faca específicos.

(5) e (6) são para o prato principal

(7) faca de manteiga

(8) guardanapo

(9) é um sous plat - um suporte para o prato que ajuda a embelezar a mesa

(10) prato de pão

(11) copo de água

(12) copo para vinho tinto que acompanha o prato principal

(13) copo para vinho branco que acompanha o primeiro prato

 

O mise en place vai variar de acordo com os pratos e bebidas que tenha escolhido para servir. Apesar de etiqueta em exagero no nosso dia a dia, tornar tudo muito chato, acho que de vez em quando faz um bem danado. Receber o maridão com uma mesa bem posta vai tornar o jantar muito especial, além de também ser um modo de encantar os amigos numa happy hour em casa.





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