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Falando de filhos - Frente a frente com Dri Viaro (continuação)

Falar sobre filhos é regra pra toda mãe e pra todo pai. E o assunto rende e nos faz dividir aprendizados. Segue mais um pouquinho da minha conversa com a blogueira e super mãe, Dri Viaro, que em seu blog 'mãe, esposa, dona de casa, trabalhadora' também mostra, vez ou outra, um pouquinho da família linda que tem.

Novamente eu e a Dri, que também é autora do blog Amélias de salto, estamos frente a frente em um bate-papo enriquecedor...




(continuando...) O ASSUNTO: FILHOS
(para ler a primeira parte dessa conversa, clique aqui)



(Eu, Talita): Você vive em São Paulo. Fico imaginando como deve ser dar conta dos próprios compromissos e ainda conciliar os dos filhos que vão crescendo e multiplicando os deles também. Acho que pra mim que moro em cidade menor (Ipatinga, MG) onde o trânsito funciona melhor é mais fácil, mas talvez seja ilusão, pois afinal tem dias que passam sem termos conseguido cumprir metade do planejado. Quando se tem filhos, você acha que o tempo fica mais curto?

(Dri): Absolutamente não. Pra falar a verdade eu nem sei mais o que é não ter filhos, não consigo me lembrar assim nitidamente quanto tempo suportei viver sem eles, estranho falar isso, mas acho que a maioria das mães pensa assim, não é? Meu! Com tanta coisa pra fazer no dia a dia, eu consigo (graças ao meu bom Deus) conciliar tudo. Costumo dizer pro meu marido, que eu sento, rebolo e ainda bato um bolo hehe. (isso é o nome de um livro, bem legal por sinal). As vezes é cansativo morar na cidade grande, mas penso sempre que temos o fds pra fugir pro mato, ou pra se trancar dentro de casa vendo um filminho e comendo muito chocolate.

(Eu, Talita): Adoro filminhos e chocolates, já o mato.... não muito, rs. Mas essa coisa de dar conta do recado sempre, acho que é da mulher. Os compromissos supérfluos podem até ficar pro dia seguinte, mas os com a família, a casa e o trabalho normalmente a gente cumpre rebolando ou não. (Vou procurar por esse livro, adorei o título). Acho que é instinto, coisa de mulher, de mãe. Virar mãe é um momento parecido com o de virar adulto. Quando deixamos de ser crianças e assumimos as rédeas da vida da gente, damos de cara com mil e um compromissos novos que temos que dar conta. Tornar-se mãe é multiplicar esses compromissos, mas com uma grande vantagem: temos companhia, um serzinho lindo que é parte da gente e que está aqui pra nos fazer companhia. Nos dois casos a gente muda e o passado parece que nem existiu.

(Eu, Talita): Quando alguém te pergunta se filho dá trabalho, o que você responde?

(Eu, Talita): Eu respondo que não, mas não sei se é porque por enquanto sou mãe só de uma... minha maior ansiedade agora é descobrir como vou me virar pra atender dois ou três! Acho que vou juntar todos, inclusive eu, num banho só, por exemplo, rs. Mas banho no final das contas é o de menos, fico imaginando o jantar... um não come isso, o outro não come aquilo... atender um é super fácil, mas dividir atenção parece que é mais complicado...

(Dri): Não posso ser injusta e dizer que eles dão trabalho, pq nunca deram. Desde pequenos foram sempre quietinhos, uns amores, nunca passei uma noite em claro! E por exemplo você com a diferença de idade, assim como pra mim, não vai ser tão difícil. Pois a Sofia provavelmente já estará tomando banho sozinha e comendo sozinha (isso se ela já não faz né, rs). E como sei que vc é uma maezona vai tirar de letra, tenho certeza. 

(Eu, Talita): A Sofia tem uma coisa com água no olho que a impede de aprender a lavar a cabeça sozinha. Ainda não mergulha, apesar de adorar brincar na piscina. Mas acredito que em pouco tempo ela supera isso, rs. No mais realmente minha pequena já tá ficando bem grandinha mesmo. Como diz ela... "já sou média, mamãe!".

(Eu, Talita): De mãe pra mãe... filho transforma a gente num grau extremo, não é? A gente já acorda pensando neles, é como se o passado não tivesse existido sem eles. Tem fatos anteriores à minha filha que por vezes me vem à mente como se Sofia estivesse presente também. Quando a ficha cai que ela não existia ainda é bem estranho...

(Dri): Pois é... Como eu disse antes, rs. É extremamente estranho pensar que um dia ainda não éramos mães, rs. A gente pensa neles em primeiro lugar, não tem jeito. Tenho uma amiga que diz que se precisar ir viajar, ou a qualquer lugar sem os filhos ela vai sem remorsos. Mas infelizmente eu não consigo ser assim. Por exemplo, se eu estiver com meu marido, pq tivemos que ir ao médico ou algo parecido, e passamos pra comer no MC (coisa q as crianças adoram) me sinto super culpada por eles não estarem junto. Ai ai, coisas de mãe né amiga. Sempre digo depois que a gente é mãe sabe o que somente uma mãe pode sentir, preocupações, medos, etc...

(Eu, Talita): E eu sempre digo... ser mãe é viver com culpa, mas com uma alegria tão grande e permanente que compensa tudo.

Dri! Que Deus proteja você e sua família sempre! E que a gente ainda tenha muitas conversas tão boas como essa. Adorei sua participação por aqui.

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Bate papo sobre filhos: 'Frente a frente' com Dri Viaro

Há  um ano atrás entrevistei essa 'mãe, esposa, dona de casa, trabalhadora' e hoje ela está de volta aqui no blog para um bate-papo super sério, mas ao mesmo tempo descontraído.

'Frente a frente' é uma das novas seções do blog e hoje estou de frente com Dri Viaro falando sobre filhos.

A Dri é uma amiga querida da blogosfera (ela também é autora do Amélias de salto) e uma super mãe... eu adorei nossa conversa e espero que vocês curtam também.




O ASSUNTO: FILHOS!


(Eu, Talita): Eu e meu marido estamos 'empenhados' para engravidar de novo e é uma ansiedade engraçada e nova essa pra mim, já que a primeira gravidez (de Sofia) aconteceu sem planejar e eu já soube dela quando já estava com 16 semanas de gestação. A próxima com toda certeza vai ser bem diferente, pelo menos, conscientemente, muito mais longa, rs. Como foi com você? Planejou direitinho a chegada dos seus dois filhos?

(Dri): A Stephanie veio de intrometida, rs. Na época namorávamos apenas 4 meses, e engravidei (rápida eu, imagine). Então casamos, tivemos nossa princesa, e eu estava louca pra ter outro filho, mas meu marido protelava muito. Então, como eu nunca tomava remédios e não engravidava, decidi ir ao meu médico e pedir algum remédio pra que acontecesse mais rápido. Comprei o remédio, mas fiquei com um certo medo de engravidar novamente, e não tomei. Até que quando a Teté estava com 5 anos, eu pensei: Puxa, se eu quero mesmo ter outro filho, a hora é agora! Tomei o remédio e engravidei rapidinho. Aí veio o Alezinho, e ficamos extremamente felizes.
 
(Eu, Talita): A diferença de idade deles é de 5 anos, né? Se eu engravidar agora, os meus também terão a mesma diferença. O que você me aconselha sobre criar filhos com essa diferença de idade?

(Dri): Sabe que essa diferença é ótima, porque a Sofia vai ser uma grande ajudante pra vc, rs. Pelo menos a Teté foi e é muito pra mim. Claro que no início eles pensam que perderam o trono, minha filha qdo viu o Alezinho no hospital começou a chorar e não queria nem olhar pra ele, mas foi só de momento. Demos a devida atenção à ela, deixamos ajudar, segurar o irmão, e até alimentar. Todos que foram ao hospital também levaram um presentinho pra ela. Ela nunca bateu nele, (agora que estão maiores as vezes se pegam, normal, rs), nunca tentou pegá-lo sozinha, ou seja foi super tranquilo.

(Eu, Talita): Eu acredito muito que vai ser assim aqui em casa também, afinal Sofia já diz que quer muito uma irmãzinha e que vai me ajudar a cuidar dela, rs. Ela acha que vou engravidar de menina, mas quando digo que pode ser um menininho, ela fica feliz também e diz que vai ensiná-lo a andar como o priminho Gabriel de um ano que está aprendendo.

(Eu, Talita): Você tem vontade de ter mais filhos... seguir sua tradição do intervalo de 5 anos?

(Dri): Até alguns anos atrás eu tinha, agora penso: Não! Graças a Deus fui abençoada com um casal lindo, rs.

(Eu, Talita): Se eu e meu marido pudermos, acho que teremos 3 filhos. Apesar de todos meus medos sobre criar filhos nos dias de hoje, o que conta muito também na questão 'ter filhos' hoje em dia é o custo, fala a verdade! Tá tudo um 'absurdo'. Acho que todo pai e mãe tem medo de não dar conta, você também?

(Dri):  Com certeza os custos contam muito. Nós estamos por exemplo planejando uma viagem, para quatro já vai sair caro, imagine pra 5? rsrs. Sem contar os gastos com colégio, etc. Tem gente que pensa: Onde comem 1 comem 10. Eu já penso que quero dar o melhor para meus filhos, que um dia eles façam uma boa faculdade e tenham uma ótima profissão, por isso optei por ter apenas 2 filhos. Sem contar que o meu maior medo hoje, nem é o financeiro, mas sim o medo do mundo que está cada vez pior.

(Eu, Talita): Sim... meus medos maiores também são esses. E posso dizer que sou medrosa ao extremo, principalmente no que se refere à saúde e segurança da minha família. Trabalho demais essas questões. Acho que se eu não fizesse isso, piraria de vez, não sairia de casa, travaria, sei lá. Sou daquelas que sofre só de pensar, então trabalho demais essas questões comigo mesmo. Pensamento positivo e bola pra frente... a vida é bonita e dia a dia precisamos peneirar a sujeira para que não nos afete. É um trabalho de amor e em se tratando de filhos, amor tem de sobra.

[Essa conversa continua na semana que vem... - e se você tiver algum assunto que diz respeito a filhos e que queira que abordemos, é só dar a dica pra gente nos comentários.]

Gostou da nova seção do blog? Além de sugerir assuntos referentes a filhos, você também pode me ajudar com sugestões de outros assuntos como namoro, casamento, decoração, casa própria, trabalho, qualquer coisa que tenha a ver com o blog. Essa seção terá vários convidados para bate-papos.

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